NBA busca o mercado europeu e faz planos de conquistas
Uma das marcas esportivas mais fortes do mundo do esporte, a NBA tem planos consistentes de conquistar novos mercados fora dos EUA. Há alguns anos que os dirigentes organizam eventos, clínicas e partidas ao redor do mundo, com destaque para Ásia e Europa. E é justamente no Velho Continente que a liga tem focado suas ações mais recentes.
O novo contrato com a ESPN de transmissão das partidas para o Reindo Unido (que vai passar quase 100 jogos da próxima temporada) e o fato de todos os ingressos para a partida de exibição entre Utah Jazz e Chicago Bulls, que será realizada na semana que vem na O2 Arena, se esgotarem em pouco tempo, deixaram os dirigentes da NBA animados.
O executivo David Stern anunciou que pretende, num prazo de seis a oito anos, que a Europa conheça e reconheça o maior número possível de times e atletas da NBA. “Não pode ser um time só, tem que ser vários.”, declarou o dirigente. Paris, Londres, Madri e Milão, onde a NBA já tem escritórios comerciais, são as favoritas a receber essas equipes. A possível compra do New Jersey Nets por um empresário russo também pode ajudar a abrir portas no leste europeu.
E o Reino Unido, em especial, é onde está o maior potencial de crescimento. Stern acredita que esse novo contrato de TV, a crescente cobertura da mídia local e a aproximação das Olimpiadas de 2012, que será disputada em Londres, tem despertado a atenção do público britânico. “Eles estão cada vez mais interessados nas equipes, no torneio e nos atletas, que já podem ser chamados de personalidades.”, disse Stern.
A última temporada da NBA foi transmitida para 210 países e territórios. A presença de 77 atletas internacionais, de 33 países, foi determinante nessa divulgação da marca pelo mundo todo. Para se ter uma idéia do tamanho do mercado, os produtos licenciados da NBA já estão presentes em mais de 100 países.