“Ricos” podem liderar greve na liga espanhola
Uma medida polêmica está colocando o futebol espanhol em polvorosa nos últimos dias. O governo espanhol quer aumentar a taxa de imposto cobrada dos jogadores estrangeiros que recebem mais de 600 mil euros por ano de 24% para 43%, o que tem causado uma revolta nos dirigentes da LFP e dos clubes mais importantes como o Real Madrid e Barcelona.
José Luiz Astiazaran, presidente da LFP, federação responsável pela organização do torneio, acredita que, caso a medida seja aprovada no Congresso e no Senado, os estrangeiros não terão mais interesse em jogar na Espanha. “Gostariámos de ter sido consultados para apresentar alternativas. Em janeiro, quando abre a janela de contratações, muitos já não vão mais querer vir, pois todos os contratos terão que ser revistos. Somos um setor que movimenta muito dinheiro, temos influência no PIB do país e criamos muitos empregos diretos.”, declarou o dirigente a rede EFE de televisão.
Alguns atletas e os próprios clubes já se movimentam para uma possível greve caso a lei não sofra alterações. Seria a primeira na história do futebol espanhol. O governo promete endurecer e a última chance de acordo ficou para o próximo dia 4 de dezembro, quando os dirigentes dos clubes vão se reunir com representantes governamentais. Para os legisladores, não é justo que os milionários jogadores contribuam com a mesma faixa que outros trabalhadores residentes na Espanha.
Porém, Astiazaran garante que essa medida vai trazer um prejuízo incrível para o futebol espanhol. Segundo ele, sem os grandes jogadores, cai o público, o dinheiro da televisão e as verbas dos patrocinadores. Os presidentes dos clubes já demonstraram apoio a Astiazaran e também criticam a falta de diálogo por parte do governo. A lei entrará em vigor em janeiro e não afetará os atletas que já atuam no campeonato local.