Terra Magazine

novembro 18, 2009

Companhias aéreas criam a “taxa Super Bowl” nos EUA

Tags:, , , - fabiokadow às 4:19 pm

Que o Super Bowl é considerado um dos eventos esportivos mais importantes do mundo, provavelmente o maior dos EUA, todos nós sabemos. São bilhões de dólares envolvidos dentro e fora de campo, com destaque para os famosos comerciais caríssimos produzidos especialmente para o dia do jogo e aguardado por público e mercado publicitário.

O dinheiro é tanto que sobrou mais uma taxa para os fãs do futebol americano. Segundo a agência de notícias AP, as companhias aéreas American Airlines, Delta, United e Northwest estão cobrando US$ 50 a mais das pessoas que pretendem utilizar os três maiores aeroportos das redondezas de Miami, onde será realizado o jogo, no dia 8 de fevereiro, a segunda-feira logo após a final.

Para alguns especialistas desse mercado, as companhias aéreas só estão seguindo aquilo que hotéis e outros serviços já fazem em dia de grandes eventos esportivos, como se fosse uma oferta premium. Acreditam ainda que esse fato pode se estender para as finais das outras modalidades. Resta saber quais os times que chegarão a grande final, já que, por causa da distância entre as cidades, uma passagem pode ficar acima de US$ 900.

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outubro 19, 2009

Fora da F1, Honda já perdeu US$ 255 milhões em exposição na mídia

Quando a Honda, por causa da grave crise econômica, desistiu da Fórmula 1 e resolveu “vender” o espólio da equipe para o engenheiro Ross Brawn por simbólicos três reais, provavelmente não imaginava que essa escuderia iria se tornar a campeã da temporada de 2009 - a primeira na história da categoria a conseguir tal feito já no ano de estreia.

Para saber o quanto essa decisão influenciou na exposição da marca na mídia global, uma empresa inglesa fez uma análise em 18 países durante os 15 primeiros GPs (ou seja, ainda não contabilizada a decisiva prova de São Paulo, que confirmou o título da escuderia e do piloto Jenson Button e deve ter gerado números importantes de audiência). De acordo com o estudo realizado pela Margaux Matrix, a Brawn teve mais espaço na mídia do que a até tradicional Ferrari e três vezes mais do que a própria Honda teve no ano passado, quando o desempenho dos carros nas pistas foi muito fraco.

No olho do furacão da crise, o objetivo da Honda era economizar cerca de US$ 220 milhões, dinheiro gasto na temporada de 2008. Porém, o valor atingido em exposição na mídia até o fim de semana passado já superava a casa dos US$ 255 milhões. Mesmo assim o executivo da Honda, Takanobu Ito, declarou no começo desse mês que a empresa não se arrepende dessa decisão, tomada na época pelo seu antecessor Takeo Fukui. Segundo ele, esse dinheiro foi investido na pesquisa de combustíveis mais eficientes e na contratação de 400 engenheiros.

Mas vale lembrar que não foi só a Honda que não acreditou no potencial da Brawn. Durante algumas corridas os carros da equipe correram “limpos”, sem a presença de nenhuma logomarca. Exceção para o grupo Virgin, do executivo Richard Branson, que investiu cerca de US$ 5 milhões e já havia conseguido um retorno dez vezes maior do que isso até o mês passado. Feliz, Branson avisa: “Talvez a Honda esteja um pouco arrependida, mas ninguém tem bola de cristal.”

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outubro 14, 2009

Substituição na Armani: entra Cristiano Ronaldo, sai David Beckham

Tags:, , , - fabiokadow às 11:39 am

Não é só em campo que o português Cristiano Ronaldo tem conquistado o posto de melhor jogador do mundo. Fora das quatro linhas o craque luso cada vez mais assina contratos milionários, dignos de uma estrela. E dessa vez ele vai substituir ninguém menos do que David Beckham, o queridinho de todas as marcas e campanhas publicitárias, principalmente quando o assunto é moda.

Cristiano Ronaldo será o garoto propaganda da grife italiana Emporio Armani durante o próximo ano e, para isso, receberá US$ 1,5 milhão. A primeira campanha com o jogador será a de primavera-verão 2010, com produtos underwear e jeans, para alegria do público feminino. Há tempos que a Armani utiliza estrelas do futebol em suas campanhas, comprovando que há espaço para ídolos desse esporte quando o assunto é alta moda.

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outubro 9, 2009

Confirmados para 2016, golfe e rugby querem lucrar com a exposição

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:26 pm

Hoje o COI confirmou as duas novas modalidades que passarão a fazer parte dos Jogos Olímpicos a partir de 2016, quando serão realizados no Rio de Janeiro. Foram escolhidos o golfe e o rugby-7, esportes onde o Brasil tem pouquíssima (ou nenhuma) representatividade e tradição - vale lembrar que, por ser o país sede, o Brasil já está classificado em todas as modalidades.

Na parte estrutural, nenhum problema, segundo Carlos Arthur Nuzman. “O Rio de Janeiro está preparado para receber os dois esportes. O rúgbi será disputado no Estádio de São Januário e a escolha já foi aprovada pela Federação Internacional de Rúgbi. O golfe poderá ser realizado no Gávea Golfe Clube ou no Itanhangá Golfe Clube. Esta definição caberá à Federação Internacional de Golfe”, explicou em nota oficial.

Bom para os representantes internacionais desses dois esportes, que estão comemorando e muito. Fazer parte das Olimpíadas significam novos negócios, popularização, visibilidade, valores mais altos nos contratos e oportunidades. Para se ter uma idéia, até o ídolo Tiger Woods, o atleta mais rico do mundo, fez lobby pessoalmente para que o golfe entrasse para o rol dos Jogos, dizendo que esse é o único torneio que lhe falta e que uma medalha olímpica não tem preço. Será que ele continua até lá?

Especialistas acreditam que as cotas de patrocínio do rugby-7 (uma versão “menor e mais rápida” da modalidade) vão dobrar nos próximos anos depois do anúncio. É de olho no dinheiro da televisão e dos patrocinadores que todas federações estão de olho.

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outubro 2, 2009

Brasil: a bola da vez no mundo dos negócios do esporte

Tags:, , , - fabiokadow às 3:44 pm

Se puder eleger dois fatores que foram fundamentais na escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas 2016, escolho o ineditismo (pelo fato do continente Sul Americano nunca ter recebido tal evento) e também as perspectivas de crescimento econômico que o Brasil tem demonstrado, conquistando a confiança até dos desconfiados especialistas estrangeiros.

Com a garantia da realização dos dois maiores eventos do gênero nos próximos anos, não tem como negar que o País é a bola da vez no mundo dos negócios esportivos. Sendo assim o País passa a ter duas grandes oportunidades para fazer o correto, sem erros (estou falando de todos) como os que ocorreram no Pan-Americano, para fomentar o esporte e a economia como um todo, para deixar legados reais e justos para a sociedade, para criar uma política esportiva num País onde os vencedores são exceções, pelos mais diversos motivos, mas principalmente porque não recebem apoio algum do governo na imensa maioria das vezes.

Que essa seja a oportunidade de rever o papel e os papelões das confederações (inclusive a CBF, claro), ou alguém aqui sabe exatamente o que elas fazem em prol dos atletas e torneios? Por sinal, que o sistema de votação para dirigentes das confederações mude, abrindo espaços para profissionais do ramo (nunca no Brasil tivemos tantos cursos de administração e marketing esportivo, de graduação, extensão e pós-graduação) e ex-atletas com vocação.

Que a imprensa esportiva também se modernize e se livre de vez das pechas que a perseguem, deixando de tratar todos os esportes como futebol, analisando não só os resultados, fiscalizando, informando e, principalmente, respeitando os atletas que, por muitas vezes, são jogados ao limbo por um mau resultado (algo como ficar entre os 10 melhores do mundo). Dizem que não valorizamos nossos ídolos, mas quando e onde começa essa desvalorização?

No (delicado) capítulo infraestrutura é claro que o Brasil vai ter a chance de construir grandes centros esportivos, arenas modernas, reformar o entorno desses lugares, melhorando o saneamento, transporte público, segurança, etc, de todas as cidades envolvidas na Copa e nas Olimpíadas. Mas isso também pode ser o começo do maior desperdício de dinheiro público de toda a nossa história. O resto você já sabe.

As maiores empresas do mundo do esporte estarão por aqui nesse período. Investindo milhões de dólares em marketing, trazendo os melhores profissionais para o mercado local, realizando ações nunca antes vistas no Brasil.

São dois caminhos bem distintos para escolher e a sociedade tem papel fundamental nesse processo. Faça a sua parte, entenda que, mais do que a festa e o orgulho (que são justos), eventos dessa magnitude são fundamentais para o futuro do país.

Nas duas campanhas, o discurso foi “o Brasil merece esse voto de confiança, precisamos de uma chance”. Pronto, o Brasil é a bola da vez no mundo dos negócios do esporte. Que essa oportunidade não seja desperdiçada.

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setembro 30, 2009

NBA busca o mercado europeu e faz planos de conquistas

Tags:, , , , , - fabiokadow às 2:41 pm

Uma das marcas esportivas mais fortes do mundo do esporte, a NBA tem planos consistentes de conquistar novos mercados fora dos EUA. Há alguns anos que os dirigentes organizam eventos, clínicas e partidas ao redor do mundo, com destaque para Ásia e Europa. E é justamente no Velho Continente que a liga tem focado suas ações mais recentes.

O novo contrato com a ESPN de transmissão das partidas para o Reindo Unido (que vai passar quase 100 jogos da próxima temporada) e o fato de todos os ingressos para a partida de exibição entre Utah Jazz e Chicago Bulls, que será realizada na semana que vem na O2 Arena, se esgotarem em pouco tempo, deixaram os dirigentes da NBA animados.

O executivo David Stern anunciou que pretende, num prazo de seis a oito anos, que a Europa conheça e reconheça o maior número possível de times e atletas da NBA. “Não pode ser um time só, tem que ser vários.”, declarou o dirigente. Paris, Londres, Madri e Milão, onde a NBA já tem escritórios comerciais, são as favoritas a receber essas equipes. A possível compra do New Jersey Nets por um empresário russo também pode ajudar a abrir portas no leste europeu.

E o Reino Unido, em especial, é onde está o maior potencial de crescimento. Stern acredita que esse novo contrato de TV, a crescente cobertura da mídia local e a aproximação das Olimpiadas de 2012, que será disputada em Londres, tem despertado a atenção do público britânico. “Eles estão cada vez mais interessados nas equipes, no torneio e nos atletas, que já podem ser chamados de personalidades.”, disse Stern.

A última temporada da NBA foi transmitida para 210 países e territórios. A presença de 77 atletas internacionais, de 33 países, foi determinante nessa divulgação da marca pelo mundo todo. Para se ter uma idéia do tamanho do mercado, os produtos licenciados da NBA já estão presentes em mais de 100 países.

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setembro 21, 2009

Palmeiras, Samsung e Adidas: casamento perfeito no marketing

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:24 pm

Nos últimos anos o Palmeiras ficou conhecido pelas suas ferrenhas disputas políticas, onde oposição e situação não se misturam e chegam, até, a criar boatos para prejudicar a administração do próprio clube. Esse caldeirão, aliado a falta de profissionalismo que existia no departamento de marketing, por muitas vezes atrapalhou o relacionamento do clube com seus patrocinadores e fornecedores (com algumas exceções, como, por exemplo, em alguns anos da Parmalat).

Porém, 2009 tem sido um ano diferente. O que se vê atualmente é um casamento perfeito entre Palmeiras, Samsung e Adidas quando o assunto é estratégias e ações de marketing e vendas. O pomposo lançamento da camisa azul, sucesso de vendas, é o maior exemplo disso. Foram realizadas promoções, vídeos, ações na web, etc. Para saber mais sobre essa parcerias, o blog entrevistou David Grinberg, que durante anos foi o responsável pela comunicação da Nike no Brasil e desde o mês passado está na Samsung, onde chegou para incrementar o departamento de marketing esportivo da empresa.

O que muda com a sua chegada e quais os planos para 2009 e 2010?
Este ano vamos dar sequencia a um trabalho que já vinha sendo realizado, manter a estratégia. A Samsung é pioneira, criou um departamento de marketing esportivo em 2005 e desde então vem se reforçando, investindo. De cara, poderei ajudar com a experiência e o olhar de quem já trabalhou numa grande marca do mercado esportivo. Para 2010 queremos reforçar ainda mais a parceria com o Palmeiras e criar ações inovadoras e diferenciadas para o torcedor.

Mas já é visível uma presença maior da Samsung na internet, nas redes sociais, com ações específicas para o meio, que é uma característica forte da Nike.
Quando cheguei percebi que tinhamos muito material produzido. Faltava somente essa ativação e não tem canal melhor para isso do que o on-line. É uma tendência entre os fãs de esporte, que se sentem mais próximos da marca, que passa a ser reconhecida, e do time. Então aumentamos ainda mais a coleta desse conteúdo, que é muito bom, e passamos a divulgá-lo em nosso site, no youtube, twitter, etc. Vamos usar muito isso mesmo, para tudo. Mas não pretendemos ser uma agência de notícias, o que queremos é trazer um olhar diferenciado, imagens de bastidores, promoções, fatos inéditos.

Para o lançamento da camisa azul (e também em outras ações realizadas ao longo do ano, dentro e fora de campo), o que se percebe é uma sintonia muito grande entre a empresa e a Adidas, que é a fornecedora de material esportivo do clube. Como é esse relacionamento?
É muito bom mesmo, até raro de ver nesse meio. Tanto com a Adidas, como com o Palmeiras. Todas as grandes ações são desenhadas a seis mãos, como no caso do uniforme azul. Planejamos, conversamos, cada um fez a sua parte e a sinergia foi total entre as empresas e o clube. Claro que cada um tem os seus objetivos a serem alcançados no mercado e, no meio, tem o Palmeiras, também com suas prioridades. Por sinal, falaram que a cor da camisa foi para satisfazer a Samsung, mas o projeto de uma camisa azul no Palmeiras já existe desde o ano passado, antes da nossa chegada no clube.

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agosto 31, 2009

O escândalo e o momento delicado da Renault

Ontem, o comentarista de automobilismo da Rede Globo, Reginaldo Leme, deu um “furo” jornalístico que repercutiu no mundo todo. Durante a própria transmissão, ficou claro o espanto de todos quando Leme deu a notícia que a equipe Renault está sendo investigada por ter obrigado o piloto Nelsinho Piquet a provocar um acidente durante o GP de Cingapura do ano passado para, assim, garantir a vitória do espanhol Fernando Alonso, companheiro de Piquet na Renault. Segundo a denúncia, até o ponto do acidente teria sido determinado, um local onde certamente ocorreria a bandeira amarela e, consequentemente, a entrada do safety car.

A ordem teria partido do polêmico Flavio Briatore, chefe da equipe e dono de um currículo repleto de escândalos, que agora corre o risco de ser banido do esporte, caso a suspeita se confirme.

Era só o que faltava para a Renault no Brasil, uma das principais patrocinadoras das transmissões da TV Globo, graças aos R$ 53 milhões pagos antes da temporada. O ano parecia ser perfeito: piloto brasileiro (Nelsinho Piquet) confirmado para a segunda temporada (da qual se esperava bem mais) e o espanhol Fernando Alonso voltando a conseguir bons resultados.

Mas ninguém poderia prever o “fator Briatore”. Primeiro foi a demissão, depois de muita briga e ofensas, de Nelsinho Piquet, que vinha estrelando uma campanha promocional da montadora no Brasil. Os filmes (assim como o hotsite) que convidam os consumidores a participarem da promoção que vai levar um fã para dar uma volta num carro de F1 na França continuam no ar, mas já sem a presença do piloto, como vocês já devem ter reparado.

Agora surge esse escândalo, que já vem sendo chamado como o “pior da história da F1″, como o próprio apresentador do Fantástico, Tadeu Schmidt, disse ao apresentar a matéria, poucos segundos depois da marca Renault ter sido veiculada no intervalo como uma das patrocinadoras da F1. Quais as consequências desses fatos para o marketing e os negócios da empresa? Com relação ao marketing, sem dúvida nenhuma, o momento é super delicado.

Se uma empresa decide investir milhões no patrocínio da mais famosa categoria de automobilismo do mundo é porque quer associar sua marca aos valores desse esporte, certo? Com o barulho da mídia, esses milhões de reais podem ter ido por água abaixo, deixando ainda a marca arranhada. Nos negócios, acredito que, por enquanto, pouco (ou nada) deve ser afetado, já que apenas os mais fanáticos levariam isso como fator fundamental para a compra de um carro.

foto: Getty Images

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agosto 26, 2009

Tsunami Verde: um case de marketing desprezado pelo Palmeiras

Tags:, , , - fabiokadow às 5:37 pm

Em 2006, o empresário Marcelo Daniel Santa Vicca teve uma idéia simples e ao mesmo tempo extremamente funcional. Palmeirense fanático, ele convocou toda a torcida a usar alguma peça do uniforme do clube no dia 26 de agosto daquele ano, como maneira de comemorar o 92º aniversário do clube e demonstrar a paixão pelo clube.  Leia um trecho do texto original.

“(…) gostaria de sugerir algo muito simples, ao alcance de cada um nós, mas que se cada um fizer a sua parte, terá uma imensa visibilidade em todos os lugares do país ao mesmo tempo, para todo mundo ver, com custo zero. É simples! Eu sugiro que todos os palmeirenses, saiam de casa vestindo a camisa do Palmeiras! (…)”

Para ganhar força, Marcelo usou a internet. No começo, nas “antigas” listas de e-mails. Depois,  o projeto ganhou a força que só a web tem nas redes sociais, orkut, blogs, comunidades, onde, inclusive, foi batizado de Tsunami Verde.  Hoje é a data da quarta edição do “evento” e já virou tradição. Não é dia de jogo, o time não ganhou um clássico, mas milhares de pessoas estão com camisas e agasalhos do Palmeiras pelas ruas.

Uma exposição  incalculável da marca e de seus patrocinadores. Uma oportunidade única que executivos de marketing e grandes empresas sonham em ter um dia. Mas fica a dúvida: por que a diretoria de marketing do Palmeiras não ativa e potencializa essa idéia inédita e tão forte entre seus torcedores? O blog conversou com Marcelo Santa Vicca sobre o Tsunami Verde, que confessou “não dá para entender como uma idéia que tem um custo zero e pode gerar tanto lucro não é aproveitada.”

Como surgiu a idéia e por quê?
Em 2006 o clube estava extremamente desvalorizado na mídia, brigando com a imprensa e não fazendo nada na área de marketing. Participava de uma lista de e-mail chamada Pró Palmeiras e lá lancei a idéia entre meus amigos, não esperava que fosse ganhar essa proporção toda, não foi proposital. O objetivo era fazer uma crítica àquela administração e surgiu essa oportunidade de se manifestar de uma maneira simples e, principalmente, com custo zero.

E depois?
Todos os blogs da chamada mídia palestrina encamparam e, na época, as comunidades do orkut estavam no auge. Virou mesmo uma onda, ganhou o nome de Tsunami e chamou a atenção da mídia - o jornal Lance começou a fazer uma contagem regressiva na capa. Depois veio 2007, 2008… tudo de uma maneira mais natural, sem muito esforço, pelo menos da minha parte. E vale dizer, o Tsunami não é meu, não tenho essa pretensão.

Durante esses anos alguém da diretoria te procurou?
Nunca. Na época o presidente era o Afonso Della Monica. Lembro que, com a exposição que o assunto ganhou em 2006 na mídia, tivemos um apoio informal, com chamadas na revista oficial do clube. Mas só. Nos outros anos nem isso eu vi por parte do clube. Outras torcidas já tentaram copiar, mas não pegou.

Como economista e empresário qual a sua opinião?
Olha, se surge uma idéia dessas para a minha empresa, onde só tenho a ganhar e com custo zero, é lógico que eu vou querer. Todo mundo. Eu não entendo porque não fazem isso, não assumem o movimento, que é muito forte e tem custo zero, repito. Está tudo pronto, a torcida gosta, patrocinador gosta. Se tivesse o apoio dos jogadores, por exemplo, dando entrevistas, isso ganharia ainda mais espaço na mídia para as marcas, poderia aumentar a venda de produtos, etc.

foto: marcelo pereira/terra

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agosto 21, 2009

Para Obama, Nascar pode ajudar na recuperação da indústria automobilística

Tags:, , , - fabiokadow às 1:32 pm

O presidente Obama adora esportes. Já deu diversas demonstrações disso. E a Nascar, categoria de automobilismo mais popular dos EUA, está entre os seus favoritos, principalmente agora que a elegeu como uma das principais formas de recuperar a indústria automobilística do país, um dos setores que foi mais atingido pela crise econômica.

Obama está confiante na recuperação para os próximos 5 ou 10 anos e, no melhor estilo “consultor de marketing esportivo”, deixou o recado para os fabricantes: continuem investindo na Nascar. Segundo ele, “essa é a melhor publicidade que as empresas podem ter. Quando alguém se empolga com a Nascar, significa que ele está empolgado com os carros.”

Palpiteiro, o presidente costuma acertar algumas de suas profecias no mundo dos esportes, principalmente resultados. “O segredo é esperar até o ultimo minuto antes de dar algum palpite”, ensinou para a imprensa local durante um evento em que recebeu personalidades atuais e do passado da modalidade na Casa Branca. “A Nascar é um esporte tipicamente norte-americano, com mais de 10 milhões de fãs.” Obama gosta tanto do esporte que, durante a sua campanha eleitoral, circulou uma notícia de que ele poderia até patrocinar uma das equipes participantes (claro, de olho nos votos).

foto: Pete Souza

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