Terra Magazine

março 26, 2009

Site especializado coloca Tóquio na frente da disputa por 2016

Tags:, , , , - fabiokadow às 5:08 pm

Desde 1998 o portal GameBids faz um acompanhamento de todos os processos de escolha das cidades que serão sedes das Olimpíadas. Com uma boa dose de acerto, textos técnicos bem fundamentados e uma equipe que entende do assunto, o site ganhou o respeito dos veículos de imprensa e dirigentes esportivos. No dia 22 de março o GameBids publicou a sua última parcial sobre o disputa para 2016, que envolve as cidades de Madrid, Chicago, Tóquio e Rio de Janeiro.

De acordo com o estudo, o primeiro a levar em conta os cadernos de encargos (três volumes com 600 páginas cada explicando os planos e como pretendem organizar os Jogos) entregues pelos quatro concorrentes, Tóquio está na liderança, seguido de perto pelo Rio de Janeiro, Madrid e Chicago ficando na última posição.

No BidIndex, modelo matemático desenvolvido pelo site que acompanha, avalia e dá notas para as candidaturas, Tóquio atingiu 64,41 de pontuação (alta de 0,19), contra 59,95 do Rio (alta de 0,22), 58,73 de Madrid (alta de 0,10) e 58,37 de Chicago (única a registrar queda, de 0,41).
Para Robert Livingstone, produtor do site “a disputa está acirrada e em nenhum momento alguma candidatura se distanciou”, como ocorreu em 2012, quando Londres e Paris sempre estiveram disparadas como favoritas.

Ainda segundo o site, a queda de Chicago se dá por causa dos problemas financeiros dos EUA, fato que afastaria os patrocinadores. A briga entre o Comitê Olímpico dos EUA e o Comitê Olímpico Internacional, também influenciou na queda. Já o único fator que ainda não faz a candidatura de Tóquio deslanchar é a realização de outra edição dos Jogos no continente asiático num curto espaço de tempo (Pequim foi a sede em 2008).

Sobre o Rio, a matéria diz que os preparativos para Copa do Mundo de 2014 e uma inédita edição na América do Sul estão contando muitos pontos a favor. Mas não se sabe se a estrutura gigantesca proposta pelos organizadores, com um orçamento final que ultrapassou em bilhões de dólares todos os outros candidatos, foi recebida pelo COI como uma “honestidade prudente”, visto os erros de cálculos dos últimos organizadores, ou se isso vai tirar pontos da candidatura.

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dezembro 23, 2008

Sim, Chicago pode

Tags:, , , , , - fabiokadow às 2:53 pm

Chicago, ao lado de Madri, Tóquio e Rio de Janeiro, é uma das cidades finalistas na disputa para sediar as Olimpíadas de 2016. Como já sabemos, até a data de escolha, que será em outubro do ano que vem, cada comitê tenta demonstrar quem tem mais capacidade de organizar os Jogos, ressaltando diversos aspectos e características. Saindo na frente, a cidade norte-americana, berço político de Barack Obama, divulgou um estudo, realizado pela empresa especializada Tootelian & Associates, sobre o impacto econômico que o evento pode trazer para o estado de Illinois e Chicago.

Os resultados demonstram que, num período de 11 anos, entre 2011 e 2021, a economia do estado pode ter um incremento de US$ 22,5 bilhões, sendo US$ 13,7 bilhões desse montante só em Chicago. A questão desemprego também ganharia um bom alívio com a criação de 315 mil novas vagas de trabalho.

Saindo um pouco do campo da economia, a pesquisa mostra também que os Jogos podem influenciar na iniciação dos jovens da região, estimados em 66 milhões, no esporte. Outras áreas que devem se beneficiar são o turismo, desenvolvimento urbano, instituições educacionais e culturais.

Chicago é, sem dúvida, uma forte candidata. Por já ter boa parte da infra-estrutura montada (investimentos no aeroporto e no trânsito foram feitos nos últimos anos) e também por demonstrar um bom planejamento, como esse estudo mostra. O ponto contra, sem dúvida, pode ser a grave crise econômica, que influenciaria na escolha dos comissários do Comitê Olímpico Internacional. Resta saber como estará o cenário daqui a 10 meses.

Ficamos no aguardo de um estudo semelhante para o Rio de Janeiro, que tem no currículo até agora apenas o superfaturado Pan-Americano, obras não entregues, elefantes-brancos, contratações sem licitações e o gasto excessivo do dinheiro público. O Rio pode?

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