Terra Magazine

outubro 15, 2009

Drops: Liverpool, futebol escocês, Londres 2012, Rio 2016 e Rússia 2018

Príncipe Saudita de olho no Liverpool
Está muito próxima de acontecer a negociação entre os empresários norte-americanos e atuais donos do Liverpool, Tom Hicks e George Gillet, e o príncipe saudita Faisal al-Saud. Gillet está em Riad para acertar os detalhes do acordo, que pode envolver apenas parte ou o até mesmo o total das ações que os empresários detém (50% do clube). Há tempos que Hicks e Gillet buscam algum comprador interessado, chegaram até a contratar grandes empresas de investimento dos EUA para ajudar no negócio.

Novos campos, novos mercados
Celtic e Rangers continuam firmes com a intenção de disputar outros campeonatos e sair de vez do fraco campeonato escocês. Os eternos rivais concordam que precisam buscar novos mercados para crescerem e gostariam de disputar a Premier League inglesa, porém, novas opções estão surgindo, como os campeonatos belga e holandês. O presidente da Federação Holandesa de Futebol e membro do Comitê Executivo da Uefa, Michael van Praag, declarou que é a favor dessa mudança e vai fazer um forte lobby para que a Uefa aceite a proposta. “Podemos começar a discutir esse assunto, essa é a hora.”

Londres 2012 desiste de construir arena milionária
Os organizadores das Olimpíadas de Londres 2012 estão voltando ao planeta Terra. Revendo os gastos feitos até agora e também ainda com medo da crise econômica, o comitê (que anda em crise profunda e totalmente rachado) desistiu de construir uma nova arena em Greenwich, avaliada em 42 milhões de libras e onde seriam as disputas de ginástica artística e badminton, que agora ocorreão em Wembley.

Candidatura de Madrid custou cerca de 40 milhões de euros
Ficou cara a conta para os bolsos de Madrid. A candidatura para as Olimpíadas de 2016 custou cerca de 40 milhões de euros, segundo o prefeito da cidade Alberto Ruiz Gallardon. Os trabalhos começaram em 2006 e, desse montante, 17 milhões vieram dos cofres públicos, com a iniciativa privada bancando o resto. Por aqui, sabemos que a campanha vencedora Rio 2016 chegou na casa dos R$ 200 milhões, porém, nada foi divulgado sobre quem pagou o que até agora.

Vitória do Rio empolga os russos
A inesperada escolha do COI está causando um movimento diferente no mundo dos esportes. Países que antes se sentiam excluídos agora acreditam que também podem entrar no mapara dos grandes eventos. Essa é a esperança da Rússia, que pretende sediar a Copa do Mundo de 2018 ou 2022. Segundo o Ministro dos Esportes russo, Vitaly Mutko “essa é uma oportunidade única para a Fifa conquistar os mercados europeu e asiático, dois continentes de uma só vez. Eles precisam dar chances para diferentes países realizarem esses eventos, assim como o COI fez com o Rio e a Fifa com a África do Sul.”

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outubro 13, 2009

“As Olimpíadas podem mudar uma geração”, diz o especialista Ed Hula, do Around The Rings

Tags:, , , - fabiokadow às 8:58 am

O site Around The Rings é um dos mais respeitados do mundo quando o assunto é Olimpíadas, tanto a de verão como a de inverno. Trata-se de um portal norte-americano especializado na análise de candidaturas e realização dos Jogos, de acordo com critérios matemáticos criados pela sua equipe e que dá notas de 1 a 10 para onze quesitos distintos, como acomodação, segurança, finanças, marketing, apoio governamental, entre outros. Desde 1992, o Around the Rings faz o acompanhamento dos negócios que envolvem as Olimpíadas.

Durante todo o processo pela disputa para sediar os Jogos de 2016, o Rio de Janeiro só passou a liderar esse ranking há poucos dias da escolha final. E, assim como já havia ocorrido com Pequim, o Around the Rings acertou de novo. Em entrevista exclusiva para o blog Jogo de Negócios, o editor e fundador do site Ed Hula, que continua na Dinamarca e deu a sua opinião sobre a escolha, afimou que as Olimpíadas podem mudar uma geração toda e falou sobre a importância de se criar uma política esportiva no país.

O que foi fundamental para a vitória do Rio de Janeiro?
Três fatores foram fundamentais. O primeiro, sem dúvida nenhuma, o fato de ser a primeira vez que a América do Sul vai receber as Olimpíadas. Esse ineditismo fez com que essa escolha ganhasse muita força na reta final. Por isso entrou para a história e causou toda a emoção que vimos. O Rio de Janeiro é uma cidade linda, conhecida no mundo todo, simpática, divertida e finalmente mostrou que pode ser capaz de realizar os Jogos. Ela tem características bem diferentes de Tóquio, Madrid e Chicago e, nesse caso, isso foi positivo. O segundo fator foi o entusiasmo do Comitê Organizador brasileiro. Ao contrário das outras candidaturas, todos os responsáveis da equipe sempre foram muito amigáveis, demonstraram energia e vontade de vencer. Acredito que o Rio de Janeiro aprendeu muito com as derrotas anteriores e, por isso, podemos dizer que realizou um trabalho de longo prazo. Por fim, o apoio governamental demonstrado também foi importante. O entusiasmo e a emoção do presidente Lula, o discurso do governador Sergio Cabral e também do prefeito Eduardo Paes, que teve um inglês melhor até do que o prefeito de Chicago. Esse suporte foi fundamental para demonstrar que os Jogos teriam as garantias necessárias do governo.

No Brasil muitas pessoas estão receosas sobre como o dinheiro público será investido, já que os exemplos deixados após os Jogos Panamericanos são terríveis (superfaturamento, instalações abandonadas, etc), apesar do relativo sucesso na parte esportiva. Como um evento como esse pode ajudar uma cidade ou um país?
A organização do Pan foi muito bem. É verdade que Vila Olímpica criada para o Pan está abandonada?

Sim, também não foram entregues outras obras públicas prometidas e o dinheiro gasto ultrapassou em dez vezes o valor inicial proposto.
(silêncio) Isso vai depender de quanto e como o governo e o comitê organizador vai gastar o orçamento, o que será feito, quais os setores que serão estimulados, as ofertas. É fato que o Rio será completamente transformado com as mudanças que serão realizadas para os Jogos, em todas as cidades o impacto é muito grande. Ela pode, se bem planejada e com responsabilidade, ajudar a diminuir a pobreza, gerar empregos para as novas gerações, reconstruir áreas. Mas tem uma coisa que pouco depende do dinheiro e é um dos melhores legados que as Olimpíadas podem fazer: mudar as pessoas. Ela tem o poder de transformar a população, trazer esperança para toda uma geração, é um estímulo para fazer mudanças necessárias e ficar com um sentimento de dever cumprido por ter feito uma cidade melhor, um país melhor. E nesse caso o Rio será privilegiado, pois esse sentimento já existirá para a Copa do Mundo de 2014 e não acabará no dia da grande final do futebol. As pessoas vão continuar trabalhando porque dois anos depois terão outro grande evento. É uma oportunidade única.

Quais os exemplos positivos e negativos até agora?
Barcelona (Espanha) é sempre um exemplo. Em Sidney, Austrália, também foi realizado um bom trabalho, onde todo o Parque Olímpico é muito utilizado até hoje e é mais do que uma arena esportiva, tem eventos de artes e outras áreas. Em Pequim (China) todas as instalações viraram pontos turísticos e são visitados por milhares de pessoas todos os dias. Além disso, foi criada uma agência para cuidar dos legados olímpicos, como as arenas, que são muito utilizadas pelas universidades, por exemplo. O mau exemplo fica com Atenas (Grécia) , onde foi gasto muito dinheiro e o que foi feito ninguém usa.

A falta de uma política esportiva também preocupa?
Para que os Jogos tenham sucesso, as equipes locais precisam ter um bom desempenho nas competições, a população precisa estar empolgada com a parte esportiva também. O presidente do COB, Carlos Nuzman, vai precisar se preocupar, e muito, com isso. Precisa ser feito um trabalho de treinamento. Não adianta nada pensar só no futebol. Existem diversas modalidades, do handebol ao tênis de mesa, onde as equipes locais precisam fazer um bom papel. Caso contrário as disputas ficarão esvaziadas, o interesse não existirá por parte das pessoas, da mídia, o que é muito ruim para o sucesso dos Jogos.

Receber a Copa do Mundo dois anos antes ajuda? De que forma?
O Rio vai precisar mudar muita coisa para a Copa de 2014 que posteriormente será aproveitada para as Olimpíadas, principalmente na questão de infraestutura, como aeroporto, transporte e até estádios, já que o Maracanã será o local da final da Copa e depois da abertura dos Jogos. A Fifa também tem exigências rigorosas. Além disso, essa experiência será muito positiva, um excelente exercício para que se corrija possíveis erros.

foto: Ed Hula com Tony Blair, entrevistando o então primeiro-ministro britânico sobre os Jogos Olímpicos de 2012 (Reprodução do site)

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outubro 9, 2009

Confirmados para 2016, golfe e rugby querem lucrar com a exposição

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Hoje o COI confirmou as duas novas modalidades que passarão a fazer parte dos Jogos Olímpicos a partir de 2016, quando serão realizados no Rio de Janeiro. Foram escolhidos o golfe e o rugby-7, esportes onde o Brasil tem pouquíssima (ou nenhuma) representatividade e tradição - vale lembrar que, por ser o país sede, o Brasil já está classificado em todas as modalidades.

Na parte estrutural, nenhum problema, segundo Carlos Arthur Nuzman. “O Rio de Janeiro está preparado para receber os dois esportes. O rúgbi será disputado no Estádio de São Januário e a escolha já foi aprovada pela Federação Internacional de Rúgbi. O golfe poderá ser realizado no Gávea Golfe Clube ou no Itanhangá Golfe Clube. Esta definição caberá à Federação Internacional de Golfe”, explicou em nota oficial.

Bom para os representantes internacionais desses dois esportes, que estão comemorando e muito. Fazer parte das Olimpíadas significam novos negócios, popularização, visibilidade, valores mais altos nos contratos e oportunidades. Para se ter uma idéia, até o ídolo Tiger Woods, o atleta mais rico do mundo, fez lobby pessoalmente para que o golfe entrasse para o rol dos Jogos, dizendo que esse é o único torneio que lhe falta e que uma medalha olímpica não tem preço. Será que ele continua até lá?

Especialistas acreditam que as cotas de patrocínio do rugby-7 (uma versão “menor e mais rápida” da modalidade) vão dobrar nos próximos anos depois do anúncio. É de olho no dinheiro da televisão e dos patrocinadores que todas federações estão de olho.

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outubro 7, 2009

Com US$ 3,8 bilhões, COI conquista receita recorde com direitos de transmissão

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Existe crise para grandes eventos? Já falamos aqui que nem nos EUA, onde a crise econômica foi muito forte, ela foi capaz de atingir as vendas publicitárias do próximo Super Bowl. Agora o COI acaba de anunciar que a receita que conseguiu arrecadar com as vendas do pacote dos direitos de transmissão para os Jogos Olímpicos de 2010 (Inverno, em Vancouver) e 2012 (Verão, em Londres) passou da casa dos US$ 3,8 bilhões. Trata-se de um número recorde e que representa a maior fonte de renda do COI.

Esse valor representa um aumento de US$ 1,2 bilhão em relação ao que foi arrecadado com os Jogos de 2006 e 2008, e a curva pode ser explicada pelos novos contratos referentes a telefonia celular e internet, plataformas que estão aumentando consideravelmente a audiência dos Jogos. Para se ter uma idéia, somente o contrato com a rede norte-americana NBC é responsável por US$ 2,2 bilhões do montante.

E a expectativa para o pacote referente a 2014 (Inverno, em Sochi, na Rússia) e 2016 (Rio de Janeiro) é ainda maior. Até o momento, US$ 920 milhões já estão garantidos, mas falta ainda, entre outros, justamente o milionário contrato do mercado norte-americano. Crise? O presidente do COI, Jacques Rogge, responde. “No fim de 2008 enfrentamos a pior crise já vista nas últimas décadas. Mas aumentamos as nossas receitas e o dinheiro que recebemos referente a marketing e direitos de transmissão aumentaram consideravelmente.”

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outubro 5, 2009

Derrota de Madrid empolga italianos para Olimpíadas 2020

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Poucos dias depois do anúncio da cidade que vai sediar os Jogos Olimpicos de 2016 e já tem muita gente de olho em 2020. E a derrota de Madrid empolgou os italianos, que não acreditariam que tivessem alguma chance depois de duas Olimpíadas seguidas na Europa, fato que não vai acontecer.

Autoridades de Veneza e Roma foram os primeiros a se manifestarem. Giovanni Petrucci, presidente do Comitê Olímpico Italiano, declarou que “essa é a melhor oportunidade para uma candidatura italiana. A vitória do Rio de Janeiro nos dá essa chance e podemos pensar no assunto com cuidado.” A Itália já recebeu os Jogos Olímpicos de Verão em 1960, com Roma, e mais recentemente, em 2006, os de Inverno, em Turim - muito elogiado, por sinal.

Fica a expectativa para ver os possíveis planos de Veneza, conhecida pelos seus canais, apesar da empolgação do prefeito Massimo Cacciari. “Nossa cidade é um ícone, única no mundo, e organizar os Jogos Olímpicos nos permitiriam realizar os diversos projetos de revitalização da área que temos”.

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Presidente do COI diz que escolha do Rio mostra que “não é só dinheiro”

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Depois da supreendente vitória do Rio de Janeiro na última sexta-feira, o presidente do COI Jacques Rogge declarou que o resultado comprova que o dinheiro não é mais um fator fundamental no processo de escolha das sedes dos Jogos Olímpicos. Segundo ele, se apenas o dinheiro importasse, Chicago teria vencido a disputa.

Rogge espera que com a escolha do Rio, a primeira cidade da América do Sul a receber os Jogos, as críticas que o COI sempre recebeu por “apenas visar o lucro” diminuam, já que, para o dirigente, a receita seria muito maior nas outras cidades que estavam na disputa.

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setembro 8, 2009

China agora quer as Olimpíadas de Inverno

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Depois do sucesso dos Jogos Olímpicos de Pequim, realizados no ano passado, a China agora quer receber as Olimpíadas de Inverno de 2018, de acordo como o Ministro dos Esportes Liu Peng. Algumas cidades da região norte já manifestaram interesse em sediar a competição e o governo federal resolveu apoiar a idéia. O prazo para a inscrição junto ao COI é dia 15 de outubro.

Harbin e Jilin, pela experiência em organizar eventos internacionais, despontas como favoritas e o critério, segundo o ministro, será a vontade e o entusiamo da cidade e da população local em realizar um evento desse porte. “Se eles realmente estiverem entusiasmados e comprometidos, claro que daremos todo o suporte.” declarou Liu Peng. Harbin, inclusive, já investiu mais de US$ 300 milhões em infra-estrutura para receber outras competições.

Caso a China consiga realizar os Jogos de Inverno (já havia concorrido para 2010), será a primeira vez que o país sediará esse evento e, certamente, atrairia todas as grandes empresas que lutam pelo lucrativo mercado chinês, como pudemos conferir em Pequim. Acredito que já temos um favorito…

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agosto 14, 2009

Britânicos não querem McDonald’s como restaurante oficial de Londres 2012

Tags:, , - fabiokadow às 5:33 pm

A escolha da rede de fast-food norte-americana McDonald’s como a única marca do setor de alimentos a patrocinar os Jogos Olimpicos de 2012 deixou os britânicos inconformados. Ainda mais porque a empresa está conversando para ser o fornecedor exclusivo da Vila Olímpica e dos locais dos eventos e jogos. Para os ingleses, o cardápio da lanchonete não represente nem um pouco os costumes da culinária local.

Pela proposta, produtos de outras empresas que, por ventura, forem liberados, só poderão ser comercializados com uma embalagem neutra, sem logomarca alguma. Além disso, os restaurantes e cafés que já existem nos locais terão de ser “removidos” durante os Jogos.

Para os comerciantes, um absurdo, já que a comida servida aos visitantes deveria representar a variedade étnica e de sabores presente na cidade, segundo eles. Com a exclusividade do McDonald’s, o país perderia uma oportunidade única de mostrar “seus sabores” para turistas do mundo todo. Estariam falando do também gorduroso “fish and chips”?

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julho 10, 2009

Comitê Olímpico norte-americano pode criar um canal próprio de TV

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Uma idéia polêmica, que já ganhou adversários apenas um dia após ser lançada. O Comitê Olímpico dos EUA anunciou que pretende, em parceria com a gigante Comcast Corp., criar um canal fechado para cobrir os esportes olímpicos, seus atletas e equipes. O que os dirigentes talvez não imaginassem era o tamanho da briga que iriam comprar com esse plano, que acabou colocando em risco até a candidatura de Chicago para sediar os Jogos de 2016.

Isso porque quem não gostou nada dessa história foi o Comitê Olimpico Internacional. O COI tem contrato milionário de direitos de transmissão com a rede NBC Universal, por sinal, do mesmo grupo que a General Eletric, que é um dos patrocinadores principais da entidade. A NBC pagou cerca de US$ 2,2 bilhões, por exemplo, pelos direitos dos Jogos de Inverno de 2010 (em Vancouver) e de Verão de 2012 (em Londres).

Com essa pressão toda (COI, redes de TV, patrocinadores, etc), provavelmente, os norte-americanos podem colocar a idéia na geladeira. Pelo menos até outubro, quando o COI vai anunciar o vendecedor do processo de disputa pela sede de 2016, que, além de Chicago, conta também com Rio de Janeiro, Tóquio e Madrid.

As federações de diversas modalidades, ao contrário, apóiam o projeto, pois ganhariam um espaço exclusivo com o novo canal, aumentando a cobertura e a exposição de alguns esportes e eventos esquecidos pela grande mídia atualmente. Certo é que o assunto ainda vai dar muita discussão.

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abril 15, 2009

Tiger Woods lidera campanha pelo golfe nas Olimpíadas

Tags:, , , - fabiokadow às 4:43 pm

Transformar o golfe num esporte olímpico. Esse é o desejo do fenômeno Tiger Woods, maior nome do esporte dos últimos tempos. O atleta está liderando um movimento, composto até agora por 18 dos mais representativos golfistas do mundo, para pressionar o Comitê Olimpico Internacional a aceitar essa idéia.

Woods escreveu pessoalmente um documento de 32 páginas para o membro norte-americano do COI descrevendo o projeto. Além dele, o irlandês Padraig Harrington e o espanhol Sergio Garcia fizeram o mesmo e enviaram textos para seus respectivos representantes.

A campanha também tem o total apoio da Federação Internacional de Golfe. “É extremamente importante a participação desses atletas para que o processo ganhe força. Acredito que o golfe nunca teve tanta chance de ser escolhido para estar nas Olimpíadas”, disse Peter Dawson, da federação, se referindo aos diversos pedidos que o COI recebe para incluir novas modalidades no evento. Estão no páreo dessa disputa o beisebol, karatê, rugby, softball, squash, entre outros.

Para 2012 não existe mais chances, por isso a luta é por 2016, que tem o Rio de Janeiro, Tóquio, Madri e Chicago como concorrentes para sediar os Jogos. A decisão final será em outubro. Interessante notar que os golfistas, acostumados a disputar torneios com milionárias premiações, se mobilizam para disputar uma competição onde o principal prêmio é uma medalha de ouro.

(claro, não vamos desprezar aqui todas as ações de marketing que envolvem os Jogos, nem a notoriedade que um campeão olímpico ganha e muito menos o valor simbólico, sentimental e esportivo que uma medalha olímpica tem. Mas estamos falando de premiação, característica marcante do golfe )

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