Terra Magazine

julho 23, 2009

Premier League investiga e resolve brecar a venda do Portsmouth

Os dirigentes da Premier League parecem determinados a acabar com a festa dos investidores estrangeiros no futebol inglês. A pressão do governo, da opinião pública e da mídia começa a surtir efeito. Tida como certa, a compra do Portsmouth pelo empresário Sulamain Al-Fahim está emperrada e o atraso na definição já começa a preocupar os investidores.

Caso Sulamain Al-Fahim, que também esteve à frente da compra do Manchester City, não responda a todas as questões sobre a origem do dinheiro e a identidade dos investidores, a liga, pela primeira vez, não vai permitir que o negócio se concretize, o que seria um marco. Isso porque possíveis novos investidores estrangeiros e milionários pensariam duas vezes antes de chamar a atenção da mídia e escolher um clube inglês para, por exemplo, lavar dinheiro sujo.

Al-Fahim entregou os documentos pedidos pelos dirigentes, porém, quando questionado sobre quem eram os investidores, o empresário deu explicações frágeis e chegou a dizer que, na verdade, ele seria o principal investidor. Esse fato gerou uma grande desconfiança nos dirigentes, que não aceitaram os argumentos de Al-Fahim e desconfiam da participação de pessoas ligadas ao tráfico e a corrupção.

Será que os novos tempos chegaram na Premier League ou trata-se apenas de fumaça?

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maio 29, 2009

Premier League vai investigar a compra do Portsmouth

Dessa vez até a própria Premier League, liga que organiza, comercializa e promove o campeonato inglês de futebol, resolveu se manifestar. A notícia da venda do Portsmouth para “um grupo de investidores” representado pelo empresário árabe Sulaiman Al-Fahim (o mesmo que intermediou a compra do Manchester City) não agradou e uma investigação será feita para que realmente se descubra quem está comprando o time.

Al-Fahim disse que representa diversos fundos, mas uma das condições para que os investidores continuem injetando dinheiro é a garantia do anonimato. Richard Scudamore, executivo da Permier League, não ficou satisfeito. “Nós, o público e os torcedores do Portsmouth deveríamos saber quem serão os verdadeiros donos do clube agora.”

Esse poderá ser o primeiro caso a se encaixar nas novas regras, que, se aprovadas, vão permitir investigar (e divulgar para o público) quem são os donos, o que fazem e de onde vem o dinheiro que pretendem investir no futebol inglês. O onipresente e onipotente empresário israelense Pini Zahavi, que já passou por aqui nos tempos da MSI no Corinthians e só não faz chover na Inglaterra, também esteve envolvido nessa última negociação e é um dos alvos do governo britânico.

O processo de auditoria (ou due dilligence, termo mais usado no mercado atualmente) começará assim que possível e deve durar  duas semanas, segundo o clube, ou um mês, segundo Al-Fahim. O clube, de olho no dinheiro, claro, corre contra o tempo para que tudo esteja pronto o quanto antes, já que a janela de transferências abre no próximo dia 1 de junho.

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maio 28, 2009

Mais dois times ingleses nas mãos de estrangeiros. Árabes compram mais um

Tanto o governo, quanto a federação inglesa de futebol, já iniciaram um debate e buscam alguma maneira de controlar as finanças do clubes de futebol, que nos últimos anos cresceram absurdamente, graças, principalmente, à presença de estrangeiros milionários no comando dos times. Mesmo assim, os empresários continuam avançando e ganhando território.

Mais dois times ingleses estão nas mãos de estrangeiros: o norte-americano Ellis Short, que já tinha 30% do Sunderland, acaba de comprar os outros 70% e agora é o único dono do clube - com isso, sobe para quatro o número de clubes administrados por norte-americanos, Sunderland, Manchester United, Liverpool e Aston Villa.

O segundo caso é ainda mais assustador. Apertem os cintos.

Sulaiman Al-Fahim, representante do bilionário grupo de investimentos Abu Dhabi United Group, dos Emirados Árabes Unidos, que já havia negociado a compra do Manchester City, acaba de anunciar a compra do Portsmouth. O contrato foi fechado em Roma, palco da final da Champions League, onde o empresário se reuniu com o francês-russo-israelense Alexandre Gaydamak e acertou os valores. Gaydamak, por sinal, já havia sido denunciado por ligações com venda ilegal de armas para a África.

O processo de auditoria financeira já começou e espera-se que a venda seja concluída logo após isso.

Aparentemente, Sulaiman Al-Fahim apenas faz as negociações e representa grupos de investimentos. Mas você concorda que, no mesmo campeonato, existam dois times que tenham o mesmo dono?

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