Ásia comemora crescimento do futebol e já pensa em teto salarial
O assunto já foi pauta na Europa, com o presidente da Uefa Michel Platini, e, ainda que timidamente, também no Brasil, com o presidente do Palmeiras Luiz Gonzaga Belluzzo. Agora chegou a vez da Ásia debater o “teto salarial” para os jogadores de futebol. Dirigentes das federações e clubes do continente, que estiveram reunidos nos últimos dias, opiniram sobre o polêmico tema, que há anos funciona em todas as ligas esportivas norte-americanas, como a NBA, NFL, MLB, NHL e a própria MLS.
Enquanto todos comemoravam o crescimento do esporte na região e assinatura de novos contratos, como o de marketing com a agência WSG, que deve gerar ao menos US$ 1 bilhão em receitas nos próximos anos para a confederação local, a preocupação com os gastos roubou a cena e ocupou boa parte do debate. Na Ásia, apenas a liga australiana já adotou esse sistema até agora.
Presente no evento, o presidente da Premier League inglesa, Richard Scudamore, alertou para o perigo de tal medida. O executivo acredita que um teto salarial nesse momento pode afastar os grandes jogadores do mercado asiático. “Se você cria um teto, perde a competitvidade dentro e fora de campo. E também não acredito que a distribuição de renda igualitária possa aumentar as chances de todos os clubes.” declarou Scudamore, que preside a liga mais rica do mundo atualmente, porém é acusado de defender apenas os grandes, como Manchester United, Liverpool, Chelsea e Arsenal, e pouco se preocupar com o sofrimento econômico dos pequenos.
