O “golpe da Copa da África” corre o mundo
Você, provavelmente, já recebeu alguma vez um e-mail dizendo que um grupo qualquer da África está maluco para fazer negócios com você, tudo muito fácil e vantajoso. Pois bem, esse golpe que corre a internet acaba de ganhar uma nova versão, mais sofisticada e com um novo propósito: enganar e roubar empresários do mundo todo usando a Copa do Mundo de futebol da África como gancho.
De acordo com a imprensa sul-africana, um empresário norte-americano revelou que quase foi vítima de um golpe milionário. Ron Koning, executivo da Global Software Applicattions, uma empresa de TI doa EUA, foi contatada há alguns meses por um sujeito que se identificou como Irvin Khoza - nada mais, nada menos do que o presidente do Comitê Organizador da Copa. O indivíduo disse que precisava de 500 quiosques “touch-screen” para o evento.
No fim de maio, Koning foi perguntado se poderia empatar a sua proposta com a de um suposto concorrente. Números altíssimos. No dia 8 de junho, Koning recebeu um e-mail pedindo seus dados bancários, pois sua empresa havia ganho a concorrência de US$ 5,2 milhões. Mas, além disso, o texto pedia também que Koning depositasse US$ 5 mil na conta do Comitê Organizador, como garantia.
Vale ressaltar que o certificado recebido pelo empresário tem o logo da Copa 2010 da Fifa, o brasão oficial do país no cabeçalho, assim como a assinatura de Khoza e até de Danny Jordan, da Fifa.
Koning desconfiou do negócio quando seus dados bancários e outros pessoais foram requisitados. “Durante um bom tempo eu pensei que estava conversando com Irvin Khoza, que solicitou os quiosques para os estádios. Quando ganhei, contei para todos os meus amigos e familiares. Agora estou muito decepcionado e ninguém da Fifa ainda nem me procurou.” disse o empresário.
O Comitê Organizador disse que nunca solicitou a compra desses quiosques e que vai investigar a fundo o caso, pois acredita que outras pessoas têm sido vítimas do mesmo golpe pelo mundo todo. Os responsáveis avisam que, em nenhum momento, procuram por fornecedores, já que todas as concorrências tem de ser publicadas para que os possíveis interessados façam parte do processo.