Rosenberg avisa: vale tudo para buscar a Libertadores em 2010
Dezembro de 2008. O Corinthians anuncia a contratação de Ronaldo e a opinião pública e da mídia esportiva é unânime: uma jogada de marketing. Pouco mais de cinco meses depois e as atuações de Ronaldo em campo, mais o título paulista, parecem terem sido suficientes para acabar com aquela primeira impressão. A jogada foi sim de marketing, mas dentro de campo também deu resultado.
O blog Jogo de Negócios entrevistou Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians, para fazer um balanço dessa primeira etapa do ano. Rosenberg é só elogios a torcida corintiana e diz que deveria ter feito ainda muito mais no marketing.
Leia também:
André Santos espera ter convencido Dunga no Pacaembu
Ronaldo é eleito o craque do Campeonato Paulista
Depois, ele comenta sobre os diversos patrocínios (Batavo, Bozzano, Grupo Silvio Santos) que invadiram na camisa do Corinthians - prática criticada pelos especialistas e anteriormente só utilizada em times pequenos, como o Brasiliense. Confessa que não gosta dela assim, mas avisa: tudo vale em busca da Libertadores no ano do centenário (2010).
Com o título, poderia destacar, por favor, o ponto mais positivo e o negativo do Corinthians na área de marketing durante esse período? Seriam, respectivamente, o projeto Ronaldo e aquele periodo se patrocinio?
O Ronaldo é projeto do Futebol, não do Marketing. O nosso pico é o filme FIEL, com ele perpetuamos na tela o que nos faz diferentes, únicos, apixonados sem condicionalidades. Porque caímos para Segundona sem quebrar cotovelo de técnico, porque voltamos à Primeira sem achincalharmos o time com estádios vazios. Por que só nós invadimos outro estado, com mais de 40 mil fanáticos. Permanente no Corinthians é a Fiel, o resto é passageiro. De negativo, reconheço que fizemos muito menos do que deveríamos, parte por incompetência minha, parte porque mais um pouco se sobrecarga na equipe do Marketing e eu seria preso por implantar o trabalho escravo.
Sobre patrocínio, muitos especialistas estão criticando a quantidade de patrocinadores na camisa do Corinthians, dizendo que o excesso, além de esteticamente não ser bonito, desvaloriza o produto. Que apenas times menores precisariam de tal estratégia. Por favor, qual sua opinião sobre isso e se existe, ainda, algum espaço que possa ser negociado.
Esteticamente, é uma questão de gosto. Eu, pessoalmente, prefiro a camisa lisa. Porém, não dá para pedir despojamento econômico e esquadrão campeão. Quem não entender que um time campeão precisa de recursos abundantes é um sonhador. E a missão que o Presidente Andrés nos determinou foi de viablizar economicamente a conquista da Libertadores no ano do Centenário. Doa a quem doer!
foto: Agencia Lance
