A Uefa investiga e preserva a Champions League
Enquanto no Brasil ninguém ainda foi punido pelo escândalo que ocorreu durante o Campeonato Brasileiro de 2005 e ficou conhecido como a Máfia do Apito - o árbitro Edilson Pereira de Carvalho foi inclusive absolvido das acusações até agora -, na Europa uma equipe de 16 pessoas investiga possíveis fraudes que ocorreram durante partidas eliminatórias da famosa e rica Champions League e também da Europa League, a antiga Copa da Uefa. Os resultados desses jogos teriam sido manipulados pelos clubes e casas de apostas.
A maioria dos jogos sob suspeita envolvem times do Leste Europeu, que, geralmente, não passam da segunda ou primeira fase de classificação do torneio, quando apenas times de menor expressão (e que precisam de dinheiro) estão em campo. Num primeiro momento, 40 partidas, das quatro últimas temporadas estavam na mira. Porém, oito novos confrontos acabam de entrar na investigação. “O problema está cada dia maior”, disse Peter Limacher, executivo da Uefa.
As fraudes foram identificadas por um “Sistema de Detecção de Fraude em Apostas”, criado pela própria Uefa e administrado por advogados, policiais detetetives e por uma rede de informantes que trabalham por toda a Europa. A promessa de dinheiro fácil, feita pelos apostadores, é o que mais empolga os endividados times da Hungria, Rússia, etc. Com isso, diversos resultados teriam sido acordados.
O aumento das apostas on-line fez com que a Uefa passasse a investir milhões de euros na investigação e acompanhamento de jogos de todas as categorias, que podem chegar até a 29 mil por temporada. Por isso, a entidade está numa campanha para que as empresas do ramo também ajudem com esses custos. Medidas que, se não resolvem num curto prazo, mostram que a Uefa está disposta a enfrentar mesmo o problema, como esperam seus patrocinadores, a mídia e o público.


