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junho 25, 2009

Sem Flamengo, Nike foca no Corinthians

Tags:, , , - fabiokadow às 3:04 pm

Depois do fim da novela com o Flamengo, que não deixou de ter um final feliz para ambos os lados, já que o relacionamento estava totalmente desgastado, a Nike mira todas as suas armas (profissionais e financeiras) para o Corinthians. Pelo menos a curto prazo, é pouco provável que a empresa procure um substituto para o Flamengo. A ordem é fazer do contrato com o Corinthians o melhor do Brasil em termos de fornecimento, relacionamento e marketing.

E a mudança é clara no dia a dia do clube paulistano. Se antes os dirigentes bradavam por mudanças e criticavam a fornecedora, hoje o clima já é bem diferente, com profissionais da Nike atuantes e em contato com o time, comissão técnica e cartolas o tempo todo. A questão financeira, claro, também tem seu peso, afinal o Corinthians conseguiu um bom reajuste na renovação do contrato que terá início em janeiro de 2010 e vai até dezembro de 2014 (a empresa não revela o valor oficial).

A Nike resolveu dar tratamento VIP ao único clube de futebol brasileiro com quem vai trabalhar agora. Além desses profissionais presentes no clube, o marketing também tem como dever pensar em ações diferenciadas e de ativação a cada semana. Um gol de Ronaldo, uma vitória, um título, qualquer um desses fatos pode ser o motivo para uma campanha na mídia ou um evento.

O clima é tão bom que até a desfigurada camisa atual do time vai para as lojas. A partir de agosto, o torcedor que aprovar e quiser o modelo recheado de patrocinadores poderá comprar o seu uniforme. O resultado dessa aposta, claro, vai depender da performance do time em campo. Como já disse o diretor de Marketing, Luis Paulo Rosenberg, para esse blog: “Vale tudo pela Libertadores em 2010.”

foto: Futura Press

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maio 5, 2009

Rosenberg avisa: vale tudo para buscar a Libertadores em 2010

Tags:, , , - fabiokadow às 10:15 am
A camisa do Corinthians com seus diversos patrocinadores

A camisa do Corinthians com seus diversos patrocinadores

Dezembro de 2008. O Corinthians anuncia a contratação de Ronaldo e a opinião pública e da mídia esportiva é unânime: uma jogada de marketing. Pouco mais de cinco meses depois e as atuações de Ronaldo em campo, mais o título paulista, parecem terem sido suficientes para acabar com aquela primeira impressão. A jogada foi sim de marketing, mas dentro de campo também deu resultado.

O blog Jogo de Negócios entrevistou Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians, para fazer um balanço dessa primeira etapa do ano. Rosenberg é só elogios a torcida corintiana e diz que deveria ter feito ainda muito mais no marketing.

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Depois, ele comenta sobre os diversos patrocínios (Batavo, Bozzano, Grupo Silvio Santos) que invadiram na camisa do Corinthians - prática criticada pelos especialistas e anteriormente só utilizada em times pequenos, como o Brasiliense. Confessa que não gosta dela assim, mas avisa: tudo vale em busca da Libertadores no ano do centenário (2010).

Com o título, poderia destacar, por favor, o ponto mais positivo e o negativo do Corinthians na área de marketing durante esse período? Seriam, respectivamente, o projeto Ronaldo e aquele periodo se patrocinio?
O Ronaldo é projeto do Futebol, não do Marketing. O nosso pico é o filme FIEL, com ele perpetuamos na tela o que nos faz diferentes, únicos, apixonados sem condicionalidades. Porque caímos para Segundona sem quebrar cotovelo de técnico, porque voltamos à Primeira sem achincalharmos  o time com estádios vazios. Por que só nós invadimos outro estado, com mais de 40 mil fanáticos. Permanente no Corinthians é a Fiel, o resto é passageiro. De negativo, reconheço que fizemos muito menos do que deveríamos, parte por incompetência minha, parte porque mais um pouco se sobrecarga na equipe do Marketing e eu seria preso por implantar o trabalho escravo. 
 
Sobre patrocínio, muitos especialistas estão criticando a quantidade de patrocinadores na camisa do Corinthians, dizendo que o excesso, além de esteticamente não ser bonito, desvaloriza o produto. Que apenas times menores precisariam de tal estratégia. Por favor, qual sua opinião sobre isso e se existe, ainda, algum espaço que possa ser negociado.
Esteticamente, é uma questão de gosto. Eu, pessoalmente, prefiro a camisa lisa. Porém, não dá para pedir despojamento econômico e esquadrão campeão. Quem não entender que um time campeão precisa de recursos abundantes é um sonhador. E a missão que o Presidente Andrés nos determinou foi de viablizar economicamente a conquista da Libertadores no ano do Centenário. Doa a quem doer!

foto: Agencia Lance

 

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maio 4, 2009

Nike comemora e homenageia o título corintiano

Tags:, , , - fabiokadow às 2:31 pm

Depois de confirmado o rompimento da Nike com o Flamengo e da renovação com o Corinthians, a empresa cada vez mais cultiva o seu relacionamento com o time paulista, que ontem sagrou-se campeão paulista e que passará a ser, provavelmente, o único clube de futebol patrocinado pela Nike no Brasil. Uma mudança radical com relação ao ano passado, quando a insatisfação era geral

Foram lançados nessa segunda-feira anúncios na mídia impressa comemorando o feito do Timão (veja as imagens, a criação é da agência F/Nazca). Além deles, há também um filme, que você pode assistir clicando aqui

Como produto para o consumidor, a Nike preparou uma camiseta especial, com 26 estrelas que representam a quantidade de títulos paulistas conquistados pelo Corinthians (preço de R$ 70). E no sábado, aqueles que comprarem a novo uniforme de jogo do time, que já está nas lojas, poderão acompanhar no estádio do Pacaembú o último treino da equipe antes da estréia no Brasileirão.

Vale lembrar que o novo acordo terá início em 1º de janeiro de 2010 e vigorará até 31 de dezembro de 2014. Como diz o ditado: quem tem, cuida.

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abril 1, 2009

Samsung: rivalidade não atrapalha as vendas

Tags:, , , , , - fabiokadow às 4:06 pm

Diversas empresas ainda têm medo de patrocinar times de futebol, em função de uma possível rejeição dos torcedores a seus produtos. Em lugares como no Rio Grande do Sul, por exemplo, esse fator tem atrapalhado Grêmio e Inter nas negociações por valores mais altos, já que as empresas usam esse argumento para dividir a verba total nos dois times. Mito ou realidade? O blog conversou com Carlos Werner, diretor de Marketing da Samsung, empresa que, em pouco mais de um ano, simplesmente trocou o Corinthians pelo maior rival, o Palmeiras. Veja a opinião dele.

Quais os planos da Samsung para os três anos de contrato com o Palmeiras?
É uma parceria que nos dá um leque muito grande de possibilidades. Começamos com as mais básicas, como camisa, promoções, backdrops, placas, camarotes, ações de relacionamento com imprensa, clientes e fornecedores. Queremos ir além disso.

O que mudou do contrato entre a Samsung e o Corinthians para agora? Qual a evolução e o aprendizado da empresa?
A primeira coisa foi estruturar uma área de marketing esportivo na empresa. Temos hoje a expertise e a capacidade de fazer toda a negociação sem intermediários. Isso nos trouxe uma agilidade muito grande. O departamento também pesquisa quais as ações mais eficazes para as nossas atividades. Os dois contratos com o Corinthians nos trouxeram muita experiência, também fora do futebol. A Samsung tem outras iniciativas de marketing esportivo em corridas de ruas, patrocínio das Olimpíadas e de atletas.

Muito se fala de uma possível rejeição dos torcedores adversários, principalmente no caso de uma troca entre rivais.
Nenhuma empresa no Brasil tinha feito uma troca tão radical. Tudo foi muito bem pensado e estudado. Temos pesquisas com torcedores fanáticos e constatamos que não há rejeição. Fazemos um acompanhamento constante nas redes sociais da internet, pesquisamos com todos os torcedores e não existe nenhum dado de venda que indique isso. O eletroeletrônico é uma despesa planejada. Ninguém vai deixar de comprar uma televisão ou um carro porque não está no time preferido. Perceba que a indústria está no foco do futebol paulista (São Paulo e Santos também têm patrocinadores do setor e a Panasonic esteve na camisa do Corinthians no jogo contra o Palmeiras).

*parte desse artigo também foi publicado no site da revista CartaCapital

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março 19, 2009

Como o Corinthians mudou do Carrefour para a Batavo

Tags:, , , , - fabiokadow às 7:02 pm

Aquela que parecia ser a maior vantagem do contrato com o Carrefour, a chamada mídia cooperada com seus fornecedores, acabou tornando-se o maior empecilho para o cancelamento de um contrato que estava 99% certo na mesa dos dirigentes corintianos (clique aqui e leia a matéria publicada no dia 5 de março por esse blog). Uma virada de mesa trouxe de volta a Batavo, parceira em 1999 e 2000, para o uniforme do alvinegro paulista.

De última hora, o Corinthians não aceitou esse modelo, em que a rede de supermercados iria, a cada jogo ou por um determinado período, estampar também as marcas dos seus fornecedores, que ajudariam, claro, a pagar os R$ 20 milhões por ano. O Timão pediu mais dinheiro por isso. O Carrefour não aceitou.

Se o objetivo inicial, ainda no fim do ano passado, era chegar aos sonhados R$ 30 milhões só com o patrocínio principal da camisa, podemos dizer que a diretoria do Corinthians falhou. Ou melhor, caiu na real. Nos últimos três meses várias negociações foram falhando por causa dessa irredutibilidade dos dirigentes do clube, que exigiam valores exagerados para a atual situação econômica do país e do mundo.

A camisa do Corinthians vale R$ 30 milhões por ano? Vale, até mais. Segundo o último estudo da Informídia, o Timão ficou em segundo lugar no ranking de visibilidade de 2008, com uma mídia espontânea estimada de R$ 2,694 bilhões, perdendo apenas para o Palmeiras, que teve R$ 2, 754 bilhões. Mas não nesse momento.

Primeiro pelo motivo já citado, segundo porque o marketing esportivo no Brasil ainda está dando seus primeiros passos rumo a profissionalização e, consequentemente, a valores mais altos (faça uma comparação entre os valores  de patrocínio contratados atualmente pelos grandes clubes com aqueles de dez anos atrás, por exemplo. O mesmo para os direitos de televisão…).

A estratégia de vender patrocínios por jogos rendeu ao Corinthians um bom dinheiro, principalmente no caso do clássico contra o Palmeiras, quando Visa, Panasonic e Lupo trouxeram cerca de R$ 700 mil aos cofres. Mas quantos Palmeiras e Corinthians terão no ano? E mais: quantas “voltas de Ronaldo” teremos no ano? Ficou claro o risco dessa estratégia no último fim de semana, quando a fabricante de motos Dafra desistiu do negócio ao saber que Ronaldo não iria jogar contra o Santo André.

O tempo passou, a água foi subindo, a soberba diminuindo e a proposta de R$ 20 milhões do Carrefour foi amadurecendo. Mas, aos 45 minutos do segundo tempo, por esse pequeno detalhe que falamos no começo do texto, o negócio melou.

Chega a vez da Batavo, trazida pela agência de publicidade Dez Propaganda e pela de marketing esportivo Off Field. Ah, quanto a Batavo vai pagar? Um pouco menos dos que os R$ 20 milhões do Carrefour. Serão R$ 18 milhões por 10 meses. Bem, ainda restam o calção e a manga, que, como sabemos são de Ronaldo.

Atualização as 18:37 hs:
Leiam no blog da Marília Ruiz mais detalhes sobre essa confusa negociação. Com direito até a frase do presidente Andres Sanchez confirmando o Carrefour no começo da tarde. E voltando atrás logo depois, dizendo que a Batavo fez a melhor proposta. Será?

SOBRE OS DADOS DA INFORMIDIA:
A Informidia é uma empresa especializada em medir a exposição da marca nos veículos de mídia (revistas, jornais, televisão, etc), a mais reconhecida quando o assunto é marketing esportivo. Além de grandes empresas, trabalha também com os principais clubes brasileiros e com o Clube dos 13. Os dados citados no texto, se referem ao ano de 2008 e foram divulgados recentemente e publicados pelo jornal Valor Econômico na edição do dia 18 de março.

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março 5, 2009

Visa e Panasonic na camisa do clássico

Tags:, , , , - fabiokadow às 11:10 pm

Nada como um bom espetáculo para gerar bons negócios. Depois de confirmar a Visa na frente e nas costas da camisa, o Corinthians também fechou acordo com a empresa de eletroeletrônicos Panasonic para as mangas. Serão mais R$ 150 mil para os cofres alvinegros (especula-se que Visa tenha pago três vezes mais que esse valor). O acordo vale somente para esse jogo, mas há a possibilidade da multinacional fechar contrato para o restante da temporada. Ainda hoje, aqui no blog, você leu que o Carrefour está muito próximo de se tornar o patrocinador fixo principal para o ano de 2009. 

Detalhe curioso: a agência de marketing de José Carlos Brunoro foi a responsável por toda a negociação. Brunoro, que atualmente também trabalha para o grupo Pão de Açucar, ficou conhecido no mundo do futebol pelo projeto de gestão que realizou no Palmeiras, o rival do clássico de domingo, durante a época da Parmalat. E foi ele também quem levou a mesma Panasonic para o Santos há alguns anos.

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Corinthians está prestes a anunciar seu patrocinador

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:17 pm

Depois de muita novela, que teve dezenas de supostos interessados e diversos números como personagens, o Corinthians está muito próximo de fechar com um patrocinador fixo para a temporada 2009. A rede de supermercados Carrefour vai pagar cerca de R$ 20 milhões (valores não confirmados) ao time paulista. Caso isso se confirme, o clube passa a ter o maior contrato do Brasil.

A empresa, de origem francesa, tem cerca de 15 mil lojas espalhadas em mais de 30 países e no esporte patrocina também a seleção de futebol da França. Quando questionada pelo blog no dia 18 de fevereiro sobre o assunto, a assessoria de imprensa do grupo respondeu que não comentaria o assunto. Mas também não negou. A mesma linha vem tendo a diretoria do Corinthians.

Ao que tudo indica, o Carrefour utilizará de uma estratégia conhecida no meio como mídia cooperada, estampando também o nome de alguns de seus parceiros e fornecedores - o que já acontece, por exemplo, no caso do São Paulo com a LG e a rede de lojas Fast Shop.

Um dos motivos que vem arrastando um pouco a negociação, que teve mais um capítulo na noite de ontem, é o desejo da marca estar presente já no clássico de domingo, que vem chamando muito a atenção da mídia por diversos motivos. Porém, o clube já fechou com a Visa para essa partida e assim criou-se um empecilho. O martelo ainda não foi batido.

De qualquer forma, o Corinthians acionou a Nike para que, numa emergência, os novos uniformes fiquem pronto para a partida.

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março 4, 2009

Derby terá bola personalizada

Tags:, , , , - fabiokadow às 6:23 pm

Troféu, logomarca, cobertura extensa da televisão, a provável presença de Ronaldo… e agora até bola personalizada. As diretorias de Palmeiras e Corinthians realmente deram um primeiro passo para que o mais famoso derby paulista ganhe ainda mais charme com ações diferenciadas de marketing.

A Topper, responsável pela bola do campeonato paulista, entrou na jogada e produziu uma bola com a logomarca criada pelo marketing do Palmeiras (aprovada pelo Corinthians) e que será utilizada exclusivamente no jogo de domingo. Além disso, os árbitros também vão ganhar uma roupa especial, na cor laranja.

Pelo tamanho das torcidas e do potencial dos times, ainda é pouco, mas, como disse, não deixa de ser um primeiro passo.

 

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janeiro 7, 2009

Nike quer continuar com Flamengo e Corinthians

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:05 pm

A Nike sofreu durante o ano de 2008 no futebol brasileiro. Durante quase todo o ano Corinthians e Flamengo reclamaram do atendimento, dos produtos, da distribuição e, principalmente, dos valores dos contratos – que é, na verdade, o real motivo da insatisfação. Fato é que ambos os clubes, desde o momento em que assinaram os papéis, sabiam dos valores e do tempo de duração. Porém, com propostas melhores de outras empresas, resolveram bradar, pedindo o rompimento da relação.

O Corinthians, com o tempo, recuou e parece ter acalmado, pelo menos até o fim do ano, que é quando termina o atual acordo. O Flamengo, que tem uma proposta milionária da Olympikus, foi mais longe. Chegou a jogar e treinar com outro material, sem a logomarca da Nike. Depois de uma primeira derrota na justiça, o time teve que voltar a usar Nike e o assunto esfriou até o fim do campeonato brasileiro. Mas foi só 2009 começar para o relacionamento novamente entrar com a crise, com o declaração de Delair Dumbrosck, dirigente rubro-negro, de que tudo já está acertado com a Olympikus (a empresa já que negou).

Falta de profissionalismo dos clubes brasileiros, que simplesmente desprezam os contratos assinados, ou eles estão com a razão?

Para entender qual a real situação, o blog Jogo de Negócios conversou com David Grinberg, Gerente de Comunicação da Nike do Brasil, que garante: “Estamos muito satisfeitos com Corinthians e Flamengo e comprometidos com as nossas parcerias.”

Qual a situação atual dessa crise entre Flamengo e Nike?
Em maio do ano passado a Nike foi surpreendida com a informação de que o Flamengo havia fechado um contrato com a Olympikus e que, por conta disso, o clube estaria quebrando, de forma unilateral, o acordo com a Nike. Em virtude disso, nós fomos buscar os nossos direitos. Afinal, existia e existe um contrato válido, assinado por ambas as partes, que vai até junho de 2009 (Nike e Flamengo estão juntos desde 2000). O Flamengo, para tomar essa atitude, alegou uma série de fatos que estaria motivando-os a trocar de fornecedor. Nós tínhamos respostas para todos esses fatos levantados, então o caso foi para a justiça, que comprovou isso.

E como está esse processo?
Existe um processo correndo na Câmara do Comércio Internacional, mas, além disso, nós precisávamos tomar uma ação imediata para evitar os danos que estavam sendo causados à Nike por conta da não exposição da nossa marca nos uniformes, site do clube, placas de campo e em todos os outros lugares que tínhamos direito. Sendo assim, conseguimos, em primeira instância, uma liminar que manteve o contrato e obriga o clube, sob pena de multa diária, a continuar cumprindo o que foi assinado. O Flamengo recorreu, nós ganhamos de novo. Depois, em mais um julgamento, manteve-se a decisão.

Como se posicionou a matriz da Nike, nos EUA?
A gente sempre teve todo o suporte para tomar as medidas que fossem necessárias. O que queremos é que se cumpra o contrato vigente. Existem formas de rompê-lo que podem ser conversadas, cláusulas. Existe multa, por exemplo. Mas não pode ser assim. Temos vários compromissos que precisam ser cumpridos e acredito que até junho não ter como mudar essa situação. Depois disso, apesar do direito que temos de tentar cobrir qualquer proposta pela renovação de contrato, ainda não sabemos o que vai acontecer.

Com relação ao Corinthians, como está a situação, já que também houve reclamações por parte do clube no ano passado?
A situação está muito boa, realmente as coisas se acertaram, está tudo bem encaminhado e as duas partes estão satisfeitas. Quer dizer, se perguntarem para o Corinthians eles vão dizer que querem receber mais, mas esse é o contrato que está assinado e vai até o fim de 2009. Do ponto de vista operacional, a parceria está redonda e existe empatia.

Caso ocorra o rompimento com uma dessas equipes, a Nike já tem planos?
No momento estamos satisfeitos e comprometidos com as duas parcerias. Estamos nos esforçando ao máximo para oferecer os melhores serviços e as reclamações que existiam pararam. Queremos desenvolver ações diferenciadas que levem motivação para os torcedores. O objetivo é se consolidar de vez no mercado do futebol brasileiro, através dos clubes, dos jogadores e da seleção brasileira.

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dezembro 16, 2008

O ano da Medial no Corinthians

Tags:, , , , - fabiokadow às 12:41 pm

Durante a apresentação do atacante Ronaldo, nenhuma outra empresa apareceu tanto quanto a Medial. A marca da empresa ficou exposta para o mundo todo, por muito tempo, na camisa do jogador e também durante a entrevista coletiva. Podemos afirmar que a patrocinadora do Corinthians ganhou um belo presente de Papai Noel nesse fim de ano, já que em meados de janeiro, quando apostou R$ 16,5 milhões na aventura corintiana pela Série B, não esperava terminar o ano (e o contrato) de maneira tão positiva. O blog entrevistou Carla Altman, diretora de marketing da Medial, que fez um balanço sobre o ano em que a empresa esteve na camisa do Timão.

A Apresentação de Ronaldo no Corinthians

A apresentação de Ronaldo no Corinthians

No começo do ano, o presidente da Medial, Luiz Kaufmann, fez uma analogia entre patrocinar o Corinthians na segunda divisão e o papel da Medial em trazer bem-estar para as pessoas. Depois de um ano, qual o balanço desse período? Já existem estudos sobre a exposição da marca e retorno de vendas?
Durante todo o ano de 2008, o patrocínio ao Corinthians foi extremamente positivo para ambos os lados. Para a Medial foi possível levar a marca a todos os cantos do país, por onde o time passou. Fortalecemos nossa presença e junto com o clube alcançamos o melhor resultado: o retorno à elite do futebol. É claro que a estampar a marca no peito dos jogadores gerou um retorno de exposição positivo, assim como as outras ações que desenvolvemos junto ao clube, como os camarotes nos jogos, onde construímos uma plataforma de relacionamento com os nossos públicos de interesse (médicos, corretores e clientes corporativos) e o lançamento do plano Medial Corinthians, um produto customizado para os torcedores, lançado em abril. Não podemos relacionar, porém, o retorno de vendas e o patrocínio ao time do Corinthians. Tivemos ao longo do ano diversas ações, como o lançamento do novo portfólio de produtos, a reformulação de todo o material de apoio às vendas, reformulação do site, etc. Tudo contribuiu para o sucesso nas vendas.

Por que não vai haver continuidade em 2009, ano em que o Corinthians está de volta à primeira divisão? Diferença de valores ou o plano era só 2008 mesmo?
A Medial cumpriu um ciclo junto ao Corinthians e reconhece a importância desse investimento. Porém o cenário econômico é bastante diferente de 2008 e isso foi levado em consideração. Além do que, estamos traçando novas estratégias para 2009, alinhadas sempre à qualidade de vida e o bem-estar, como foi o caso do investimento no futebol.

Existe algum outro projeto na área de marketing esportivo para 2009? Indicaria o patrocínio de futebol como estratégia?
Há dois anos, a Medial é patrocinadora do Circuito de Corridas Corpore, nas quais disponibiliza o serviço de ambulância e oferece uma tenda de apoio aos convidados da empresa. O patrocínio ao futebol é sim uma estratégia vantajosa. Ganha o clube, que tem mais recursos e ganha a empresa com a exposição de sua marca. No caso do Corinthians, são 30 milhões de torcedores em todo o país, o clube tem uma penetração forte e, além disso, tem a exposição nos jogos e em toda cobertura esportiva.

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