Na Europa, clube que gasta mais, ganha mais
Tirando algumas raras surpresas, dificilmente os títulos dos campeonatos locais da Itália, Espanha, Inglaterra, Alemanha e França não ficam sempre entre três ou quatro times, como, por exemplo, Real Madrid e Barcelona no caso da Espanha, Bayern na Alemanha, ou Manchester United, Arsenal, Liverpool e (agora) Chelsea na Inglaterra.
Os campeões têm as melhores premiações, bilheterias, patrocínios e, consequentemente, também gastam mais nas contratações de astros para formar grandes times. Isso gera um ciclo quase impossível de ser quebrado pelas equipes médias ou pequenas.
Esse ciclo acaba de ser, mais uma vez, comprovado por um estudo publicado pelo índice Castrol, sistema criado pela patrocinadora da Fifa para analisar e monitorar o desempenho dos atletas. De acordo com os resultados, 12 dos 20 clubes que mais gastaram em contratações nas cinco principais ligas do continente ganharam títulos nos últimos quatro anos. E 90% deles ficaram, ao menos, nas três primeiras poisições no mesmo período.
O presidente do Real Madrid, Florentino Perez, certamente concorda com o estudo e espera desbancar o Barça depois de ter gasto quase 300 milhões de euros nas contratações de estrelas como Cristiano Ronaldo e Kaká. Por outro lado, o histórico Mustafá Contoursi, ex-presidente do Palmeiras e adepto do “bom e barato”… bom, deixa pra lá.
Na Inglaterra, o exemplo do Chelsea, que estava sumido e voltou a conquistar títulos graças aos milhões do magnata russo Roman Abramovich, agora está sendo seguido pelos árabes donos do Manchester City. Se levarmos em conta o investimento em contratações (mais de 150 milhões de euros), o City finalmente poderá sair da fila de 42 anos e desbancar o rival United, mais Arsenal e Liverpool.

