Terra Magazine

setembro 21, 2009

Palmeiras, Samsung e Adidas: casamento perfeito no marketing

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:24 pm

Nos últimos anos o Palmeiras ficou conhecido pelas suas ferrenhas disputas políticas, onde oposição e situação não se misturam e chegam, até, a criar boatos para prejudicar a administração do próprio clube. Esse caldeirão, aliado a falta de profissionalismo que existia no departamento de marketing, por muitas vezes atrapalhou o relacionamento do clube com seus patrocinadores e fornecedores (com algumas exceções, como, por exemplo, em alguns anos da Parmalat).

Porém, 2009 tem sido um ano diferente. O que se vê atualmente é um casamento perfeito entre Palmeiras, Samsung e Adidas quando o assunto é estratégias e ações de marketing e vendas. O pomposo lançamento da camisa azul, sucesso de vendas, é o maior exemplo disso. Foram realizadas promoções, vídeos, ações na web, etc. Para saber mais sobre essa parcerias, o blog entrevistou David Grinberg, que durante anos foi o responsável pela comunicação da Nike no Brasil e desde o mês passado está na Samsung, onde chegou para incrementar o departamento de marketing esportivo da empresa.

O que muda com a sua chegada e quais os planos para 2009 e 2010?
Este ano vamos dar sequencia a um trabalho que já vinha sendo realizado, manter a estratégia. A Samsung é pioneira, criou um departamento de marketing esportivo em 2005 e desde então vem se reforçando, investindo. De cara, poderei ajudar com a experiência e o olhar de quem já trabalhou numa grande marca do mercado esportivo. Para 2010 queremos reforçar ainda mais a parceria com o Palmeiras e criar ações inovadoras e diferenciadas para o torcedor.

Mas já é visível uma presença maior da Samsung na internet, nas redes sociais, com ações específicas para o meio, que é uma característica forte da Nike.
Quando cheguei percebi que tinhamos muito material produzido. Faltava somente essa ativação e não tem canal melhor para isso do que o on-line. É uma tendência entre os fãs de esporte, que se sentem mais próximos da marca, que passa a ser reconhecida, e do time. Então aumentamos ainda mais a coleta desse conteúdo, que é muito bom, e passamos a divulgá-lo em nosso site, no youtube, twitter, etc. Vamos usar muito isso mesmo, para tudo. Mas não pretendemos ser uma agência de notícias, o que queremos é trazer um olhar diferenciado, imagens de bastidores, promoções, fatos inéditos.

Para o lançamento da camisa azul (e também em outras ações realizadas ao longo do ano, dentro e fora de campo), o que se percebe é uma sintonia muito grande entre a empresa e a Adidas, que é a fornecedora de material esportivo do clube. Como é esse relacionamento?
É muito bom mesmo, até raro de ver nesse meio. Tanto com a Adidas, como com o Palmeiras. Todas as grandes ações são desenhadas a seis mãos, como no caso do uniforme azul. Planejamos, conversamos, cada um fez a sua parte e a sinergia foi total entre as empresas e o clube. Claro que cada um tem os seus objetivos a serem alcançados no mercado e, no meio, tem o Palmeiras, também com suas prioridades. Por sinal, falaram que a cor da camisa foi para satisfazer a Samsung, mas o projeto de uma camisa azul no Palmeiras já existe desde o ano passado, antes da nossa chegada no clube.

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janeiro 7, 2009

Nike quer continuar com Flamengo e Corinthians

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:05 pm

A Nike sofreu durante o ano de 2008 no futebol brasileiro. Durante quase todo o ano Corinthians e Flamengo reclamaram do atendimento, dos produtos, da distribuição e, principalmente, dos valores dos contratos – que é, na verdade, o real motivo da insatisfação. Fato é que ambos os clubes, desde o momento em que assinaram os papéis, sabiam dos valores e do tempo de duração. Porém, com propostas melhores de outras empresas, resolveram bradar, pedindo o rompimento da relação.

O Corinthians, com o tempo, recuou e parece ter acalmado, pelo menos até o fim do ano, que é quando termina o atual acordo. O Flamengo, que tem uma proposta milionária da Olympikus, foi mais longe. Chegou a jogar e treinar com outro material, sem a logomarca da Nike. Depois de uma primeira derrota na justiça, o time teve que voltar a usar Nike e o assunto esfriou até o fim do campeonato brasileiro. Mas foi só 2009 começar para o relacionamento novamente entrar com a crise, com o declaração de Delair Dumbrosck, dirigente rubro-negro, de que tudo já está acertado com a Olympikus (a empresa já que negou).

Falta de profissionalismo dos clubes brasileiros, que simplesmente desprezam os contratos assinados, ou eles estão com a razão?

Para entender qual a real situação, o blog Jogo de Negócios conversou com David Grinberg, Gerente de Comunicação da Nike do Brasil, que garante: “Estamos muito satisfeitos com Corinthians e Flamengo e comprometidos com as nossas parcerias.”

Qual a situação atual dessa crise entre Flamengo e Nike?
Em maio do ano passado a Nike foi surpreendida com a informação de que o Flamengo havia fechado um contrato com a Olympikus e que, por conta disso, o clube estaria quebrando, de forma unilateral, o acordo com a Nike. Em virtude disso, nós fomos buscar os nossos direitos. Afinal, existia e existe um contrato válido, assinado por ambas as partes, que vai até junho de 2009 (Nike e Flamengo estão juntos desde 2000). O Flamengo, para tomar essa atitude, alegou uma série de fatos que estaria motivando-os a trocar de fornecedor. Nós tínhamos respostas para todos esses fatos levantados, então o caso foi para a justiça, que comprovou isso.

E como está esse processo?
Existe um processo correndo na Câmara do Comércio Internacional, mas, além disso, nós precisávamos tomar uma ação imediata para evitar os danos que estavam sendo causados à Nike por conta da não exposição da nossa marca nos uniformes, site do clube, placas de campo e em todos os outros lugares que tínhamos direito. Sendo assim, conseguimos, em primeira instância, uma liminar que manteve o contrato e obriga o clube, sob pena de multa diária, a continuar cumprindo o que foi assinado. O Flamengo recorreu, nós ganhamos de novo. Depois, em mais um julgamento, manteve-se a decisão.

Como se posicionou a matriz da Nike, nos EUA?
A gente sempre teve todo o suporte para tomar as medidas que fossem necessárias. O que queremos é que se cumpra o contrato vigente. Existem formas de rompê-lo que podem ser conversadas, cláusulas. Existe multa, por exemplo. Mas não pode ser assim. Temos vários compromissos que precisam ser cumpridos e acredito que até junho não ter como mudar essa situação. Depois disso, apesar do direito que temos de tentar cobrir qualquer proposta pela renovação de contrato, ainda não sabemos o que vai acontecer.

Com relação ao Corinthians, como está a situação, já que também houve reclamações por parte do clube no ano passado?
A situação está muito boa, realmente as coisas se acertaram, está tudo bem encaminhado e as duas partes estão satisfeitas. Quer dizer, se perguntarem para o Corinthians eles vão dizer que querem receber mais, mas esse é o contrato que está assinado e vai até o fim de 2009. Do ponto de vista operacional, a parceria está redonda e existe empatia.

Caso ocorra o rompimento com uma dessas equipes, a Nike já tem planos?
No momento estamos satisfeitos e comprometidos com as duas parcerias. Estamos nos esforçando ao máximo para oferecer os melhores serviços e as reclamações que existiam pararam. Queremos desenvolver ações diferenciadas que levem motivação para os torcedores. O objetivo é se consolidar de vez no mercado do futebol brasileiro, através dos clubes, dos jogadores e da seleção brasileira.

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