Os patrocinadores e o fator surpresa no esporte
Muito difícil algum profissional de marketing esportivo cravar quando o atleta terá o seu momento máximo de exposição na mídia, principalmente quando não estamos falando das grandes estrelas já consolidadas. Esse é o chamado “fator surpresa”.
A histórica vitória de Yang Yong-Eun sobre Tiger Woods no último fim de semana é um desses casos. Quem esperava esse fato tão importante? Acredito que nem os patrocinadores atuais, por isso, claro, eles estão comemorando tanto quanto o atleta.
A Le Coq Sportif, por exemplo, ganhou mais de US$ 2 milhões de mídia espontânea quando o Yang ficou sozinho na transmissão da CBS por mais de seis minutos. A marca de material esportivo não atua mais no mercado norte-americano, mas está em forte crescimento na Ásia.
Outra que tem muito que comemorar é a Taylormade, marca de produtos de golfe da Adidas (a grande rival da Nike, de Tiger Woods). Durante todo o tempo a logomarca ficou em destaque na viseira que Yang usou. E, para completar, após a vitória o atleta carregou a sua bolsa, também com a logo, para a última foto oficial do título.
Muitos outros casos similares já ocorreram aqui no Brasil, como na primeira vitória de Guga em Roland Garros, 1997, ainda com a sua colorida e histórica camisa da Diadora. Ou, mais recentemente, com o então desconhecido César Cielo e sua medalha de ouro em Pequim, 2008.
foto: Reuters



