Terra Magazine

outubro 27, 2009

Damon Hill vai lutar por F1 em Silverstone

No post anterior você leu sobre o risco da Inglaterra ficar sem uma prova da Fórmula 1 no próximo ano, graças a intransigência do cartola Bernnie Ecclestone. Não satisfeito com essa possibilidade, o ex-piloto inglês Damon Hill, campeão mundial da temporada 1996 e que hoje é presidente do “Clube Britânico de Pilotos”, resolveu lutar pela permanência de Silverstone no circuito.

Ontem terminou o prazo que Ecclestone deu para que Donington comprovasse que tem condições financeiras para receber a prova a partir de 2010 (leia-se 130 milhões de libras). Sem sucesso. Nem os 50 milhões de libras iniciais foram levantados. O dirigente já disse que “a Fórmula 1 não precisa de um GP na Inglaterra”, apesar de toda a tradição que o país tem na categoria.

“Estou esperançoso de que alguma coisa será feita, existe uma grande chance de resolvermos isso”, declarou Hill para a imprensa britânica. As negociações entre os administradores de Silverstone e Ecclestone realmente continuam, mas a distância entre os objetivos de cada um ainda é muito grande. Damon Hill defende que alguns circuitos são especiais para os pilotos e para a Fórmula 1, assim como Mônaco.

Porém, Ecclestone parece mais preocupado com os dólares dos árabes e dos asiáticos do que com a tradição. Hill entende essa busca por novos mercados e receitas, mas afirma que não pode ser considerado apenas esse lado na definição dos calendário.

Silverstone vem passando por diversas dificuldades nos últimos anos, com uma grande queda nas receitas. Por isso, pela primeira vez na história, foi buscar parceiros externos dispostos a investir no circuito. Para piorar, a data que está reservada para prova em solo inglês coincide com a final da Copa do Mundo da África, o que pode impactar negativamente na bilheteria.

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junho 19, 2009

F1: racha pode trazer estrago milionário

Tags:, , , , - fabiokadow às 11:07 am

A notícia da cisão entre as equipes (Fota) de F1 e a FIA, responsável pela organização e comercialização de tudo, caiu como uma bomba no mundo do esporte. Embora ensaiada há alguns meses, a separação, que agora parece ser definitiva, causa espanto e medo principalmente nos investidores e patrocinadores daquela que, até agora, é considerada a mais importante categoria do automobilismo mundial.

Max Mosley e Bernie Ecclestone transformaram a F1 no maior negócio do mundo do esporte. Cada uma das 17 etapas consegue movimentar milhões de dólares, como se estivéssemos realizando uma final de Champions League a cada 15 dias. Porém, isso também causou um disparo nos orçamentos das equipes, chegando na casa dos US$ 300 milhões de ano, por exemplo (número divulgado pela Honda quando a mesma anunciou a sua retirada por causa da crise econômica mundial).

Veio a crise e a FIA resolveu agir. Ironicamente, quer reduzir os custos da categoria. Por isso sugeriu um limite de US$ 75 milhões no orçamento da temporada para cada escuderia, o que causou uma revolta, e agora a ruptura, entre as principais participantes. Agora Ferrari, Renault, McLaren, Red Bull, Toro Rosso, Brawn, Toyota e BMW anunciam a saída e a criação de uma nova categoria para o ano que vem. E prometem dar o troco: ao invés de limitar orçamentos das equipes, que tal diminuir os exorbitantes lucros e os valores dos contratos de televisão, promoção, taxas, etc.?

E como fica a F1 sem as suas oito maiores equipes?

Vamos começar pelos contratos de direitos de televisão. Estima-se que a TV Globo, por exemplo, paga US$ 18 milhões para a FOM*. A emissora já deve ter acionado o seu departamento jurídico para estudar um possível rompimento de contrato, já que o produto que comprou não será mais o mesmo sem seus principais astros. E mais. Como já vimos, a Fota diz que pretende cobrar menos.

Nos últimos anos vimos diversos circuitos tradicionais saírem do calendário da F1 por causa dos altos custos que a FIA cobra para se promover e organizar a prova, estimados entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões. A Fota vai se reaproximar desses lugares, com novas e mais vantajosas propostas e, provavelmente, Interlagos, que tem contrato até 2014 por exemplo, vai querer estar presente nesse novo campeonato. E dá-lhe departamento jurídico estudando rompimento de contratos milionários.

E tem também os patrocinadores, que investem fortunas…

Amanhã a FIA promete anunciar a lista com as escuderias para 2010, com novas equipes, que se juntariam a Williams e Force India. Porém, três interessadas já desistiram apenas nas últimas horas depois do ocorrido: Lola, N. Technology e Prodrive.

De um lado, Bernnie Ecclestone, que detém os direitos comerciais da categoria, bate de ombros. “Eu não me preocupo, a Fómula1 existe há 60 anos e vai continuar. Durante esse período tivemos 73 equipes diferentes, então não vejo o que vai mudar agora.”

Do outro, a Fota com sua ameaça, agora mais forte do que nunca, de abandono e criação de um novo campeonato. No meio, Max Mosley, presidente da FIA e que agora precisa se decidir para qual lado vai nessa briga: peita seu diretor comercial, responsável por todo o orçamento e faturamento, ou as equipes e pilotos, responsáveis pelo show?

Foto: AP

*corrigido as 12:08 hs

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