Terra Magazine

outubro 28, 2009

Finais da MLB aquecem a economia de Nova York

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:35 pm

Começam hoje as grandes finais da MLB, evento esportivo conhecido como World Series e que envolve os times campeões da National League e da American League. A expectativa é grande para o duelo entre o atual campeão Philadephia Phillies e o tradicional New York Yankees, que não vence o troféu desde o ano 2000. Os dois primeiros jogos dos sete possíveis estão marcados para a cidade de Nova York e um estudo realizado por um instituto da prefeitura local revelou que, cada uma das partidas finais, pode gerar até US$ 15 milhões para a economia da metrópole. (Se necessário, os jogos 6 e 7 também ocorrerão na cidade)

Essa é mais uma prova do poder econômico que os grandes eventos esportivos têm. O US Open, também disputado em NY, por exemplo, chega a gerar US$ 450 milhões durante os 15 dias de competição. No caso dos jogos dos Yankees, esse valor das finais é ainda 30% maior do que foi gerado durante cada partida disputada nos playoffs.

Os jogos serão disputados no novo estádio do clube, construído no Bronx e avaliado em US$ 1,5 bilhão. A expectativa é que a cidade receba diversos turistas, imprensa nacional e internacional e que os fãs locais saiam após as partidas, consumindo em bares e restaurantes, utilizando os meios de transporte e também com produtos do time nas lojas. Estima-se que, para cada partida decisiva, mais de 35 mil pessoas visitarão NY.

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fevereiro 27, 2009

Políticos americanos criticam os contratos de naming rights

Naming rights é uma ação de marketing esportivo muito utilizada nos EUA e Europa, conhecida principalmente quando alguma empresa compra os direitos e coloca a sua marca como nome de um campeonato, estádio ou arena durante determinado período. Os contratos costumam ser milionários e trata-se de uma boa fonte de renda para os clubes.

No Brasil, no mundo do esporte, atualmente temos apenas a Kyocera Arena, do Atlético Paranaense, como exemplo. As empresas reclamam, com certa razão, que a imprensa e a mídia nacional não falam (ou publicam) os nomes das suas marcas, o que inviabiliza uma ação desse tipo.

Já nos EUA a questão é outra. Em tempos de crise os contratos de naming rights entraram na mira dos políticos. Para eles, essas ações só servem para “massagear o ego” das empresas e não fazer marketing de verdade. No alvo, estão os endividados bancos.

A pressão começou por causa dos contratos entre bancos e os dois times de baseball de Nova York. O Citigroup, por exemplo, apesar de já ter recebido uma ajuda de US$ 45 bilhões do governo americano, tem um acordo de US$ 400 milhões por 20 anos com o New York Mets. “Não podemos forçá-los a quebrar o contrato, mas queremos criar algumas condições que levem a isso”, disse Barney Frank, do partido Democrata.

A primeira vítima desse movimento foi o New York Yankees, que vai inaugurar o seu novo estádio e estava negociando a cota principal (também na faixa de US$ 20 milhões por ano) de patrocínio com o Bank of America. A instituição financeira anunciou oficialmente que não está mais negociando com o famoso time de baseball, apesar de reconhecer que “estão perdendo uma grande oportunidade”.

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