Terra Magazine

setembro 11, 2009

Na Europa, clube que gasta mais, ganha mais

Tirando algumas raras surpresas, dificilmente os títulos dos campeonatos locais da Itália, Espanha, Inglaterra, Alemanha e França não ficam sempre entre três ou quatro times, como, por exemplo, Real Madrid e Barcelona no caso da Espanha, Bayern na Alemanha, ou Manchester United, Arsenal, Liverpool e (agora) Chelsea na Inglaterra.

Os campeões têm as melhores premiações, bilheterias, patrocínios e, consequentemente, também gastam mais nas contratações de astros para formar grandes times. Isso gera um ciclo quase impossível de ser quebrado pelas equipes médias ou pequenas.

Esse ciclo acaba de ser, mais uma vez, comprovado por um estudo publicado pelo índice Castrol, sistema criado pela patrocinadora da Fifa para analisar e monitorar o desempenho dos atletas. De acordo com os resultados, 12 dos 20 clubes que mais gastaram em contratações nas cinco principais ligas do continente ganharam títulos nos últimos quatro anos. E 90% deles ficaram, ao menos, nas três primeiras poisições no mesmo período.

O presidente do Real Madrid, Florentino Perez, certamente concorda com o estudo e espera desbancar o Barça depois de ter gasto quase 300 milhões de euros nas contratações de estrelas como Cristiano Ronaldo e Kaká. Por outro lado, o histórico Mustafá Contoursi, ex-presidente do Palmeiras e adepto do “bom e barato”… bom, deixa pra lá.

Na Inglaterra, o exemplo do Chelsea, que estava sumido e voltou a conquistar títulos graças aos milhões do magnata russo Roman Abramovich, agora está sendo seguido pelos árabes donos do Manchester City. Se levarmos em conta o investimento em contratações (mais de 150 milhões de euros), o City finalmente poderá sair da fila de 42 anos e desbancar o rival United, mais Arsenal e Liverpool.

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setembro 2, 2009

Clubes ingleses gastaram 119 milhões de libras a menos em contratações esse ano

Tags:, , - fabiokadow às 7:39 pm

A janela de transferências encerrada na última segunda-feira registrou uma significativa queda nos valores praticados pelos clubes ingleses nas transferências de jogadores. Enquanto em 2008 foram gastos 210 milhões de libras, em 2009 esse número caiu para 81 milhões de libras, uma diferença de 119 milhões de libras.

Segundo especialistas da empresa de consultoria KPMG, as razões para esse novo momento não se resumem apenas a crise econômica. O variação do câmbio entre a libra e o euro e também os impostos cobrados no Reino Unido foram eleitos como os principais vilões. A exceção foi o Manchester City, onde o Sheik Mansour continuou queimando a sua fortuna, independente de qualquer questão financeira.

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janeiro 26, 2009

Europa estuda criar um limite nos valores das transferências

Criar um limite nos valores praticados nas transferências de jogadores e seus respectivos salários. Finalmente essa preocupação chegou às mesas de debates na Europa. O estopim foi a proposta lunática e inacreditável feita pelo sheik Mansour, dono do Manchester City, para jogador brasileiro Kaká. O craque, que preferiu ficar no Milan, iria receber algo em torno de 500 mil libras (mais de R$ 1,6 milhões por semana). O montante da negociação, entre jogador e clubes, chegava na casa dos R$ 800 milhões.

O famoso empresário (e também milionário)  Mohamed Al-Fayed, dono do Fulham, foi o primeiro a gritar: pediu para que os dirigentes da Premier League a da Football Association criem um teto nessas negociações e que não pretende pagar mais do que 15 milhões de libras por jogador, seja ele quem for. “O que aconteceu foi uma péssima notícia para o futebol, pois trata-se de uma loucura. Está nas mãos dos dirigentes, eles têm o poder de impedir isso, colocando um teto nas transferências e salários, por exemplo”, disse o egípcio à BBC.

Se os dirigentes ingleses ainda não se manifestaram, os da Uefa (orgão máximo do futebol europeu) parecem concordar com o empresário. Eles já começaram a discutir a possibilidade de estabelecer um limite máximo que poderia ser gasto nas contratações e salários daquela temporada de competições organizadas pela Uefa. O limite? Metade das receitas dos clubes, leia-se dinheiro recebido da venda de ingressos, ações de marketing e licenciamento, patrocínios e televisão. Isso mesmo, nada de verba do bolso dos donos milionários ou grupos de investidores.

O debate ocorrerá na assembléia geral de fevereiro da Associação dos Clubes da Europa (ECA). Seus representantes acreditam que a situação, do jeito que está, é insustentável a longo prazo e por isso deram início as conversas. Qual a sua opinião sobre o assunto? Concorda com essa possível nova regra? No Brasil também precisamos criar um teto salarial?

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