Terra Magazine

setembro 25, 2009

Escândalo faz Renault perder patrocinadores e muito dinheiro

Tags:, , , , , - fabiokadow às 3:56 pm

O vexame histórico produzido pela equipe Renault na Fórmula 1 começa também a afetar os negócios da escuderia. Dois dos principais patrocinadores anunciaram que vão romper o contrato imediatamente por causa do fato ocorrido.

O grupo holandês ING já havia avisado que não renovaria o patrocinio que termina no final do ano, mas, depois do escândalo, resolveu que quer o rompimento do contrato agora mesmo, faltando ainda quatro grandes-prêmios para o fim da temporada. “A ING está profundamente desapontada com o que aconteceu”, declarou em nota oficial. Uma perda considerável para a Renault, já que o dinheiro da ING, cerca de US$ 65 milhões, corresponde a mais da metade das receitas de patrocínio da equipe.

Outra empresa que tomou a mesma decisão, pelas mesmas razões, foi a espanhola Mutua Madrilena, que também tem um contrato de patrocínio pessoal com o piloto Fernando Alonso - esse será mantido. “Acreditamos que a conduta dos chefes da equipe nesse episódio foi muito grave e não comprometida com a integridade do esporte, pilotos, público e equipe do circuito. E isso afeta a imagem e a reputação dos seus patrocinadores também.” disse o comunicado oficial da empresa, que já pediu para a Renault retirar a logomarca dos carros.

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agosto 31, 2009

O escândalo e o momento delicado da Renault

Ontem, o comentarista de automobilismo da Rede Globo, Reginaldo Leme, deu um “furo” jornalístico que repercutiu no mundo todo. Durante a própria transmissão, ficou claro o espanto de todos quando Leme deu a notícia que a equipe Renault está sendo investigada por ter obrigado o piloto Nelsinho Piquet a provocar um acidente durante o GP de Cingapura do ano passado para, assim, garantir a vitória do espanhol Fernando Alonso, companheiro de Piquet na Renault. Segundo a denúncia, até o ponto do acidente teria sido determinado, um local onde certamente ocorreria a bandeira amarela e, consequentemente, a entrada do safety car.

A ordem teria partido do polêmico Flavio Briatore, chefe da equipe e dono de um currículo repleto de escândalos, que agora corre o risco de ser banido do esporte, caso a suspeita se confirme.

Era só o que faltava para a Renault no Brasil, uma das principais patrocinadoras das transmissões da TV Globo, graças aos R$ 53 milhões pagos antes da temporada. O ano parecia ser perfeito: piloto brasileiro (Nelsinho Piquet) confirmado para a segunda temporada (da qual se esperava bem mais) e o espanhol Fernando Alonso voltando a conseguir bons resultados.

Mas ninguém poderia prever o “fator Briatore”. Primeiro foi a demissão, depois de muita briga e ofensas, de Nelsinho Piquet, que vinha estrelando uma campanha promocional da montadora no Brasil. Os filmes (assim como o hotsite) que convidam os consumidores a participarem da promoção que vai levar um fã para dar uma volta num carro de F1 na França continuam no ar, mas já sem a presença do piloto, como vocês já devem ter reparado.

Agora surge esse escândalo, que já vem sendo chamado como o “pior da história da F1″, como o próprio apresentador do Fantástico, Tadeu Schmidt, disse ao apresentar a matéria, poucos segundos depois da marca Renault ter sido veiculada no intervalo como uma das patrocinadoras da F1. Quais as consequências desses fatos para o marketing e os negócios da empresa? Com relação ao marketing, sem dúvida nenhuma, o momento é super delicado.

Se uma empresa decide investir milhões no patrocínio da mais famosa categoria de automobilismo do mundo é porque quer associar sua marca aos valores desse esporte, certo? Com o barulho da mídia, esses milhões de reais podem ter ido por água abaixo, deixando ainda a marca arranhada. Nos negócios, acredito que, por enquanto, pouco (ou nada) deve ser afetado, já que apenas os mais fanáticos levariam isso como fator fundamental para a compra de um carro.

foto: Getty Images

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