Hoje começam as finais da NBA. Los Angeles Lakers e Orlando Magic, um supercampeão e um que nunca conquistou o troféu, vão se enfrentar para saber quem leva o título de uma das mais emocionantes e disputadas temporadas dos últimos tempos.
Os dois maiores jogadores de cada time também vão duelar não só dentro das quadras, como também fora delas. Kobe Bryant quer voltar a ser o número um do mundo. Dwight Howard, assim como seu time, surge como uma zebra que ganhou muita força nos playoffs e pode surpreender. Para o campeão, milhões de dólares em contratos comerciais.
De um lado Kobe Bryant: jogador polêmico, genial, detentor de diversos recordes na NBA (como fazer 81 pontos numa só partida, a segunda maior marca da história do torneio), três títulos conquistados, MVP (melhor jogador) da temporada passada, campeão olímpico, brigou e “expulsou” o pivô Shaquille O’Neal dos Lakers, esteve envolvido em confusões fora das quadras, já foi preso e respondeu até por uma acusação de assédio sexual (da qual foi inocentado posteriormente).
Kobe, ainda no ínicio de sua carreira, assinou um contrato de quase US$ 50 milhões por seis temporadas com a Adidas. Na sequencia vieram diversos outros com a Coca-Cola, McDonald’s, Nutella, Nintendo, entre outros, até o dia da sua prisão, quando algumas, como McDonald’s e Nutella, romperam seus contratos. Mas a Nike, maior rival da Adidas, “aproveitou” o momento e contratou a estrela por US$ 45 milhões por cinco temporadas e o transformou num dos principais astros das campanhas para o público de basquete. Estima-se que, por ano, ele receba cerca de US$ 20 milhões por ano apenas com patrocínios.
Já seu rival nessas finais, o pivô Dwight Howard, apelidado pela sua torcida como Superman, ainda busca por melhores contratos comerciais e está prestes a conseguí-los. Howard faz o tipo bom moço, não ostenta tatuagens, tem uma imagem tranquila, religioso, filantrópico e é querido por diversos públicos. Sua temporada tem sido fantástica e liderar os Magics nessa campanha até a final foi realmente um grande feito. Suas atuações recentes já elevaram consideravelmente as vendas de camisas com seu número e nome.
Patrocinado pela Adidas, ele conseguiu impedir aquela que seria a final dos sonhos da rival Nike, envolvendo Bryant e Lebron James, e agora chama atenção de diversas outras empresas. Muitas delas já o patrocinam, como Coca-Cola, McDonald’s, T-Mobile e Waner Bros., porém, ele dificilmente estrela as campanhas dessas empresas, que dão clara preferência para Bryant e James.
O fato é que o mercado da NBA há tempos que não ficava tão aquecido (a audiência dos playoffs registrou um aumento de 19%) e a expectativa é grande. Dois estilos bem diferentes que vão se enfrentar nas quadras e fora delas. Qual sua aposta?