O futuro das transmissões de partidas pela internet
Era para ser apenas mais uma partida qualquer. A Inglaterra, já classificada para a Copa do MUndo 2010, iria enfrentar a Ucrânia, na casa do adversário. Inicialmente, quem detinha os direitos de transmissão da partida era a Setanta, empresa que faliu. Com isso, a federação de futebol da Ucrânia não aceitou as propostas das redes britânicas, que não queriam pagar muito por um jogo que, para a seleção inglesa, não valia mais nada, e resolveu inovar.
Contratou a agência de marketing Kentaro, que repassou a idéia para a empresa de mídia Perform e assim nasceu um case de marketing inédito até então.
A Ucrânia venceu por 1 a 0 e assim conseguiu um lugar na repescagem. Mas a partida ficou conhecida como “a maior renda de uma partida transmitida pela internet”. A primeira da história a ser transmitida apenas por esse canal de comunicação - algumas salas de cinema também compraram os direitos. Isso porque os direitos de transmissão foram comercializados apenas para a web: cerca de 500 mil pessoas aceitaram pagar até 13 euros para assistir o confronto na tela do computador, gerando uma renda de quase 1,5 milhão de euros.
Foi apenas uma primeira experiência, mas um marco que pode mudar as negociaçãoes de agora em diante. A Uefa, por meio do CEO de Mídia Alexandre Fourtoy, já declarou ser contra a esse modelo, pois aposta na convergência entre TV, internet e telefones celulares. “Na minha opinião, isso não foi um grande evento, apenas comprovou que a internet é mais um canal a ser explorado, assim como os demais.” Fourtoy parece estar mais empolgado com os telefones celulares, principalmente com a nova geração de Iphones, que promete ter uma qualidade melhor de imagem.
Apesar disso, o executivo disse que os valores de retorno de mídia para os patrocinadores dos conteúdos da plataforma digital da Eurocopa de 2008, por exemplo, chegou a 50 milhões de euros, número bem maior do que os 20 milhões de euros atingidos em 2004.