Terra Magazine

julho 21, 2009

Forbes faz ranking da relação custo-benefício dos jogadores mais caros do mundo. Vieri lidera

A revista Forbes publicou um interessante e curioso ranking: qual contratação milionária teve a melhor relação custo-benefício entre os jogadores de futebol? Ou seja, quanto as dez maiores transferências da história do futebol deram de retorno em campo para o clube (o retorno comercial extra-campo não foi levado em conta). Por esse motivo, Kaká e Cristiano Ronaldo no Real Madrid não puderam ser avaliados ainda. 

Para a Forbes, o craque Zinedine Zidane foi um mau negócio para o Real Madrid. Ou melhor, um negócio caro, já que ao somar os US$ 81 milhões da transferência aos US$ 41 milhões que o francês ganhou de salários durante os cinco anos que esteve no clube, Zidane custou US$ 122 milhões. Durante esse tempo, Zidane foi responsável por 24% dos gols marcados e 20% das assistências. Calculando esses números, as partidas realizadas pelo campeonato espanhol (amistosos e competições internacionais não foram contabilizados no ranking) e o custo total (salário mais transferência), Zidane, segundo a revista, custou US$ 1,120 milhão por jogada de gol, que coloca o francês na sétima posição.

Veja abaixo o resultado desse estudo, uma análise fria e matemática (gol tem peso dois, assistência peso um) que os americanos adoram, e deixe a sua opinião dizendo se concorda com os critérios utilizados. Pela conta da Forbes, Cristiano Ronaldo, por exemplo, contratado por US$ 130 milhões pelo Real Madrid e com salários iniciais de US$ 15,5 milhões por ano, teria que fazer um gol por jogo durante os seis anos de contrato para ficar em quarto lugar, com uma média de US$ 670 mil por tento.

E mais: vale a pena, ou não, investir pequenas fortunas nessas contratações?

1 - Christian Vieri
Foi contratado pela Inter de Milão em 1999 por US$ 66 milhões*
Custo por performance**: US$ 511 mil
Gols Marcados: 103
Assistências: 0
Temporadas no clube: 6

2 - Wayne Rooney
Foi contratado pelo Manchester United em 2004 por US$ 56 milhões
Custo por performance: US$ 550 mil
Gols Marcados: 65
Assistências: 45
Temporadas no clube: 5

3 - Ronaldo
Foi contratado pelo Real Madrid em 2002 por US$ 54 milhões
Custo por performance: US$ 630 mil
Gols Marcados: 83
Assistências: 2
Temporadas no clube: 4,5

4 - Luis Figo
Foi contratado pelo Real Madrid em 2000 por US$ 70 milhões
Custo por performance: US$ 864 mil
Gols Marcados: 36
Assistências: 50
Temporadas no clube: 5

5 - Pavel Nedved
Foi contratado pela Juventus em 2001 por US$ 53 milhões
Custo por performance: US$ 864,700 mil
Gols Marcados: 51
Assistências: 10
Temporadas no clube: 8

6 - Hernan Crespo
Foi contratado pela Lazio em 2000 por US$ 68 milhões
Custo por performance: US$ 1 milhão
Gols Marcados: 39
Assistências: 0
Temporadas no clube: 2

7 - Zinedine Zidane
Foi contratado pelo Real Madrid em 2001 por US$ 81 milhões
Custo por performance: US$ 1,120 milhão
Gols Marcados: 37
Assistências: 34
Temporadas no clube: 5

8 - Robinho
Foi contratado pelo Manchester City em 2008 por US$ 60 milhões
Custo por performance: US$ 2,280 milhões
Gols Marcados: 14
Assistências: 5
Temporadas no clube: 1

9 - Dimitar Berbatov
Foi contratado pelo Manchester United em 2008 por US$ 56 milhões
Custo por performance: US$ 2,450 milhões
Gols Marcados: 9
Assistências: 9
Temporadas no clube: 1

10 - Andrey Shevchenko
Foi contratado pelo Chelsea em 2006 por US$ 60 milhões
Custo por performance: US$ 3,320 milhão
Gols Marcados: 9
Assistências: 7
Temporadas no clube: 2

*os valores estão na cotação do dólar atual
** participação numa jogada de gol (gol tem peso dois, assistência conta um)

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fevereiro 5, 2009

Clubes europeus gastaram menos em janeiro

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:26 pm

Com exceção da Inglaterra, onde os gastos aumentaram, todas as ligas européias mais importantes registraram queda nos valores totais das transferências na janela de janeiro de 2009. Ficou clara a opção por empréstimos e contratos de curtos prazos.

Apesar de toda a crise, os clubes ingleses gastaram 160 milhões de libras em contratações, 6% a mais do que no mesmo período de 2008. Os milionários árabes do Manchester City e o Tottenham foram os responsáveis, respectivamente, por 50 milhões de libras e 45 milhões de libras desse montante. Vale lembrar que, caso Kaká tivesse aceito a proposta do City, esses valores iriam quase aumentar consideravelmente.

Um estudo da Deloitte mostrou que os times da Premier League investiram mais do que a soma dos times tops das ligas italiana, alemã, espanhola e francesa juntas. Na Itália, ainda em comparação com o ano passado, os gastos com as transferências de jogadores cairam 43%, ficando na casa dos 29 milhões de euros (vale ressaltar que, na maioria dos casos, os valores oficiais não são revelados).

Na Alemanha, segundo a Reuters, foram registradas 42 transferências, mas o total dos negócios não chegou a 16 milhões de euros, o que comprova uma baixa nos preços praticados e também uma tendência para empréstimos ou contratos de curto tempo. Além disso, cresce a pressão para que os clubes e federações estabeleçam um teto salarial para os jogadores.

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janeiro 26, 2009

Europa estuda criar um limite nos valores das transferências

Criar um limite nos valores praticados nas transferências de jogadores e seus respectivos salários. Finalmente essa preocupação chegou às mesas de debates na Europa. O estopim foi a proposta lunática e inacreditável feita pelo sheik Mansour, dono do Manchester City, para jogador brasileiro Kaká. O craque, que preferiu ficar no Milan, iria receber algo em torno de 500 mil libras (mais de R$ 1,6 milhões por semana). O montante da negociação, entre jogador e clubes, chegava na casa dos R$ 800 milhões.

O famoso empresário (e também milionário)  Mohamed Al-Fayed, dono do Fulham, foi o primeiro a gritar: pediu para que os dirigentes da Premier League a da Football Association criem um teto nessas negociações e que não pretende pagar mais do que 15 milhões de libras por jogador, seja ele quem for. “O que aconteceu foi uma péssima notícia para o futebol, pois trata-se de uma loucura. Está nas mãos dos dirigentes, eles têm o poder de impedir isso, colocando um teto nas transferências e salários, por exemplo”, disse o egípcio à BBC.

Se os dirigentes ingleses ainda não se manifestaram, os da Uefa (orgão máximo do futebol europeu) parecem concordar com o empresário. Eles já começaram a discutir a possibilidade de estabelecer um limite máximo que poderia ser gasto nas contratações e salários daquela temporada de competições organizadas pela Uefa. O limite? Metade das receitas dos clubes, leia-se dinheiro recebido da venda de ingressos, ações de marketing e licenciamento, patrocínios e televisão. Isso mesmo, nada de verba do bolso dos donos milionários ou grupos de investidores.

O debate ocorrerá na assembléia geral de fevereiro da Associação dos Clubes da Europa (ECA). Seus representantes acreditam que a situação, do jeito que está, é insustentável a longo prazo e por isso deram início as conversas. Qual a sua opinião sobre o assunto? Concorda com essa possível nova regra? No Brasil também precisamos criar um teto salarial?

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