Terra Magazine

novembro 12, 2009

Sem dinheiro da TV, federação inglesa vai cortar custos

A FA, federação inglesa de futebol, não para de contabilizar os prejuízos causados pela falência da Setanta, empresa que detinha o direito de transmissão de partidas da Premier League e outros campeonatos. São mais de 50 milhões de libras que deixarão de entrar nos cofres da organização e, por esse motivo, a mesma está anunciando diversos cortes no orçamento.

Os novos números serão anunciados na semana que vem, mas o objetivo principal é reduzir em 10% os gastos de todos os departamentos, o que geraria uma economia de 10 milhões de libras. Até os prêmios que serão distribuídos para os vencedores dos campeonatos organizados pela FA sofrerão cortes, assim como as contribuições feitas para diversas fundações.

A chance de vender o pacote de jogos deixado pela Setanta para outras emissoras, como a ESPN, ITV ou BBC, que já demonstraram interesse, não vai mudar em nada tais medidas, segundo os dirigentes. Outra opção de nova fonte de renda são as transmissões de partidas pela web, como já está ocorrendo em partidas da FA Cup, ainda em caráter experimental.

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novembro 6, 2009

Em uma temporada, Beckham ganhou mais de US$ 16 milhões em patrocínio nos EUA

Tags:, , - fabiokadow às 2:48 pm

David Beckham quer disputar a Copa de 2010 e por isso já anunciou que, assim como fez recentemente, vai se transferir para o Milan mais uma vez no fim da temporada da Major League Soccer, o campeonato norte-americano de futebol. O atleta entende que a liga local não favorece a sua preparação, por causa do baixo nível apresentado pelas equipes.

Realmente a MLS está longe de competir com o campeonato italiano. Na verdade, com a maioria dos campeonatos europeus e alguns sul-americanos. Mas bastou uma temporada completa disputada por Beckham em 2008 para render meros US$ 16,5 milhões em patrocínios pessoais para o jogador.

Os números foram revelados no balanço da empresa do próprio atleta, a Footwork Production, que declarou um lucro de US$ 20 milhões, um aumento de 91% com relação ao ano anterior. Desse total, US$ 16,5 milhões vieram dos patrocinios pessoais do atleta. Vale dizer que os US$ 5,5 milhões de salários que ele recebe não estão inclusos nessa conta, muito menos a verba relacionada ao merchandising gerado por acordos com o Los Angeles Galaxy.

foto: AP

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outubro 28, 2009

Finais da MLB aquecem a economia de Nova York

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:35 pm

Começam hoje as grandes finais da MLB, evento esportivo conhecido como World Series e que envolve os times campeões da National League e da American League. A expectativa é grande para o duelo entre o atual campeão Philadephia Phillies e o tradicional New York Yankees, que não vence o troféu desde o ano 2000. Os dois primeiros jogos dos sete possíveis estão marcados para a cidade de Nova York e um estudo realizado por um instituto da prefeitura local revelou que, cada uma das partidas finais, pode gerar até US$ 15 milhões para a economia da metrópole. (Se necessário, os jogos 6 e 7 também ocorrerão na cidade)

Essa é mais uma prova do poder econômico que os grandes eventos esportivos têm. O US Open, também disputado em NY, por exemplo, chega a gerar US$ 450 milhões durante os 15 dias de competição. No caso dos jogos dos Yankees, esse valor das finais é ainda 30% maior do que foi gerado durante cada partida disputada nos playoffs.

Os jogos serão disputados no novo estádio do clube, construído no Bronx e avaliado em US$ 1,5 bilhão. A expectativa é que a cidade receba diversos turistas, imprensa nacional e internacional e que os fãs locais saiam após as partidas, consumindo em bares e restaurantes, utilizando os meios de transporte e também com produtos do time nas lojas. Estima-se que, para cada partida decisiva, mais de 35 mil pessoas visitarão NY.

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outubro 26, 2009

Adidas quer bater o recorde de vendas com a próxima Copa do Mundo

Tags:, , - fabiokadow às 2:54 pm

Faltando menos de um ano para o ínicio da Copa do Mundo, a Adidas já começa a esfregar as mãos na expectativa de bater o recorde de vendas durante o evento que será disputado na África do Sul. A empresa alemã será a responsável pelos uniformes de, pelo menos, 12 seleções, quatro a mais do que na Copa de 2006. Para Herbert Hainer, CEO da Adidas, 2010 será o melhor da história no quesito vendas de artigos esportivos relacionados a futebol, quebrando o atual recorde de faturamento.

Heiner está esperançoso, já que o primeiro semestre deste ano não foi nada bom para a marca. Mais de mil vagas de trabalho foram cortadas, alguns escritórios regionais fechados e, ainda assim, os custos da empresa aumentaram devido ao processo de fusão com a Reebok. Pelo menos o enfraquecimento do dólar tem ajudado a empresa, que compra grande parte dos seus produtos de fábricas do Vietnã, China e Cambodia.

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outubro 19, 2009

Fora da F1, Honda já perdeu US$ 255 milhões em exposição na mídia

Quando a Honda, por causa da grave crise econômica, desistiu da Fórmula 1 e resolveu “vender” o espólio da equipe para o engenheiro Ross Brawn por simbólicos três reais, provavelmente não imaginava que essa escuderia iria se tornar a campeã da temporada de 2009 - a primeira na história da categoria a conseguir tal feito já no ano de estreia.

Para saber o quanto essa decisão influenciou na exposição da marca na mídia global, uma empresa inglesa fez uma análise em 18 países durante os 15 primeiros GPs (ou seja, ainda não contabilizada a decisiva prova de São Paulo, que confirmou o título da escuderia e do piloto Jenson Button e deve ter gerado números importantes de audiência). De acordo com o estudo realizado pela Margaux Matrix, a Brawn teve mais espaço na mídia do que a até tradicional Ferrari e três vezes mais do que a própria Honda teve no ano passado, quando o desempenho dos carros nas pistas foi muito fraco.

No olho do furacão da crise, o objetivo da Honda era economizar cerca de US$ 220 milhões, dinheiro gasto na temporada de 2008. Porém, o valor atingido em exposição na mídia até o fim de semana passado já superava a casa dos US$ 255 milhões. Mesmo assim o executivo da Honda, Takanobu Ito, declarou no começo desse mês que a empresa não se arrepende dessa decisão, tomada na época pelo seu antecessor Takeo Fukui. Segundo ele, esse dinheiro foi investido na pesquisa de combustíveis mais eficientes e na contratação de 400 engenheiros.

Mas vale lembrar que não foi só a Honda que não acreditou no potencial da Brawn. Durante algumas corridas os carros da equipe correram “limpos”, sem a presença de nenhuma logomarca. Exceção para o grupo Virgin, do executivo Richard Branson, que investiu cerca de US$ 5 milhões e já havia conseguido um retorno dez vezes maior do que isso até o mês passado. Feliz, Branson avisa: “Talvez a Honda esteja um pouco arrependida, mas ninguém tem bola de cristal.”

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outubro 7, 2009

Com US$ 3,8 bilhões, COI conquista receita recorde com direitos de transmissão

Tags:, , , - fabiokadow às 4:07 pm

Existe crise para grandes eventos? Já falamos aqui que nem nos EUA, onde a crise econômica foi muito forte, ela foi capaz de atingir as vendas publicitárias do próximo Super Bowl. Agora o COI acaba de anunciar que a receita que conseguiu arrecadar com as vendas do pacote dos direitos de transmissão para os Jogos Olímpicos de 2010 (Inverno, em Vancouver) e 2012 (Verão, em Londres) passou da casa dos US$ 3,8 bilhões. Trata-se de um número recorde e que representa a maior fonte de renda do COI.

Esse valor representa um aumento de US$ 1,2 bilhão em relação ao que foi arrecadado com os Jogos de 2006 e 2008, e a curva pode ser explicada pelos novos contratos referentes a telefonia celular e internet, plataformas que estão aumentando consideravelmente a audiência dos Jogos. Para se ter uma idéia, somente o contrato com a rede norte-americana NBC é responsável por US$ 2,2 bilhões do montante.

E a expectativa para o pacote referente a 2014 (Inverno, em Sochi, na Rússia) e 2016 (Rio de Janeiro) é ainda maior. Até o momento, US$ 920 milhões já estão garantidos, mas falta ainda, entre outros, justamente o milionário contrato do mercado norte-americano. Crise? O presidente do COI, Jacques Rogge, responde. “No fim de 2008 enfrentamos a pior crise já vista nas últimas décadas. Mas aumentamos as nossas receitas e o dinheiro que recebemos referente a marketing e direitos de transmissão aumentaram consideravelmente.”

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setembro 29, 2009

Dispara a venda de camarotes corporativos para a Copa de 2010

Tags:, , , - fabiokadow às 3:38 pm

Grandes eventos esportivos costumam chamar a atenção de importantes empresas, dos mais variados setores, que desejam realizar ações de marketing de relacionamento com seus fornecedores e clientes. Por esse motivo, os camarotes corporativos para os jogos da próxima Copa do Mundo estão com as vendas à todo vapor, mesmo com preços que podem chegar a US$ 1,5 milhão.

Se compararmos com o mesmo período da Copa da Alemanha, as vendas dessa edição estão ainda maiores, com destaque para a empresas sul-africanas, que representam 90% do volume até agora. Mas esse movimento deve mudar com a classificação das seleções dos outros países. Por esse motivo que empresas do Brasil e da Inglaterra estão entre as mais interessadas.

O pacote mais caro dá direito a camarotes com até 32 lugares, serviços especiais, entretenimento antes e após as partidas e ingressos para 36 jogos que serão disputados nos cinco maiores estádios da África do Sul, por isso foi batizado de “Big Five”. Ainda estão disponíveis 850 pacotes desse nível.

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setembro 25, 2009

Escândalo faz Renault perder patrocinadores e muito dinheiro

Tags:, , , , , - fabiokadow às 3:56 pm

O vexame histórico produzido pela equipe Renault na Fórmula 1 começa também a afetar os negócios da escuderia. Dois dos principais patrocinadores anunciaram que vão romper o contrato imediatamente por causa do fato ocorrido.

O grupo holandês ING já havia avisado que não renovaria o patrocinio que termina no final do ano, mas, depois do escândalo, resolveu que quer o rompimento do contrato agora mesmo, faltando ainda quatro grandes-prêmios para o fim da temporada. “A ING está profundamente desapontada com o que aconteceu”, declarou em nota oficial. Uma perda considerável para a Renault, já que o dinheiro da ING, cerca de US$ 65 milhões, corresponde a mais da metade das receitas de patrocínio da equipe.

Outra empresa que tomou a mesma decisão, pelas mesmas razões, foi a espanhola Mutua Madrilena, que também tem um contrato de patrocínio pessoal com o piloto Fernando Alonso - esse será mantido. “Acreditamos que a conduta dos chefes da equipe nesse episódio foi muito grave e não comprometida com a integridade do esporte, pilotos, público e equipe do circuito. E isso afeta a imagem e a reputação dos seus patrocinadores também.” disse o comunicado oficial da empresa, que já pediu para a Renault retirar a logomarca dos carros.

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setembro 14, 2009

Depois de 17 anos, Liverpool vai trocar de patrocinador

Uma das parcerias mais longas do futebol inglês vai chegar ao fim em julho do ano que vem, quando se encerra o contrato vigente de patrocínio entre a cervejaria Carlsberg e o Liverpool. O casamento começou em 1992 e chega ao fim depois de mais de 17 anos por causa, claro, do dinheiro. Agora o novo parceiro é o banco Standard Chartered, que tem a Ásia como seu principal público-alvo (mais uma empresa que vai usar o futebol inglês para se aproximar dos asiáticos).

Depois de ver seus rivais Chelsea e Manchester United assinarem contratos com valores bem acima dos 7,2 milhões de libras que recebia por ano da Calsberg, o Liverpool deixou claro que só renovaria por cifras bem mais altas e, por isso, começou a negociar com outras empresas interessadas. Depois de alguns boatos, o clube anunciou esse novo acordo que, estima-se, está na casa das 80 milhões de libras por quatro anos, um média de 20 milhões de libras por ano.

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setembro 11, 2009

Na Europa, clube que gasta mais, ganha mais

Tirando algumas raras surpresas, dificilmente os títulos dos campeonatos locais da Itália, Espanha, Inglaterra, Alemanha e França não ficam sempre entre três ou quatro times, como, por exemplo, Real Madrid e Barcelona no caso da Espanha, Bayern na Alemanha, ou Manchester United, Arsenal, Liverpool e (agora) Chelsea na Inglaterra.

Os campeões têm as melhores premiações, bilheterias, patrocínios e, consequentemente, também gastam mais nas contratações de astros para formar grandes times. Isso gera um ciclo quase impossível de ser quebrado pelas equipes médias ou pequenas.

Esse ciclo acaba de ser, mais uma vez, comprovado por um estudo publicado pelo índice Castrol, sistema criado pela patrocinadora da Fifa para analisar e monitorar o desempenho dos atletas. De acordo com os resultados, 12 dos 20 clubes que mais gastaram em contratações nas cinco principais ligas do continente ganharam títulos nos últimos quatro anos. E 90% deles ficaram, ao menos, nas três primeiras poisições no mesmo período.

O presidente do Real Madrid, Florentino Perez, certamente concorda com o estudo e espera desbancar o Barça depois de ter gasto quase 300 milhões de euros nas contratações de estrelas como Cristiano Ronaldo e Kaká. Por outro lado, o histórico Mustafá Contoursi, ex-presidente do Palmeiras e adepto do “bom e barato”… bom, deixa pra lá.

Na Inglaterra, o exemplo do Chelsea, que estava sumido e voltou a conquistar títulos graças aos milhões do magnata russo Roman Abramovich, agora está sendo seguido pelos árabes donos do Manchester City. Se levarmos em conta o investimento em contratações (mais de 150 milhões de euros), o City finalmente poderá sair da fila de 42 anos e desbancar o rival United, mais Arsenal e Liverpool.

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