Futebol e moda: dois grandes mercados
Ontem, em Moema, bairro da Zona Sul de São Paulo, a grife LosDos lançou a sua nova coleção de verão. (Calma, você continua no blog Jogo de Negócios). O tema dessa nova coleção é o futebol, com camisetas, pólos, bermudas, sungas e até chinelos inspirados na história de algumas das seleçoes, clubes e atletas mais importantes do mundo, como Inglaterra e Itália. Para o empresário Tico Sahyoun, dono da marca e sócio da grife feminina Bob Store, “é uma coleção em homenagem a um esporte brasileiro, pois geralmente as grandes marcas usam o golfe ou o pólo.”
A loja de Moema, por sinal, pretende se tornar um ponto de encontro para amantes do futebol e, para isso, estará aberta até em dias de jogos importantes, com a televisão ligada. Outra novidade é o catálogo da LosDos, com matérias sobre o tema, entrevistas com personalidades e até um guia sobre a África do Sul, palco da próxima Copa do Mundo.
Mas por quê essa união entre o mundo fashion e o mais popular esporte brasileiro ainda á tão pouco explorada no Brasil? Com algumas raras exceções (como o uniforme da Portuguesa desenhado pela Cavalera), os estilistas pouco se inspiram no futebol, apesar de ser o esporte favorito da maioria dos seus clientes, mesmo os de classes sociais mais altas. Por outro lado, os clubes, até pouco tempo atrás, também não ofereciam produtos diferenciados para seus torcedores, focando apenas no uniforme de jogo, que, como sabemos, não é o traje mais ideal para o dia-a-dia.
Justamente por causa da sua popularidade, o futebol ainda carrega a pecha de ser um esporte tosco, sem cultura, feio, etc. Talvez, por esse motivo que também não tenhamos, por exemplo, grandes livros e filmes (novamente cabem exceções, claro) sobre o esporte. Fica a impressão que produtos de bom gosto não podem existir nesse mundo.
Nike, Adidas, Umbro e outros podem comprovar que o mercado é enorme e o gasto do torcedor com produtos oficiais diferenciados não é pequeno (a começar pela própria camisa oficial do clube, sempre acima dos R$ 150). O modelo atual do uniforme da seleção inglesa, de alfaitaria, é prova disso. A seleção italiana também sempre capricha no seu visual. O Real Madrid tem parceria com a Hugo Boss. Enfim, não faltam exemplos de que o futebol e a moda podem (e devem) caminhar juntos. Para o bem e o lucro de ambos.

Acompanho o blog há muito tempo, estudo pp em MG e pretendo fazer monografia em mkt esportivo. Um dos temas que mais me chama atenção é a ligação esporte-moda muito explorada nos EUA. E como isso atrai o público feminino para o esporte. Tanto que nas lojas virtuais da MLB, NFL existe uma variedade enorme (e mais produtos femininos que masculinos).
Parabéns pelo Blog
Comentário por Raoni — setembro 17, 2009 @ 10:09 pm
business is business.
ja deixei uma declaração aqui sobre justamente o elevado custo de uma camisa oficial com toda a tecnologia textil, sendo que o torcedor comum jamais vai utilizar toda essa tecnologia para saber diferenciar com precisão. Produzir uma réplica com um tecido de qualidade poderia reduzir os custos, aumentar o volume de vendas e manter a margem de lucro dessas empresas, além de ter muuuuuuuito mais camisas em circulação.
Em outros paises, os atletas são divinizados… anunciam e vendem tudo com a imagem deles, criam-se historias em quadrinhos, eventos publicitarios e tudo mais com a presença deles. Aqui continuamos a engatinhar a passos pequenos.
É problema de cultura???? Tá na hora de mudar.
Comentário por carlos — setembro 21, 2009 @ 3:29 am
O São paulo tem lojas show de bola na oscar FReire, nos jardins com camisetas incriveis, joias e bijouterias, copos e um zilhão de coisas com o simbolo do tricolor.
Achei de muito bom gosto,
parabens,
Bia
Comentário por biaandreoni@hotmail.com — novembro 22, 2009 @ 5:58 pm