Terra Magazine

maio 19, 2009

A volta por cima do Chicago Blackhawks

Tags:, , , - fabiokadow às 4:49 pm

Enquanto o time de hóquei no gelo do Chicago Blackhawks tenta chegar a grande final da Stanley Cup, campeonato de maior expressão desse esporte, disputado na América do Norte e organizado pela NHL, seus dirigentes comemoram uma recuperação da marca que já está sendo considerada como uma das maiores da história nos EUA.

Desde que Rocky Wirtz assumiu o comando do franquia, substituindo o pai Bill Wirtz, que faleceu em 2007, ele alterou completamente a administração, considerada arcaica por muitos até então. O resultado dentro e fora das quadras tem sido fantástico.

De volta aos playoffs e com chances reais de chegar a final depois de diversas temporadas sem empolgar a torcida (a última conquista do título foi em 1961), a população da cidade está eufórica com a equipe. A venda média de ingressos subiu de 3.400 para 14.000 por jogo, com uma fila de espera de 4 mil pessoas. O público total, que antes era o segundo pior da liga com 522 mil no total da temporada, agora é o líder geral com mais de 914 mil pagantes. Nos últimos dias diversos monumentos históricos e pontos turísticos “vestiram” o uniforme da equipe - um dos mais conhecidos no Brasil.

Outros dados que confirmam essa reviravolta se referem a audiência televisiva (a maior de todos os tempos do time), aumento da venda de produtos licenciados e merchandising (317% no último ano) e também na receita de patrocínios (na casa de 67%).

Rocky Wirtz teve muito trabalho, já que a estrutura organizacional deixada pelo seu pai não contava com departamentos de marketing e recursos jumanos, por exemplo. Nem recepcionista o escritório administrativo tinha. Novas promessas foram contratadas para a equipe e os jogos passaram a ser transmitidos ao vivo para a cidade, ato que seu pai era radicalmente contra.

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abril 17, 2009

Crise atrapalha venda de ingressos de golfe e atinge até mascote de hockey

Tags:, , , , , , - fabiokadow às 11:35 am

Se por aqui a crise deveria ser uma marola, nos EUA o tsnumani continua fazendo vítimas no mundo do esporte. O famoso US Open de golfe, que ocorrerá em junho, está sofrendo para vender seus camarotes especiais e também ingressos que geralmente são comprados pelas grandes empresas para realizarem eventos de relacionamento com o networking. A justificativa é a mesma em todos os casos: corte de gastos em ações de esporte e entretenimento.

Segundo os organizadores, até aquelas empresas que tradicionalmente participam do evento estão pulando fora nesse ano. Algumas delas, as que receberam ajuda financeira do governo, declararam que preferem não se comprometerem para evitar as críticas dos congressistas e da opinião pública. Geralmente as empresas compram 90% da carga total de ingressos, ficando apenas 10% para o público em geral, mas essa equação deve mudar esse ano.

Os preços para esses camarotes especiais, conhecidos como hospitality centers, podem variar de US$ 32.500, para 12 pessoas, até US$ 230 mil para um espaço com capacidade para receber 80 pessoas confortavelmente, por exemplo. Em 2002, o ano que teve o maior sucesso financeiro até agora, foram vendidos 77 desses, a expectativa mais otimista para 2009 é de 50.

Sobrou até para ele

A crise anda tão grave que até o mascote do time de hockey de Tampa Bay, que disputa a NHL, entrou na lista das 27 pessoas que foram demitidas esse ano. Na verdade quem foi perdeu o emprego foi Matt Hitchcock, que vestia a (estranha) fantasia do mascote, tão tradicionais nos EUA, para entreter o público e jogadores durante as partidas e em ações fora das quadras. Tempos difíceis.

 

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abril 13, 2009

Celine Dion pode comprar time de hockey no Canadá

    

Durante a semana passada os interessados em comprar a franquia do time de hockey no gelo Montreal Canadiens foram convidados a oficializar suas propostas. O Canadiens é o time mais antigo em atividade, o maior vencedor de Stanley Cups (24 vezes) e o que tem o melhor aproveitamento da história da NHL, a liga que reúne equipes dos EUA e Canadá.

Segundo a revista Forbes, a equipe está estimada em US$ 335 milhões, o que inclui ai a moderna arena Bell Centre. O atual proprietário é o executivo norte-americano George Gillett Jr, o mesmo do clube de futebol inglês Liverpool, que pagou US$ 220 milhões em 2001 por 80% da franquia. Por sinal, a empolgação de Gillett com o futebol é tido como um dos principais motivos da venda, além da necessidade de fazer caixa para pagar um empréstimo de US$ 75 milhões que vence em julho.

Segundo a imprensa canadense, 10 grupos de investimentos demonstraram interesse na compra do time, entre eles destaca-se o empresário Guy Laliberté, bilionário, fundador e CEO do bem sucedido Cirque du Soleil, eleito empreendedor do ano em 2006 pela Ernest & Young, famoso pela sua paixão pelo esporte e pelas suas participações em torneios de pôquer.

Mas o que mais chamou a atenção da mídia foi a possibilidade da cantora canadense Celine Dion também ser uma das concorrentes. Rene Angelil, seu marido, está à frente das negociações e, caso isso realmente ocorra, o futuro é incerto, já que o desempenho do time poderia afetar também sua carreira artística. Ou não? Time campeão significaria mais fãs para a cantora? E o contrário?

Se o esporte virou entretenimento, que venham os artistas. Principalmente os bem sucedidos, claro. Que tal Zezé de Camargo como presidente do Goiás? Ou Ivete Sangalo comprando o Vitória da Bahia?

foto Celine Dion: Reuters

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