Terra Magazine

julho 13, 2009

Com Flamengo, Olympikus mira o topo e quer mais no futebol

Há cerca de quatro anos a Olympikus decidiu chegar ao topo. Mesmo já reconhecida pelo público por causa do patrocínio à seleção brasileira de volêi, a marca queria mais. Apostou forte nos Jogos Pan-Americanos, quando foi a responsável pelo fornecimento do uniforme de 25 países, e passou a investir muito em tecnologia e design no desenvolvimento de produtos para a linha running. Mas faltava o futebol. E veio o contrato com o Flamengo, na casa de R$ 21 milhões por ano para as próximas três temporadas, com direito a diversas ações de marketing diferenciadas, como a criação do museu do clube.

Para falar um pouco mais sobre o assunto, o blog Jogo de Negócios conversou com Marcio Callage, gerente de marketing da Olympikus. E revela: nos próximos dois anos, a Olympikus quer, pelo menos, ouros dois grandes clubes do futebol brasileiro.

Em abril, o Ibope divulgou uma pesquisa sobre como os jovens enxergam o esporte e a Olympikus era a única marca entre cinco mais lembradas que não atuava no futebol. No Brasil, é possível chegar ao topo sem o futebol? Ou o contrato com o Flamengo mostra essa necessidade?
A Olympikus ficou atrás apenas da Nike e da Adidas nesse estudo no índice de confiança, um resultado que muito nos orgulhou. Desde 2005, quando decidimos patrocinar os Jogos Pan-Americanos, duas palavras viraram mantras dentro da empresa: tecnologia e design. Nós íamos ter visibilidade com o patrocínio, mas o público tinha que perceber a evolução dos nossos produtos também. E oferecemos produtos de última tecnologia para 25 dos 42 participantes dos Jogos, montamos uma mini fábrica dentro da Vila Pan-Americana para atender os atletas e fazer qualquer ajuste necessário. Nós tínhamos o patrocínio aos atletas, uma mídia muito forte na Globo durante 2007 e 2008, e assim o público foi percebendo essa mudança.

E dá para fazer tudo isso sem o futebol?
Claro que dá. A Olympikus é hoje a maior marca esportiva brasileira. Mas depois que percebemos que o nosso trabalho estava consolidado, com esse trabalho junto ao COB e também com o vôlei - hoje a marca é sinônimo de vôlei no País -, aí sim nos sentimos preparados para entrar no futebol. E resolvemos entrar pela porta da frente, já com a maior torcida do País. Não queremos parar por aí. Para chegarmos ao topo temos que conquistar novos mercados, por isso vamos fazer esse trabalho com running (onde foram investidos R$ 10 milhões somente em tecnologia na criação do último lançamento) e também com o futebol. E assim vamos ser percebidos por outros públicos.

Por conta disso a Olympikus produzirá também chuteiras, uniformes, etc?
Estamos trabalhando nisso e nesse mês já vamos lançar as chuteiras. Mas a prioridade agora é atender o Flamengo. Nós vendemos mais de 200 mil camisas do time em pré-lançamento porque nos dedicamos a isso. A primeira coisa que temos que fazer é deixar o time, a diretoria e a torcida felizes. Os 35 milhões de torcedores são a nossa prioridade, para eles que temos que mostrar um bom trabalho. Por exemplo, fomos a primeira marca esportiva a ir para a televisão fazer um comercial de um clube específico durante uma final da Copa do Brasil.

O comportamento da diretoria do Flamengo foi muito criticado pela Nike e Petrobras, antigas parceiras do clube, nos últimos meses. Isso pesou em algum momento?
A nossa relação com a diretoria é muito boa, não temos do que reclamar. Até agora eles até nos incentivam com idéias e sugestões. Queremos fazer muita coisa na internet. O compromisso do museu, por exemplo, foi provocado pela diretoria. O dia que entendermos que torcida e diretoria flamenguistas estiverem satisfeitos, que nosso trabalho está consolidado, ai sim vamos procurar mais dois ou três grandes clubes do futebol brasileiro. Acredito que isso ocorrerá nos próximos dois anos.

foto: Vipcomm

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junho 25, 2009

Sem Flamengo, Nike foca no Corinthians

Tags:, , , - fabiokadow às 3:04 pm

Depois do fim da novela com o Flamengo, que não deixou de ter um final feliz para ambos os lados, já que o relacionamento estava totalmente desgastado, a Nike mira todas as suas armas (profissionais e financeiras) para o Corinthians. Pelo menos a curto prazo, é pouco provável que a empresa procure um substituto para o Flamengo. A ordem é fazer do contrato com o Corinthians o melhor do Brasil em termos de fornecimento, relacionamento e marketing.

E a mudança é clara no dia a dia do clube paulistano. Se antes os dirigentes bradavam por mudanças e criticavam a fornecedora, hoje o clima já é bem diferente, com profissionais da Nike atuantes e em contato com o time, comissão técnica e cartolas o tempo todo. A questão financeira, claro, também tem seu peso, afinal o Corinthians conseguiu um bom reajuste na renovação do contrato que terá início em janeiro de 2010 e vai até dezembro de 2014 (a empresa não revela o valor oficial).

A Nike resolveu dar tratamento VIP ao único clube de futebol brasileiro com quem vai trabalhar agora. Além desses profissionais presentes no clube, o marketing também tem como dever pensar em ações diferenciadas e de ativação a cada semana. Um gol de Ronaldo, uma vitória, um título, qualquer um desses fatos pode ser o motivo para uma campanha na mídia ou um evento.

O clima é tão bom que até a desfigurada camisa atual do time vai para as lojas. A partir de agosto, o torcedor que aprovar e quiser o modelo recheado de patrocinadores poderá comprar o seu uniforme. O resultado dessa aposta, claro, vai depender da performance do time em campo. Como já disse o diretor de Marketing, Luis Paulo Rosenberg, para esse blog: “Vale tudo pela Libertadores em 2010.”

foto: Futura Press

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abril 3, 2009

Por que investir no Flamengo?

Tags:, , , - fabiokadow às 4:39 pm

Ontem o Flamengo anunciou, de forma unilateral, o rompimento de contrato de patrocínio com a Petrobras, depois de um relacionamento de quase 25 anos, que elevou a marca da empresa como a patrocinadora esportiva mais reconhecida entre os cariocas (pesquisa feita em dezembro último pela SportTrack com 4 000 entrevistados do eixo Rio-São Paulo). O motivo: o clube não conseguiu as Certidões Negativas de Débito, exigidas pelo Governo Federal para que a verba pública, que seria de R$ 14,2 milhões esse ano, seja liberada.

No comunicado oficial, feito pelo presidente em exercício Delair Dumbrosck, o dirigente assumiu que a situação econômica do time é grave, com dívidas superiores a R$ 200 milhões. “Não poderíamos seguir com os problemas com a Petrobras.” Já a empresa, ressaltou o motivo dessa quebra do clube. “A Petrobras foi pega de surpresa, já que, como acordado, estava aguardando a regularização fiscal do Clube para efetivar o novo contrato.”

O clube disse que já negocia com algumas empresas, não só para a camisa como também para mangas e calções. Quer receber cerca de R$ 18 milhões. E ai que entra o inexplicável: um clube afogado em dívidas, que durante anos recebeu dinheiro publico, quando exigido para que regularize sua situação (para continuar recebendo milhoes), resolve simplesmente anunciar (num tom de impaciência) que não tem mais interesse em continuar, pois vai receber ainda mais de alguma empresa privada que não exige… que ela seja idônea!

E parte da imprensa esportiva compra essa história e lança o Fla como estrategista. A torcida, claro, compra também. E alguns empresários (os tais interessados) também concordam com isso? Ou a mídia e exposição que o Flamengo vai gerar (gigante, fantástica) pesam muito mais na balança do que o fato de investir num clube que não paga seus funcionários e não cumpre com usas obrigações com o governo e e cidadãos? Pelo jeito sim.

Os torcedores já foram acusados de cegueira, fanatismo e outros adjetivos. Então esses possíveis novos patrocinadores também o são ou simplesmente estão cientes de que os milhares de torcedores da maior legião de fãs (e consumidores) não atentam para esses fatores administrativos do clube?

O Flamengo não é o único, é bom frisar. No momento, o Vasco também está impedido de assinar com a Eletrobras. E 99% dos times também têm dívidas com o governo. E ainda tem a Timemania. Esse é apenas um exemplo da situação do futebol brasileiro.

A diretoria rubro-negra atual, com a bomba nas mãos, fez as contas da incompetência de seus antecessores e escolheu seguir outros rumos. Se assinar com alguém por R$ 10 milhões, já é lucro - com a Petrobras, poderia ter sua dívida descontada nos pagamentos, o que reduziria drasticamente a verba. Mas deve assinar por mais. Assim como também, no ano passado, já rasgou o contrato assinado e quis dar um pontapé na Nike por simplesmente ter uma proposta melhor. Perdeu na Justiça.

E agora? Bem, agora aguardemos segunda-feira, quando será apresentado o novo patrocinador do Flamengo. E que os R$ 14,2 milhões da Petrobras sejam bem aplicados em outras ações esportivas, como nas nossas equipes olímpicas, por exemplo. Apesar que dai entra o COB…

foto: Gazeta Press

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janeiro 7, 2009

Nike quer continuar com Flamengo e Corinthians

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:05 pm

A Nike sofreu durante o ano de 2008 no futebol brasileiro. Durante quase todo o ano Corinthians e Flamengo reclamaram do atendimento, dos produtos, da distribuição e, principalmente, dos valores dos contratos – que é, na verdade, o real motivo da insatisfação. Fato é que ambos os clubes, desde o momento em que assinaram os papéis, sabiam dos valores e do tempo de duração. Porém, com propostas melhores de outras empresas, resolveram bradar, pedindo o rompimento da relação.

O Corinthians, com o tempo, recuou e parece ter acalmado, pelo menos até o fim do ano, que é quando termina o atual acordo. O Flamengo, que tem uma proposta milionária da Olympikus, foi mais longe. Chegou a jogar e treinar com outro material, sem a logomarca da Nike. Depois de uma primeira derrota na justiça, o time teve que voltar a usar Nike e o assunto esfriou até o fim do campeonato brasileiro. Mas foi só 2009 começar para o relacionamento novamente entrar com a crise, com o declaração de Delair Dumbrosck, dirigente rubro-negro, de que tudo já está acertado com a Olympikus (a empresa já que negou).

Falta de profissionalismo dos clubes brasileiros, que simplesmente desprezam os contratos assinados, ou eles estão com a razão?

Para entender qual a real situação, o blog Jogo de Negócios conversou com David Grinberg, Gerente de Comunicação da Nike do Brasil, que garante: “Estamos muito satisfeitos com Corinthians e Flamengo e comprometidos com as nossas parcerias.”

Qual a situação atual dessa crise entre Flamengo e Nike?
Em maio do ano passado a Nike foi surpreendida com a informação de que o Flamengo havia fechado um contrato com a Olympikus e que, por conta disso, o clube estaria quebrando, de forma unilateral, o acordo com a Nike. Em virtude disso, nós fomos buscar os nossos direitos. Afinal, existia e existe um contrato válido, assinado por ambas as partes, que vai até junho de 2009 (Nike e Flamengo estão juntos desde 2000). O Flamengo, para tomar essa atitude, alegou uma série de fatos que estaria motivando-os a trocar de fornecedor. Nós tínhamos respostas para todos esses fatos levantados, então o caso foi para a justiça, que comprovou isso.

E como está esse processo?
Existe um processo correndo na Câmara do Comércio Internacional, mas, além disso, nós precisávamos tomar uma ação imediata para evitar os danos que estavam sendo causados à Nike por conta da não exposição da nossa marca nos uniformes, site do clube, placas de campo e em todos os outros lugares que tínhamos direito. Sendo assim, conseguimos, em primeira instância, uma liminar que manteve o contrato e obriga o clube, sob pena de multa diária, a continuar cumprindo o que foi assinado. O Flamengo recorreu, nós ganhamos de novo. Depois, em mais um julgamento, manteve-se a decisão.

Como se posicionou a matriz da Nike, nos EUA?
A gente sempre teve todo o suporte para tomar as medidas que fossem necessárias. O que queremos é que se cumpra o contrato vigente. Existem formas de rompê-lo que podem ser conversadas, cláusulas. Existe multa, por exemplo. Mas não pode ser assim. Temos vários compromissos que precisam ser cumpridos e acredito que até junho não ter como mudar essa situação. Depois disso, apesar do direito que temos de tentar cobrir qualquer proposta pela renovação de contrato, ainda não sabemos o que vai acontecer.

Com relação ao Corinthians, como está a situação, já que também houve reclamações por parte do clube no ano passado?
A situação está muito boa, realmente as coisas se acertaram, está tudo bem encaminhado e as duas partes estão satisfeitas. Quer dizer, se perguntarem para o Corinthians eles vão dizer que querem receber mais, mas esse é o contrato que está assinado e vai até o fim de 2009. Do ponto de vista operacional, a parceria está redonda e existe empatia.

Caso ocorra o rompimento com uma dessas equipes, a Nike já tem planos?
No momento estamos satisfeitos e comprometidos com as duas parcerias. Estamos nos esforçando ao máximo para oferecer os melhores serviços e as reclamações que existiam pararam. Queremos desenvolver ações diferenciadas que levem motivação para os torcedores. O objetivo é se consolidar de vez no mercado do futebol brasileiro, através dos clubes, dos jogadores e da seleção brasileira.

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dezembro 8, 2008

Petrobras corta verbas e Fla pode ser o próximo

Tags:, , , , , - fabiokadow às 12:01 pm

Uma das maiores patrocinadoras do esporte está saindo de campo. A Petrobras vem anunciando diversos cortes nas principais ações de marketing esportivo que a empresa realiza e os próximos alvos podem ser a Fórmula 1 e o Flamengo.

O primeiro a sofrer com a nova política da empresa, reflexo da crise econômica mundial, foi o Cômite Olimpico Brasileiro. Depois de investir R$ 26 milhões nesse ano na preparação dos atletas olimpicos para Pequim, a Petrobras ja confirmou que não vai se utilizar da Lei de Incentivo ao Esporte em 2009. Isso porque nenhum dos projetos apresentados agradou seus executivos ou não se enquadrou nas exigências mínimas requeridas.

Na Fórmula 1, depois da saída da equipe Williams, o quase certo acordo de US$ 7 milhões que a estatal tinha com a equipe Honda se desfez com a retirada da montadora japonesa da competição, conforme anunciado na semana passada. Agora a empresa terá de decidir se economiza esse dinheiro (o que parece ser mais provável) ou tenta entrar em alguma outra escuderia (o que envolveria ainda mais verba).

Por último, o contrato de patrocínio com o Flamengo, que no ano que vem completa 25 anos, também pode estar com seus dias contados. Primeiro o time carioca pediu um aumento dos atuais R$ 16 milhões por ano para R$ 20 milhões, logo negado pela Petrobras. Agora a diretoria da empresa já desaconselhou a renovação do contrato para 2009, como pretendia o time carioca. Com isso, o Flamengo, depois de perder uma vaga para a Libertadores, também pode ficar sem seu principal patrocinador, o que afetaria, e muito, o orçamento do clube para contratações e investimentos.

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