Terra Magazine

outubro 19, 2009

Fora da F1, Honda já perdeu US$ 255 milhões em exposição na mídia

Quando a Honda, por causa da grave crise econômica, desistiu da Fórmula 1 e resolveu “vender” o espólio da equipe para o engenheiro Ross Brawn por simbólicos três reais, provavelmente não imaginava que essa escuderia iria se tornar a campeã da temporada de 2009 - a primeira na história da categoria a conseguir tal feito já no ano de estreia.

Para saber o quanto essa decisão influenciou na exposição da marca na mídia global, uma empresa inglesa fez uma análise em 18 países durante os 15 primeiros GPs (ou seja, ainda não contabilizada a decisiva prova de São Paulo, que confirmou o título da escuderia e do piloto Jenson Button e deve ter gerado números importantes de audiência). De acordo com o estudo realizado pela Margaux Matrix, a Brawn teve mais espaço na mídia do que a até tradicional Ferrari e três vezes mais do que a própria Honda teve no ano passado, quando o desempenho dos carros nas pistas foi muito fraco.

No olho do furacão da crise, o objetivo da Honda era economizar cerca de US$ 220 milhões, dinheiro gasto na temporada de 2008. Porém, o valor atingido em exposição na mídia até o fim de semana passado já superava a casa dos US$ 255 milhões. Mesmo assim o executivo da Honda, Takanobu Ito, declarou no começo desse mês que a empresa não se arrepende dessa decisão, tomada na época pelo seu antecessor Takeo Fukui. Segundo ele, esse dinheiro foi investido na pesquisa de combustíveis mais eficientes e na contratação de 400 engenheiros.

Mas vale lembrar que não foi só a Honda que não acreditou no potencial da Brawn. Durante algumas corridas os carros da equipe correram “limpos”, sem a presença de nenhuma logomarca. Exceção para o grupo Virgin, do executivo Richard Branson, que investiu cerca de US$ 5 milhões e já havia conseguido um retorno dez vezes maior do que isso até o mês passado. Feliz, Branson avisa: “Talvez a Honda esteja um pouco arrependida, mas ninguém tem bola de cristal.”

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junho 23, 2009

Empresas pagam milhões por marketing nas ligas universitárias dos EUA

Tags:, , , - fabiokadow às 3:13 pm

Um recorde na história do esporte universitário norte-americano foi batido na última semana. A empresa de marketing International Sports Properties pagou US$ 93 milhões de dólares para a Atlética da Universidade da Georgia pelos direitos de marketing e mídia dos próximos oito anos das equipes da instituição. Estão inclusos patrocínios, propriedades nos estádios, rede de rádio, internet e eventos.

Na média anual, esse é o maior valor já pago no país por um contrato com alguma instituição da NCAA, a maior associação de esporte universitário do mundo, com mais de 1200 filiados e que organiza os campeonatos de diversas modalidades. Ainda esse ano, outros dois haviam sido assinados: US$ 110 milhões por 10 anos com a Ohio State e US$ 112,5 milhões por 13 anos com Nebraska. Alabama e Texas recebem US$ 9, 4 milhões por ano.

Em nenhum outro lugar do mundo o esporte universitário é tão forte como nos EUA. O público e a cobertura da mídia surpreendem, dando um banho em muitas ligas profissionais do mundo inteiro. E nos últimos anos os contratos de marketing e mídia têm atingido valores nunca antes praticados, para espanto de todos. Para se ter uma idéia, o contrato anterior da Universidade da Georgia era de US$ 14 milhões por cinco anos.

A internet é um dos principais fatores desse crescimento, já que vários anunciantes estão de olho no rico banco de dados das escolas. Com esses contratos, fica possível trabalhar com um público muito bem definido em diversos tipos de campanhas on-line para computadores e celulares, itens obrigatórios na vida de qualquer estudante atualmente.

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junho 22, 2009

Premier League pode perder milhões da verba de televisão

Tags:, , , , - fabiokadow às 12:10 pm

Uma das maiores e mais importante fonte de renda da milionária Premier League está seriamente ameaçada. Com o colapso financeiro da Setanta, empresa irlandesa que detém os direitos de televisão de 46 jogos ao vivo da temporada, os dirigentes da liga de futebol inglês já temem por um possível calote e uma consequente redução dos valores.

A Setanta deveria ter pago uma parcela de 10 milhões de libras na semana passada e outra, no mesmo valor, hoje. Não pagou e, ao que tudo indica, não vai pagar mais nenhum tostão dos 130 milhões de libras acordados no contrato total.

Como o tempo é curto, pois o campeonato começa em dois meses, um novo acordo, caso ocorra, terá preços bem menores, podendo chegar a 100 milhões de libras numa estimativa otimista. Nesse caso, cada time teria um prejuízo inicial de, pelo menos, 1,5 milhão de libras. Se o pior acontecer, as perdas totais dos grandes clubes, que detém uma parcela maior do bolo, podem chegar a 30 milhões de libras.

A Setanta tenta levantar fundos. Investidores, vendas de ações e outras medidas poderiam trazer 40 milhões de libras, o que garantiria o pagamento das parcelas atrasadas. Porém, milhares de assinantes estão cancelando seus planos nas últimas semanas, o que só piora ainda mais a situação da empresa (são 1,2 mihão de assinantes no momento, seriam necessários 1,9 milhão para, ao menos, “zerar” as contas)

A ESPN surge como alternativa para a liga e as negociações já teriam começado. Vale lembrar que um outro pacote de jogos, ainda maior e comprado pela Sky, está garantido, por isso os clubes (ainda) não entraram num desespero maior.

* Atualização: no fim do dia foi confirmado um novo acordo com a ESPN, que vai pagar cerca de 90 milhões de libras pelos 46 jogos da próxima temporada, 40 milhões de libras a menos do que a Setanta havia se comprometido no primeiro contrato

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