Confirmados para 2016, golfe e rugby querem lucrar com a exposição
Hoje o COI confirmou as duas novas modalidades que passarão a fazer parte dos Jogos Olímpicos a partir de 2016, quando serão realizados no Rio de Janeiro. Foram escolhidos o golfe e o rugby-7, esportes onde o Brasil tem pouquíssima (ou nenhuma) representatividade e tradição - vale lembrar que, por ser o país sede, o Brasil já está classificado em todas as modalidades.
Na parte estrutural, nenhum problema, segundo Carlos Arthur Nuzman. “O Rio de Janeiro está preparado para receber os dois esportes. O rúgbi será disputado no Estádio de São Januário e a escolha já foi aprovada pela Federação Internacional de Rúgbi. O golfe poderá ser realizado no Gávea Golfe Clube ou no Itanhangá Golfe Clube. Esta definição caberá à Federação Internacional de Golfe”, explicou em nota oficial.
Bom para os representantes internacionais desses dois esportes, que estão comemorando e muito. Fazer parte das Olimpíadas significam novos negócios, popularização, visibilidade, valores mais altos nos contratos e oportunidades. Para se ter uma idéia, até o ídolo Tiger Woods, o atleta mais rico do mundo, fez lobby pessoalmente para que o golfe entrasse para o rol dos Jogos, dizendo que esse é o único torneio que lhe falta e que uma medalha olímpica não tem preço. Será que ele continua até lá?
Especialistas acreditam que as cotas de patrocínio do rugby-7 (uma versão “menor e mais rápida” da modalidade) vão dobrar nos próximos anos depois do anúncio. É de olho no dinheiro da televisão e dos patrocinadores que todas federações estão de olho.