Terra Magazine

julho 30, 2009

Recessão faz ligas americanas liberarem a publicidade nos uniformes dos times

Tags:, , , , , , - fabiokadow às 2:31 pm

A crise parece que está chegando ao fim. Porém o esporte foi um dos setores que mais sofreu com ela nos EUA. Muitas medidas, algumas até exageradas, foram tomadas para ajudar no orçamento dos clubes, como a liberação da publicidade de bebidas destiladas nos locais das partidas da NBA e o patrocínio nas camisas de jogo da WNBA. E é justamente essa ação que parece que ganha cada vez mais espaço na ligas norte-americanas.

Depois da NFL, chegou a vez da NBA e a NHL autorizarem o patrocínio nos uniformes de treino das equipes. Parece pouco, mas é mais um passo rumo à liberação também nos uniformes de jogo. Isso, sem dúvida, abriria um novo mercado para anunciantes e agências. Estamos falando de muito dinheiro. Mas, depois de anos e anos com uniformes limpos, será que os torcedores aceitariam essa mudança tão radical?

Para Adam Silver, executivo da NBA, sim. “Trabalhamos com mercados do mundo todo e diversos países estão acostumados com esse tipo de ação. Então acredito que nossos fãs vão aceitar.” declarou ao USA Today. Já para John Collins, a liberação pode chegar sim aos uniformes de jogo, desde que as empresas paguem o “preço certo” por isso.

Alguns times da NFL tiveram um bom lucro com os patrocínios nos uniformes de treino na última temporada, como o New York Jets, que fechou um acordo de US$ 2 milhões com a empresa Atlantic Health. Estão proibidos produtos como bebidas alcoólicas, cigarros e cassinos.

Entre os dirigentes da NBA existe a preocupação e o cuidado para que esse novo negócio não “roube” a verba dos já existentes, como o naming rights e outros patrocínios. Joe Maloof, um dos donos da franquia Sacramento Kings, já declarou o seu apoio. “Estamos vivendo um novo tempo, onde qualquer oportunidade de negócio deve ser considerada. Se tivermos um bom parceiro, por que não?”

E para você, quais os limites do marketing no esporte? Pela tradição e história, patrocínios nos uniformes desses times seria um tiro no pé?

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junho 29, 2009

Dono do Chicago Bulls e do White Sox agora quer time de hockey

Tags:, , , , , , - fabiokadow às 1:10 pm

Comprar um time numa das ligas mais famosas dos EUA é um bom negócio ou apenas um luxo de alguns milionários? Se pegarmos o exemplo de Jerry Reinsdorf, podemos dizer que a primeira opção é a mais provável. Dono do time de basquete Chicago Bulls e do de baseball White Sox, da mesma cidade, ele agora fez uma proposta pela franquia do Phoenix Coyotes, time de hockey que disputa a NHL e faliu com a crise econômica.

Ele resolveu concorrer com Jim Balsillie, executivo da empresa de telefonia Blackberry, que fez uma proposta de US$ 212 milhões com a condição de mudar o time para o Canadá, fato que desagradou muita gente nos EUA. Reinsdorf já disse que aceita continuar em Phoenix, por isso a sua proposta (que é menor do que a de Balsillie, cerca de US$ 150 milhões, e ainda busca outros investidores e parceiros) tem preferência.

Reisndorf comprou o White Sox em 1981 por US$ 19 milhões e o Chicago Bulls em 1985 por US$ 16 milhões. Tudo bem, eram outros tempos, mas o empresário foi um dos responsáveis pelo crescimento dos negócios no mundo do esporte.O White Sox, após o título da World Series conquistado em 2005, chegou a ser avaliado em US$ 300 milhões.

No primeiro ano de gestão do Bulls, por exemplo, ele já conseguiu elevar a média de público no ginásio de 6300 pessoas para 17300. Depois vieram Michael Jordan, Phil Jackson, títulos… a ponto do time ter todos os seus ingressos vendidos durante muitos anos.

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abril 13, 2009

Celine Dion pode comprar time de hockey no Canadá

    

Durante a semana passada os interessados em comprar a franquia do time de hockey no gelo Montreal Canadiens foram convidados a oficializar suas propostas. O Canadiens é o time mais antigo em atividade, o maior vencedor de Stanley Cups (24 vezes) e o que tem o melhor aproveitamento da história da NHL, a liga que reúne equipes dos EUA e Canadá.

Segundo a revista Forbes, a equipe está estimada em US$ 335 milhões, o que inclui ai a moderna arena Bell Centre. O atual proprietário é o executivo norte-americano George Gillett Jr, o mesmo do clube de futebol inglês Liverpool, que pagou US$ 220 milhões em 2001 por 80% da franquia. Por sinal, a empolgação de Gillett com o futebol é tido como um dos principais motivos da venda, além da necessidade de fazer caixa para pagar um empréstimo de US$ 75 milhões que vence em julho.

Segundo a imprensa canadense, 10 grupos de investimentos demonstraram interesse na compra do time, entre eles destaca-se o empresário Guy Laliberté, bilionário, fundador e CEO do bem sucedido Cirque du Soleil, eleito empreendedor do ano em 2006 pela Ernest & Young, famoso pela sua paixão pelo esporte e pelas suas participações em torneios de pôquer.

Mas o que mais chamou a atenção da mídia foi a possibilidade da cantora canadense Celine Dion também ser uma das concorrentes. Rene Angelil, seu marido, está à frente das negociações e, caso isso realmente ocorra, o futuro é incerto, já que o desempenho do time poderia afetar também sua carreira artística. Ou não? Time campeão significaria mais fãs para a cantora? E o contrário?

Se o esporte virou entretenimento, que venham os artistas. Principalmente os bem sucedidos, claro. Que tal Zezé de Camargo como presidente do Goiás? Ou Ivete Sangalo comprando o Vitória da Bahia?

foto Celine Dion: Reuters

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dezembro 1, 2008

Crise nos EUA afasta o público do esporte

Tags:, , , , , , - fabiokadow às 12:48 pm

Em tempo de crise, você cortaria seus gastos com ingressos de eventos esportivos? Se por aqui este assunto ainda passa longe, nos EUA, berço da milionária indústria do esporte e entretenimento, a pauta está na agenda dos executivos dos times e das ligas de futebol americano, beisebol, hóquei no gelo e basquete, as quatro maiores do país.

Como não perder seu público consumidor?

Um bom começo é rever os preços dos ingressos, que subiram muito acima da inflação registrada. Na NFL (futebol americano), por exemplo, os custos aumentaram em 20% nos últimos três anos. Na NHL (hóquei) e na MLB (beisebol), o índice chegou a 17%. Reajustes dentro da realidade apenas na NBA (basquete), que ficou em 7%. Resultado: o público diminuiu.

Para saber quais times correm mais riscos, a revista Forbes cruzou os dados dos custos dos torcedores com a situação econômica de cada cidade. Segundo a publicação, os times de Nova York e de Los Angeles são os mais vulneráveis, já que a taxa de desemprego nesses lugares deve chegar a 10% em 2009.

Como a questão da renovação ou captação de novos patrocínios também sofrerá com a falta de dinheiro, os times já começaram a criar promoções para atrair e fidelizar seus públicos. Na NBA, as estratégias são muitas, como a da New Jersey Nets, que anunciou que vai dar ingressos para 1.500 dos seus fãs desempregados, além de divulgar seus currículos para as empresas patrocinadoras. O Orlando Magic apelou para o estômago e está oferecendo um pacote que inclui refeições nos tickets. Já o Indiana Pacers escolheu o famoso e tradicional “compre 8 e assista 11 jogos”.

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