Terra Magazine

julho 22, 2009

David Beckham em liquidação nos EUA

Tags:, , , , - fabiokadow às 12:49 pm

Já que os torcedores do LA Galaxy não gostaram nada da volta de David Beckham para o clube, depois de uma temporada no Milan, o que fazer com os produtos relacionados ao craque? Liquidação. Essa é a palavra de ordem na loja virtual da Major League Soccer. Toda a linha de produtos Beckham (uniforme, camisetas, pôster, etc) está com 25% de desconto no site.

Para quem chegou como o responsável pelo crescimento e popularização do esporte nos EUA, parece que o resultado não vai ser o esperado. Quem poderia imaginar que os norte-americanos, considerados “bobos” quando o assunto é futebol, entrariam no espírito “fiel e amor à camisa”? Como comparação, a estréia do jogador teve 70 mil ingressos vendidos, já para esse seu retorno o público não passou de 22 mil pessoas.

Será muito difícil para o departamento de marketing da liga contornar essa situação, ainda mais com a chance de Beckham retornar ao Milan sendo publicada pela imprensa a todo o momento. Mais um aprendizado para os organizadores: o torcedor de futebol é diferente de todos os outros.

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maio 6, 2009

Lakers e Kobe Bryant, os favoritos dos fãs da NBA

Tags:, , , , , - fabiokadow às 10:30 am

Os playoffs da NBA estão a todo vapor e em pouco mais de um mês conheceremos o campeão da temporada, com o Cleveland Cavaliers, time do brasileiro Anderson Varejão, sendo considerado favorito até então. Mas quando o assunto é vendas de produtos licenciados e merchandising, não tem jeito, os Lakers, de Los Angeles, não tem concorrentes – foi o líder em seis, dos últimos sete anos nesse ranking.  A NBA divulgou a lista dos times que mais venderam produtos em sua loja on-line oficial e outra em New York, vejam abaixo a tabela:

OS DEZ TIMES MAIS POPULARES DA NBA (em vendas de produtos):
1. Los Angeles Lakers
2. Boston Celtics
3. New York Knicks
4. Cleveland Cavaliers
5. Chicago Bulls
6. New Orleans Hornets
7. Phoenix Suns
8. Miami Heat
9. Detroit Pistons
10. San Antonio Spurs

Esse foi o terceiro ano da Adidas como fornecedora official e os resultados de 2009 são 7% maiores do que do ano passado, apesar da crise econômica. Entre os jogadores, mais uma representante do Lakers, com a vitória de Kobe Bryant, que recuperou a posição após perdê-la para Kevin Garnett, do Boston Celtics.

AS 10 CAMISAS MAIS VENDIDAS
1. Kobe Bryant (Lakers)
2. LeBron James (Cavaliers)
3. Chris Paul (Hornets)
4. Kevin Garnett (Celtics)
5. Allen Iverson (Pistons)
6. Dwyane Wade (Heat)
7. Paul Pierce (Celtics)
8. Nate Robinson (Knicks)
9. Pau Gasol (Lakers)
10. Dwight Howard (Magic)

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abril 23, 2009

“Falar o nome de patrocinador na TV é merchandising”, diz executivo da Globo

Tags:, , , , , - fabiokadow às 5:51 pm

Logo após o anúncio de que o Bradesco não continuaria patrocinando o time principal de vôlei de Osasco, iniciou-se um debate na mídia sobre as possíveis causas para os cortes nos gastos. Na maioria dos casos, elegeu-se a crise econômica como a principal vilã. Outro fator bastante discutido foi o investimento que os chamados esportes olímpicos recebem no Brasil. Mas o fim do time teve muito mais espaço em todos os veículos do que os jogos e o campeonato em si. Ironicamente, a questão da exposição na mídia ganhou poucas linhas.

A Rede Globo de Televisão, que transmitiu a final da Superliga, tem como princípio não falar os nomes dos patrocinadores de equipes e torneios esportivos, seja qual for a modalidade. Nem mesmo naqueles programas considerados jornalísticos. Para muitos executivos da área de marketing, esse é um dos principais fatores que emperram novos investimentos das empresas. A maioria defende que, enquanto a mídia (que costuma não ter a mesma linha quando transmitem eventos internacionais, com exceção da Globo mesmo) não mudar seu comportamento, os investimentos continuarão minguados por aqui.

O blog entrevistou Marcelo Campos Pinto, diretor-geral da Globo Esportes, unidade de negócios criada em 1999 para produzir, comprar e vender eventos esportivos. Ele explica o porque dessa política comercial da empresa.

Por que a emissora não fala os nomes dos patrocinadores durante as transmissões? Sem a participação deles os times tendem a ficar mais fracos e o espetáculo menos atraente, não é?
Essa é uma política comercial estabelecida pela Rede Globo há muitos e muitos anos: não mencionar o nome de patrocinadores de competições, nem de clubes. Porque, na realidade, isso tem valor comercial. Hoje temos uma série de receitas publicitárias que são feitas através de merchandising no programas, como nas novelas. Dizer, gratuitamente, um nome de um patrocinador de um clube seria o equivalente a um merchandising. E isso não seria justo com os demais clientes da Globo, que pagam por essas ações. Enquanto essa política comercial for assim, eu não vejo como falar um nome de um time ou competição.

Acredita que esse fator pode ter sido determinante, por exemplo, no caso do Finasa Osasco?
Não acredito, não acredito. Até porque a gente já transmite a Superliga há dois anos e isso não havia ocorrido isso. Certamente outros devem ter sido os motivos que levaram a instituição a retirar o patrocínio. Temos uma crise mundial. Todo mundo está perdendo patrocínio no mundo inteiro, mesmo na Inglaterra, onde os grandes clubes de futebol estão perdendo patrocínio ou sendo renegociados por valores menores. Por isso, acho que é mais um reflexo da crise batendo nas portas do marketing esportivo do qualquer outra coisa.

Mas as empresas e agências de marketing já batem nessa tecla há tempos, mesmo antes da crise…
O problema já existia antes da crise, mas nós transmitimos e nunca ninguém reclamou de nada. A minha leitura é a crise chegando ao marketing esportivo.

Existe alguma chance dessa política comercial mudar?
Por enquanto não tem nenhuma discussão interna sobre esse assunto.

foto: João Pires/ZDL/Divulgação

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