Terra Magazine

agosto 27, 2009

Olympikus transforma ídolos do vôlei em personagens de game

Tags:, , , - fabiokadow às 5:04 pm

Depois do sucesso da primeira versão do game Liga Nacional de Super Vôlei, lançado pela Olympikus e CBV em 2008 e que reunia os astros do time masculino da seleção numa disputa de street vôlei, chegou a vez da seleção feminina entrar nas quadras virtuais. É a primeira vez que atletas brasileiras viram personagens de um videogame.

Com isso, além de Giba, Murilo, Rodrigão, Serginho, Bruninho, Gustavo, Dante e outros grandes atletas do time masculino, agora os fãs poderão escolher também entre Jaqueline, Fabi, Sheila, Mari, Dani Lins e Fabiana para as disputas. Os técnicos das duas equipes estão presentes no jogo, disponível no site da empresa e da confederação.

Essa estratégia de marketing e relacionamento da Olympikus teve início em 2008 e logo virou um dos maiores sucessos da web. Em um ano foram mais 1,4 milhão de partidas realizadas com tempo médio de 7 minutos e meio cada. Para a segunda versão, com as modificações realizadas, o tempo médio teve um aumento de 186%, chegando a vinte minutos por partida. Durante todo esse período o consumidor está interagindo com a marca, presente em todos os momentos da ação.

Além de homenagear os atletas, a idéia do game acerta em cheio o público alvo da Olympikus, que gosta do esporte e faz parte da geração que cresceu (e cresce) utilizando computadores e videogames. Entre os dias 14 e 21 de setembro, a marca promove também para os usuários a segunda edição da Liga Nacional de Super Vôlei, a versão “on-line” do campeonato nacional de vôlei.

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julho 13, 2009

Com Flamengo, Olympikus mira o topo e quer mais no futebol

Há cerca de quatro anos a Olympikus decidiu chegar ao topo. Mesmo já reconhecida pelo público por causa do patrocínio à seleção brasileira de volêi, a marca queria mais. Apostou forte nos Jogos Pan-Americanos, quando foi a responsável pelo fornecimento do uniforme de 25 países, e passou a investir muito em tecnologia e design no desenvolvimento de produtos para a linha running. Mas faltava o futebol. E veio o contrato com o Flamengo, na casa de R$ 21 milhões por ano para as próximas três temporadas, com direito a diversas ações de marketing diferenciadas, como a criação do museu do clube.

Para falar um pouco mais sobre o assunto, o blog Jogo de Negócios conversou com Marcio Callage, gerente de marketing da Olympikus. E revela: nos próximos dois anos, a Olympikus quer, pelo menos, ouros dois grandes clubes do futebol brasileiro.

Em abril, o Ibope divulgou uma pesquisa sobre como os jovens enxergam o esporte e a Olympikus era a única marca entre cinco mais lembradas que não atuava no futebol. No Brasil, é possível chegar ao topo sem o futebol? Ou o contrato com o Flamengo mostra essa necessidade?
A Olympikus ficou atrás apenas da Nike e da Adidas nesse estudo no índice de confiança, um resultado que muito nos orgulhou. Desde 2005, quando decidimos patrocinar os Jogos Pan-Americanos, duas palavras viraram mantras dentro da empresa: tecnologia e design. Nós íamos ter visibilidade com o patrocínio, mas o público tinha que perceber a evolução dos nossos produtos também. E oferecemos produtos de última tecnologia para 25 dos 42 participantes dos Jogos, montamos uma mini fábrica dentro da Vila Pan-Americana para atender os atletas e fazer qualquer ajuste necessário. Nós tínhamos o patrocínio aos atletas, uma mídia muito forte na Globo durante 2007 e 2008, e assim o público foi percebendo essa mudança.

E dá para fazer tudo isso sem o futebol?
Claro que dá. A Olympikus é hoje a maior marca esportiva brasileira. Mas depois que percebemos que o nosso trabalho estava consolidado, com esse trabalho junto ao COB e também com o vôlei - hoje a marca é sinônimo de vôlei no País -, aí sim nos sentimos preparados para entrar no futebol. E resolvemos entrar pela porta da frente, já com a maior torcida do País. Não queremos parar por aí. Para chegarmos ao topo temos que conquistar novos mercados, por isso vamos fazer esse trabalho com running (onde foram investidos R$ 10 milhões somente em tecnologia na criação do último lançamento) e também com o futebol. E assim vamos ser percebidos por outros públicos.

Por conta disso a Olympikus produzirá também chuteiras, uniformes, etc?
Estamos trabalhando nisso e nesse mês já vamos lançar as chuteiras. Mas a prioridade agora é atender o Flamengo. Nós vendemos mais de 200 mil camisas do time em pré-lançamento porque nos dedicamos a isso. A primeira coisa que temos que fazer é deixar o time, a diretoria e a torcida felizes. Os 35 milhões de torcedores são a nossa prioridade, para eles que temos que mostrar um bom trabalho. Por exemplo, fomos a primeira marca esportiva a ir para a televisão fazer um comercial de um clube específico durante uma final da Copa do Brasil.

O comportamento da diretoria do Flamengo foi muito criticado pela Nike e Petrobras, antigas parceiras do clube, nos últimos meses. Isso pesou em algum momento?
A nossa relação com a diretoria é muito boa, não temos do que reclamar. Até agora eles até nos incentivam com idéias e sugestões. Queremos fazer muita coisa na internet. O compromisso do museu, por exemplo, foi provocado pela diretoria. O dia que entendermos que torcida e diretoria flamenguistas estiverem satisfeitos, que nosso trabalho está consolidado, ai sim vamos procurar mais dois ou três grandes clubes do futebol brasileiro. Acredito que isso ocorrerá nos próximos dois anos.

foto: Vipcomm

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abril 23, 2009

“Falar o nome de patrocinador na TV é merchandising”, diz executivo da Globo

Tags:, , , , , - fabiokadow às 5:51 pm

Logo após o anúncio de que o Bradesco não continuaria patrocinando o time principal de vôlei de Osasco, iniciou-se um debate na mídia sobre as possíveis causas para os cortes nos gastos. Na maioria dos casos, elegeu-se a crise econômica como a principal vilã. Outro fator bastante discutido foi o investimento que os chamados esportes olímpicos recebem no Brasil. Mas o fim do time teve muito mais espaço em todos os veículos do que os jogos e o campeonato em si. Ironicamente, a questão da exposição na mídia ganhou poucas linhas.

A Rede Globo de Televisão, que transmitiu a final da Superliga, tem como princípio não falar os nomes dos patrocinadores de equipes e torneios esportivos, seja qual for a modalidade. Nem mesmo naqueles programas considerados jornalísticos. Para muitos executivos da área de marketing, esse é um dos principais fatores que emperram novos investimentos das empresas. A maioria defende que, enquanto a mídia (que costuma não ter a mesma linha quando transmitem eventos internacionais, com exceção da Globo mesmo) não mudar seu comportamento, os investimentos continuarão minguados por aqui.

O blog entrevistou Marcelo Campos Pinto, diretor-geral da Globo Esportes, unidade de negócios criada em 1999 para produzir, comprar e vender eventos esportivos. Ele explica o porque dessa política comercial da empresa.

Por que a emissora não fala os nomes dos patrocinadores durante as transmissões? Sem a participação deles os times tendem a ficar mais fracos e o espetáculo menos atraente, não é?
Essa é uma política comercial estabelecida pela Rede Globo há muitos e muitos anos: não mencionar o nome de patrocinadores de competições, nem de clubes. Porque, na realidade, isso tem valor comercial. Hoje temos uma série de receitas publicitárias que são feitas através de merchandising no programas, como nas novelas. Dizer, gratuitamente, um nome de um patrocinador de um clube seria o equivalente a um merchandising. E isso não seria justo com os demais clientes da Globo, que pagam por essas ações. Enquanto essa política comercial for assim, eu não vejo como falar um nome de um time ou competição.

Acredita que esse fator pode ter sido determinante, por exemplo, no caso do Finasa Osasco?
Não acredito, não acredito. Até porque a gente já transmite a Superliga há dois anos e isso não havia ocorrido isso. Certamente outros devem ter sido os motivos que levaram a instituição a retirar o patrocínio. Temos uma crise mundial. Todo mundo está perdendo patrocínio no mundo inteiro, mesmo na Inglaterra, onde os grandes clubes de futebol estão perdendo patrocínio ou sendo renegociados por valores menores. Por isso, acho que é mais um reflexo da crise batendo nas portas do marketing esportivo do qualquer outra coisa.

Mas as empresas e agências de marketing já batem nessa tecla há tempos, mesmo antes da crise…
O problema já existia antes da crise, mas nós transmitimos e nunca ninguém reclamou de nada. A minha leitura é a crise chegando ao marketing esportivo.

Existe alguma chance dessa política comercial mudar?
Por enquanto não tem nenhuma discussão interna sobre esse assunto.

foto: João Pires/ZDL/Divulgação

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