Diferença nos contratos de patrocínio aumenta a distância entre os clubes da Premier League
Um estudo publicado pelo periódico britânico Times revelou que os valor total dos contratos de patrocínio nas camisas dos times ingleses caiu de 75 milhões de libras para 65 milhões de libras nos últimos dois anos. O novo acordo do Manchester United com a empresa norte-americana Aon, o maior do mundo no gênero, não foi contabilizado, pois só terá início na temporada 2010-11.
O que mais chama a atenção é que apenas seis clubes são responsáveis por 53 milhões de libras desse montante, deixando cada vez mais clara a distância que existe entre os clubes da Premier League. São eles: Manchester United, Manchester City, Tottenhan, Arsenal, Chelsea e Liverpool.
Para se ter uma idéia da diferença dos valores praticados atualmente, basta comparar o Manchester United, que recebe 14 milhões de libras da AIG e lidera essa lista, com o Portsmouth, patrocinado pelo portal de recrutamento Jobsite por apenas 250 mil libras.
Para Nigel Currie, diretor da agência BrandRapport, responsável pelo estudo, a popularidade da Premier League, transmitida para 220 países, fez com que empresas locais fossem substituídas por grandes marcas globais, com contratos milionários. Porém, pela segurança e a oportunidade de fazer um contrato mais longo, elas só procuram os grandes times.
Com a crise, as empresas passaram a oferecer contratos mais curtos e de menor valor para os times médios e pequenos, por isso a redução no montante total. Enquanto isso, os seis clubes supracitados continuam colhendo pequenas fortunas para as próximas temporadas. Manchester United e City fecharam novos contratos, o Chelsea conseguiu um aumento na renovação com a Samsung e o Liverpool pode, depois de quase 20 anos, trocar de patrocinador caso a cervejaria Carlsberg não aumente a oferta feita (atualmente de 7,5 milhões de libras).

