Terra Magazine

outubro 9, 2009

Confirmados para 2016, golfe e rugby querem lucrar com a exposição

Tags:, , , , - fabiokadow às 4:26 pm

Hoje o COI confirmou as duas novas modalidades que passarão a fazer parte dos Jogos Olímpicos a partir de 2016, quando serão realizados no Rio de Janeiro. Foram escolhidos o golfe e o rugby-7, esportes onde o Brasil tem pouquíssima (ou nenhuma) representatividade e tradição - vale lembrar que, por ser o país sede, o Brasil já está classificado em todas as modalidades.

Na parte estrutural, nenhum problema, segundo Carlos Arthur Nuzman. “O Rio de Janeiro está preparado para receber os dois esportes. O rúgbi será disputado no Estádio de São Januário e a escolha já foi aprovada pela Federação Internacional de Rúgbi. O golfe poderá ser realizado no Gávea Golfe Clube ou no Itanhangá Golfe Clube. Esta definição caberá à Federação Internacional de Golfe”, explicou em nota oficial.

Bom para os representantes internacionais desses dois esportes, que estão comemorando e muito. Fazer parte das Olimpíadas significam novos negócios, popularização, visibilidade, valores mais altos nos contratos e oportunidades. Para se ter uma idéia, até o ídolo Tiger Woods, o atleta mais rico do mundo, fez lobby pessoalmente para que o golfe entrasse para o rol dos Jogos, dizendo que esse é o único torneio que lhe falta e que uma medalha olímpica não tem preço. Será que ele continua até lá?

Especialistas acreditam que as cotas de patrocínio do rugby-7 (uma versão “menor e mais rápida” da modalidade) vão dobrar nos próximos anos depois do anúncio. É de olho no dinheiro da televisão e dos patrocinadores que todas federações estão de olho.

Blogs que citam este Post

2 Comentários »

  1. Realmente o lobby do golf com o Tiger Woods dono da tacada Jesus Shot e do rugby foram realmente vencedoras, mas será que a Fifa maior multinacional do mundo não fez o lobby certo para inserir o futsal ou o futebol de areia nessas olímpiadas , aproveitando o apelo de que o Brasil é o país do futebol e que essas duas modalidades não tem a força capitalista que o futebol de gramado. Ou a rixa entre Fifa e COI foi quem impediu isso? Alguem sabe a resposta?

    Comentário por Alessandro Martins — outubro 9, 2009 @ 5:21 pm

  2. SÃO PAULO FORA DA COPA-2014:

    ——————————————————–

    PAINEL FC

    Palavra.

    Em encontro recente, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), afirmou ao presidente são-paulino, Juvenal Juvêncio, que, se o Morumbi não for o estádio paulista na Copa de 2014, nenhum outro será.

    (Da FOLHA DE SÃO PAULO)

    ——————————————————–

    Mas o que é isso??

    O prefeito Kassab resolveu assumir de vez:

    É prefeito dO São Paulo, e não dE São Paulo!

    É um escândalo.

    A maior e mais importante brasileira corre o risco de ficar de fora da Copa do Mundo de 2014. Ou, na melhor das hipóteses, de figurar como sede secundária do evento. Tudo por causa da absurda e facciosa insistência com a candidatura Morumbi.

    Enquanto a estapafúrdia opção pelo Morumbi parecia, “apenas”, devida a estreiteza de visão e incompetência administrativa, a questão ainda era compreensível. Por mais evidente que seja a incontornável falta de condições de o Morumbi se adequar aos parâmetros da FIFA, devido a seus defeitos estruturais.

    Mas agora está claro que a questão é muito mais grave. A prefeitura vestiu a camisa do SPFC, e defende a máxima “Copa-2014: Morumbi ou nada!”. Uma máxima que é um pleonasmo, em relação ao objetivo do São Paulo: IMPEDIR A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO ESTÁDIO NA CIDADE DE SÃO PAULO. Os são-paulinos acham-se incapazes de manter o seu estádio sem o monopólio dos clássicos, das decisões e dos grandes shows na cidade de São Paulo. Consideram a sua própria torcida, tradicionalmente fria e distante (a não ser nos jogos decisivos), insuficiente para viabilizar, sozinha, a manutenção do Morumbi.

    Os interesse dO São Paulo são contrários ao interesse dE São Paulo, que seriam os de construir uma nova e moderna arena (que, certamente, não viraria um elefante branco, pois a cidade carece de um novo estádio moderno e de grandes dimensões; até porque o clube de maior torcida da cidade, o Corinthians, não encontra um estádio à sua altura para mandar suas partidas), ter um papel de destaque na Copa-2014, e corresponder às expectativas que o Brasil e o mundo têm em relação à maior e mais importante cidade de um país que, cada vez mais, reafirma a sua condição de potência emergente.

    Quando a prefeitura dE São Paulo se comporta como se fosse a prefeitura dO São Paulo, não há mais sentido em falar em falta de visão administrativa. O caso se configura como afronta ao Princípio Da Impessoalidade Administrativa. E, como tal, deve ser tratado pelas autoridades competentes. Quanto aos órgãos de imprensa, tanto difusores quanto condicionadores da opinião pública, é de se esperar que se comportem, em relação ao caso, com a devida isenção que também se esperava da administração municipal paulistana (ou seria são-paulina?).

    Comentário por Leandro — outubro 10, 2009 @ 12:15 pm

Feed RSS para os comentários do post. Link de TrackBack

Deixe seu comentário

Terra Magazine América Latina, Veja a edição em espanhol