US Open: a audiência da final, o caso Serena Williams e a volta de Kim Clijsters
A inesperada e histórica vitória do novato argentino Juan Martin Del Potro sobre o pentacampeão Roger Federer na final do US Open, disputada na última segunda-feira, rendeu um aumento de 41% na audiência para a rede de televisão CBS se comparado com a final do ano passado, entre Federer e Murray. Após o jogo, onde os dois atletas patrocinados pela Nike ficaram horas divulgando a marca nos uniformes, foi anunciado que esta edição bateu o recorde de vendas de ingressos.
No feminino, quem chamou a atenção foi a norte-americana Serena Williams, mas não por causa do título, que ficou com Kim Clijsters. Durante a semifinal com a belga, Serena discutiu com um árbitro de linha de forma ríspida e um tanto mal-educada no momento decisivo da partida, o que gerou um grande desconforto entre todos do mundo do tênis.
Porém, para os patrocinadores (Nike, Gatorade, Wilson e HP, que geram mais de U$ 12 milhões por ano em receitas para a atleta), o fato não teve tanta relevância a ponto de estremecer algum contrato vigente. Ao contrário, já que Nike e Gatorade chegaram até a publicar uma nota de apoio a Serena.
Mas se Serena se despediu do campeonato de forma melancólica, Kim Clijsters triunfou de forma brilhante no seu retorno. A tenista, que havia se afastado do circuito por dois anos para casar e ser mãe, participou do US Open como convidada, faturou o título (a primeira mãe em 30 anos) e agora volta a receber a atenção dos patrocinadores. Segundo seu agente, mais de 20 empresas já o consultaram para novos contratos, que buscam na atleta a imagem da mulher que conseguiu conciliar, de forma vitoriosa, a família e a carreira.
