Terra Magazine

outubro 7, 2009

Com US$ 3,8 bilhões, COI conquista receita recorde com direitos de transmissão

Tags:, , , - fabiokadow às 4:07 pm

Existe crise para grandes eventos? Já falamos aqui que nem nos EUA, onde a crise econômica foi muito forte, ela foi capaz de atingir as vendas publicitárias do próximo Super Bowl. Agora o COI acaba de anunciar que a receita que conseguiu arrecadar com as vendas do pacote dos direitos de transmissão para os Jogos Olímpicos de 2010 (Inverno, em Vancouver) e 2012 (Verão, em Londres) passou da casa dos US$ 3,8 bilhões. Trata-se de um número recorde e que representa a maior fonte de renda do COI.

Esse valor representa um aumento de US$ 1,2 bilhão em relação ao que foi arrecadado com os Jogos de 2006 e 2008, e a curva pode ser explicada pelos novos contratos referentes a telefonia celular e internet, plataformas que estão aumentando consideravelmente a audiência dos Jogos. Para se ter uma idéia, somente o contrato com a rede norte-americana NBC é responsável por US$ 2,2 bilhões do montante.

E a expectativa para o pacote referente a 2014 (Inverno, em Sochi, na Rússia) e 2016 (Rio de Janeiro) é ainda maior. Até o momento, US$ 920 milhões já estão garantidos, mas falta ainda, entre outros, justamente o milionário contrato do mercado norte-americano. Crise? O presidente do COI, Jacques Rogge, responde. “No fim de 2008 enfrentamos a pior crise já vista nas últimas décadas. Mas aumentamos as nossas receitas e o dinheiro que recebemos referente a marketing e direitos de transmissão aumentaram consideravelmente.”

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outubro 5, 2009

Presidente do COI diz que escolha do Rio mostra que “não é só dinheiro”

Tags:, , , - fabiokadow às 3:50 pm

Depois da supreendente vitória do Rio de Janeiro na última sexta-feira, o presidente do COI Jacques Rogge declarou que o resultado comprova que o dinheiro não é mais um fator fundamental no processo de escolha das sedes dos Jogos Olímpicos. Segundo ele, se apenas o dinheiro importasse, Chicago teria vencido a disputa.

Rogge espera que com a escolha do Rio, a primeira cidade da América do Sul a receber os Jogos, as críticas que o COI sempre recebeu por “apenas visar o lucro” diminuam, já que, para o dirigente, a receita seria muito maior nas outras cidades que estavam na disputa.

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setembro 4, 2009

Tóquio contesta o relatório do COI para 2016

Tags:, , , - fabiokadow às 6:29 pm

O último relatório do COI, divulgado essa semana, dividiu as opinião dos especialistas por não apontar nenhum favorito disparado entre Rio de Janeiro, Tóquio, Madri e Chicago, cidades que estão na disputa para sediar os Jogos Olimpícos de 2016. Para alguns, Tóquio e Rio estão com ligeira vantagem, pois os probelmas apontados pelo COI para estas cidades são relativamente menores do que para Chicago e Madrid.

Apesar disso, os responsáveis pela organização da candidatura de Tóquio resolveram contestar alguns dados apresentados no relatório. Para eles, o apoio da população local, estimado pelo COI em apenas 55%, na verdade é de 80% atualmente, pois com a proximidade e as boas chances da cidade a população está muito mais empolgada.

Tóquio se destaca por ter a melhor proposta de transporte público e logística, com toda a estrutura reestrita a uma área de total controle, sem a necessidade de provas em locais distantes. Por esse motivo, os organizadores acreditam que seriam necessários US$ 3,7 bilhões para a realização dos Jogos na cidade, uma das propostas com o menor custo. A divulgação do vencedor ocorrerá no dia 2 de outubro.

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julho 10, 2009

Comitê Olímpico norte-americano pode criar um canal próprio de TV

Tags:, , , - fabiokadow às 1:56 pm

Uma idéia polêmica, que já ganhou adversários apenas um dia após ser lançada. O Comitê Olímpico dos EUA anunciou que pretende, em parceria com a gigante Comcast Corp., criar um canal fechado para cobrir os esportes olímpicos, seus atletas e equipes. O que os dirigentes talvez não imaginassem era o tamanho da briga que iriam comprar com esse plano, que acabou colocando em risco até a candidatura de Chicago para sediar os Jogos de 2016.

Isso porque quem não gostou nada dessa história foi o Comitê Olimpico Internacional. O COI tem contrato milionário de direitos de transmissão com a rede NBC Universal, por sinal, do mesmo grupo que a General Eletric, que é um dos patrocinadores principais da entidade. A NBC pagou cerca de US$ 2,2 bilhões, por exemplo, pelos direitos dos Jogos de Inverno de 2010 (em Vancouver) e de Verão de 2012 (em Londres).

Com essa pressão toda (COI, redes de TV, patrocinadores, etc), provavelmente, os norte-americanos podem colocar a idéia na geladeira. Pelo menos até outubro, quando o COI vai anunciar o vendecedor do processo de disputa pela sede de 2016, que, além de Chicago, conta também com Rio de Janeiro, Tóquio e Madrid.

As federações de diversas modalidades, ao contrário, apóiam o projeto, pois ganhariam um espaço exclusivo com o novo canal, aumentando a cobertura e a exposição de alguns esportes e eventos esquecidos pela grande mídia atualmente. Certo é que o assunto ainda vai dar muita discussão.

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dezembro 23, 2008

Sim, Chicago pode

Tags:, , , , , - fabiokadow às 2:53 pm

Chicago, ao lado de Madri, Tóquio e Rio de Janeiro, é uma das cidades finalistas na disputa para sediar as Olimpíadas de 2016. Como já sabemos, até a data de escolha, que será em outubro do ano que vem, cada comitê tenta demonstrar quem tem mais capacidade de organizar os Jogos, ressaltando diversos aspectos e características. Saindo na frente, a cidade norte-americana, berço político de Barack Obama, divulgou um estudo, realizado pela empresa especializada Tootelian & Associates, sobre o impacto econômico que o evento pode trazer para o estado de Illinois e Chicago.

Os resultados demonstram que, num período de 11 anos, entre 2011 e 2021, a economia do estado pode ter um incremento de US$ 22,5 bilhões, sendo US$ 13,7 bilhões desse montante só em Chicago. A questão desemprego também ganharia um bom alívio com a criação de 315 mil novas vagas de trabalho.

Saindo um pouco do campo da economia, a pesquisa mostra também que os Jogos podem influenciar na iniciação dos jovens da região, estimados em 66 milhões, no esporte. Outras áreas que devem se beneficiar são o turismo, desenvolvimento urbano, instituições educacionais e culturais.

Chicago é, sem dúvida, uma forte candidata. Por já ter boa parte da infra-estrutura montada (investimentos no aeroporto e no trânsito foram feitos nos últimos anos) e também por demonstrar um bom planejamento, como esse estudo mostra. O ponto contra, sem dúvida, pode ser a grave crise econômica, que influenciaria na escolha dos comissários do Comitê Olímpico Internacional. Resta saber como estará o cenário daqui a 10 meses.

Ficamos no aguardo de um estudo semelhante para o Rio de Janeiro, que tem no currículo até agora apenas o superfaturado Pan-Americano, obras não entregues, elefantes-brancos, contratações sem licitações e o gasto excessivo do dinheiro público. O Rio pode?

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novembro 26, 2008

Rio-2016 contrata consultoria estrangeira sem licitação

Tags:, , , , , - fabiokadow às 11:55 am

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A obsessão de Arthur Nuzman por receber os Jogos Olímpicos no Brasil só cresce. Depois de três decepcionantes derrotas (2000, 2004 e 2012), quando a cidade não chegou nem entre as finalistas, o otimismo tomou conta do comitê organizador, que saiu em campanha pelo mundo afora.

No quesito gastos com relações públicas e marketing, a campanha da Rio 2016 não deixa nada a desejar às concorrentes Tóquio, Chicago e Madri. A diferença fica na quantidade de dinheiro público investido. O lobby elevou a cidade carioca à condição de favorita, segundo sites especializados, a vencer disputa que terminará em outubro de 2009.

Para se aproximar ainda mais da mídia internacional, dos formadores de opinião e dos membros do Comitê Olímpico Internacional, a Rio 2016 contratou os serviços de consultoria em negócios esportivos da Vero. A empresa inglesa tem um vasto portfólio de grandes campanhas para clientes como London 2012, Siemens, British Petroleum, Uefa, Virgin Atlantic, o time de futebol Liverpool, entre outros.

De acordo com release da própria Vero, durante um ano serão realizados serviços de comunicação para a mídia internacional, com direito a uma consultora sênior, Catherine St-Laurent, gerenciando o dia-a-dia das campanhas in loco, no Rio de Janeiro. Os valores do contrato não foram revelados.

Por aqui, nada foi divulgado. No mesmo dia, a assessoria do COB apenas exaltou que, durante a visita à Europa, foi fechado um acordo de intercâmbio com a Grã-Bretanha.
O Comitê Rio-2016 não é órgão público e, como tal, não precisaria de licitação para contratar serviços. Mas a questão é delicada, principalmente se houve (ou se vai haver) a utilização de recursos públicos na contratação dos serviços, o que implicaria numa licitação pública. Fora o desprestígio às empresas nacionais do setor.

Procurado pelo blog, o Comitê Organizador Rio-2016 - presidido também pelo chefe do COB, Arthur Nuzman - não se manifestou sobre a contratação da Vero. A assessoria de imprensa do órgão, que funciona dentro do COB, não sabia informar se o valor pago teria investimento público. No total, o governo brasileiro pretende injetar mais de R$ 100 milhões na Rio-2016.

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