Terra Magazine

setembro 16, 2009

US Open: a audiência da final, o caso Serena Williams e a volta de Kim Clijsters

Tags:, , , , - fabiokadow às 3:04 pm

A inesperada e histórica vitória do novato argentino Juan Martin Del Potro sobre o pentacampeão Roger Federer na final do US Open, disputada na última segunda-feira, rendeu um aumento de 41% na audiência para a rede de televisão CBS se comparado com a final do ano passado, entre Federer e Murray. Após o jogo, onde os dois atletas patrocinados pela Nike ficaram horas divulgando a marca nos uniformes, foi anunciado que esta edição bateu o recorde de vendas de ingressos.

No feminino, quem chamou a atenção foi a norte-americana Serena Williams, mas não por causa do título, que ficou com Kim Clijsters. Durante a semifinal com a belga, Serena discutiu com um árbitro de linha de forma ríspida e um tanto mal-educada no momento decisivo da partida, o que gerou um grande desconforto entre todos do mundo do tênis.

Porém, para os patrocinadores (Nike, Gatorade, Wilson e HP, que geram mais de U$ 12 milhões por ano em receitas para a atleta), o fato não teve tanta relevância a ponto de estremecer algum contrato vigente. Ao contrário, já que Nike e Gatorade chegaram até a publicar uma nota de apoio a Serena.

Mas se Serena se despediu do campeonato de forma melancólica, Kim Clijsters triunfou de forma brilhante no seu retorno. A tenista, que havia se afastado do circuito por dois anos para casar e ser mãe, participou do US Open como convidada, faturou o título (a primeira mãe em 30 anos) e agora volta a receber a atenção dos patrocinadores. Segundo seu agente, mais de 20 empresas já o consultaram para novos contratos, que buscam na atleta a imagem da mulher que conseguiu conciliar, de forma vitoriosa, a família e a carreira.

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setembro 3, 2009

US Open gera US$ 450 milhões para a economia de Nova York

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:09 pm

Nova York é uma metrópole onde as maiores e mais importantes empresas do mundo realizam volumosos negócios. Um torneio Grand Slam de tênis realizado nessa cidade, claro, só poderia ter as mesmas características. Diferente de Roland Garros e Wimbledon, onde a tradição, a calma, a elegância (características do tênis) e o espírito esportivo ainda sobrevivem (mesmo que de maneira tímida), o US Open tem os negócios e o dinheiro no DNA.

O torneio é o que recebe o maior público entre todos do genêro, milhares de pessoas que injetam US$ 450 milhões na economia da cidade. O barulho dos aviões, o participativo público, o trânsito, a correria, a alta temperatura e os jogos a noite (com vinho e muita comida) tornam o US Open um evento único e distinto de seus “concorrentes”, do jeito que os novaiorquinos gostam.

Por esse motivo que as vendas dos ingressos estão indo muito bem, apesar de todo o pessimismo e receio que a pior recessão dos últimos anos trouxe para os EUA. A organização acredita que as vendas podem chegar a 700 mil ingressos, um pouco abaixo dos 720.227 registrados no ano passado, quando o recorde foi batido. Todas as 84 suítes e luxo foram comercializadas. O torneio, realizado em 15 dias, atrai mais turistas do que os quatro times da cidade (Mets, Yankees, Knicks e Rangers) juntos durante o ano todo.

Os poucos clubes de tênis da cidade registram um aumento de, pelo menos, 50% nos aluguéis das quadras durante o mêses de agosto e setembro. Já as vendas de raquetes e acessórios dobram durante o mesmo período.

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junho 10, 2009

Vendas de ingressos para o US Open surpreende e bate recordes

Tags:, , - fabiokadow às 11:48 am

A terrível crise econômica norte-americana, que afetou os negócios do mundo do esporte durante os últimos meses, parece que deu uma trégua. Ou o amor dos americanos pelo tênis é maior do que qualquer dificuldade financeira.

O resultado do início das vendas de ingressos para o público em geral do US Open 2009, que começou na última segunda-feira, supreendeu a todos e entrou para a história da competição como o segundo melhor de todos os tempos. Foram comercializados cerca de 35 mil bilhetes em um único dia, número menor apenas do que o registrado na edição de 2008 (quando a situação era completamente diferente).

E a pré-venda, que ocorreu durante os dias 2 e 6 de junho apenas para os portadores do cartão de crédito American Express, também foi um sucesso e chegou a mais de 31 mil ingressos. Esse sim, o melhor resultado de todos os tempos para pré-vendas.

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abril 17, 2009

Crise atrapalha venda de ingressos de golfe e atinge até mascote de hockey

Tags:, , , , , , - fabiokadow às 11:35 am

Se por aqui a crise deveria ser uma marola, nos EUA o tsnumani continua fazendo vítimas no mundo do esporte. O famoso US Open de golfe, que ocorrerá em junho, está sofrendo para vender seus camarotes especiais e também ingressos que geralmente são comprados pelas grandes empresas para realizarem eventos de relacionamento com o networking. A justificativa é a mesma em todos os casos: corte de gastos em ações de esporte e entretenimento.

Segundo os organizadores, até aquelas empresas que tradicionalmente participam do evento estão pulando fora nesse ano. Algumas delas, as que receberam ajuda financeira do governo, declararam que preferem não se comprometerem para evitar as críticas dos congressistas e da opinião pública. Geralmente as empresas compram 90% da carga total de ingressos, ficando apenas 10% para o público em geral, mas essa equação deve mudar esse ano.

Os preços para esses camarotes especiais, conhecidos como hospitality centers, podem variar de US$ 32.500, para 12 pessoas, até US$ 230 mil para um espaço com capacidade para receber 80 pessoas confortavelmente, por exemplo. Em 2002, o ano que teve o maior sucesso financeiro até agora, foram vendidos 77 desses, a expectativa mais otimista para 2009 é de 50.

Sobrou até para ele

A crise anda tão grave que até o mascote do time de hockey de Tampa Bay, que disputa a NHL, entrou na lista das 27 pessoas que foram demitidas esse ano. Na verdade quem foi perdeu o emprego foi Matt Hitchcock, que vestia a (estranha) fantasia do mascote, tão tradicionais nos EUA, para entreter o público e jogadores durante as partidas e em ações fora das quadras. Tempos difíceis.

 

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