Real Madrid já gastou 215 milhões de euros; para Platini isso “não é normal”
Michel Platini, atual presidente da Uefa e ex-jogador da seleção francesa disse ontem que os gastos do Real Madrid “não é normal”. Com a contratação do atacante francês Benzema e do defensor espanhol Albiol, somada as milionárias de Kaká e Cristiano Ronaldo, o clube espanhol já chegou a um total de 215 milhões de euros em contratações para a próxima temporada.
“O clube tem dinheiro ou não? Se ele diz que tem… pessoalmente eu não consigo entender como algum clube pode gastar 90 milhões de euros por um jogador. Não gosto disso. Me lembro que, em 1984, quando o Napoli pagou o equivalente a 6,5 milhões de euros pelo Maradona esse valor foi considerado indecente por todos.” continuou Platini.
Jorge Valdano, diretor do Real Madrid, se defendeu, dizendo que o clube é o mais rico do mundo em receitas e tem uma capacidade incrível de gerar negócios e rendas. “Nós já mostramos isso no passado e vamos continuar fazendo, pois esse é um time que não pode ter como objetivo a mediocridade. Queremos ser os melhores e isso só é possível com os melhores jogadores do mundo.”
O site português Futebol Finance publicou hoje uma análise das receitas do clube espanhol. Segundo o relatório financeiro de 2007/08, as dívidas do clube chegam a 563 milhões de euros. Com os últimos empréstimos feitos para as recentes contratações, chegamos a 725 milhões de euros. Conseguirão Kaká, Cristiano Ronaldo e a segunda geração de galáticos dar o retorno necessário para cobrir esse valor? Uma coisa é certa: as vitórias precisarão ocorrer dentro (títulos) e fora dos campos (vendas e marketing) para isso.
foto: Reuters

Tava sumido do programa né!?
Gostou do de sexta!?
=)
Comentário por Fernanda — julho 3, 2009 @ 10:30 pm
DIÁRIO DE SÃO PAULO
http://oglobo.globo.com/diariosp/
Wagner Vilaron
03/07/2009
Michael Jackson corintiano
Se você é corintiano, a notícia é ruim. Se você é fã de Michael Jackson, a notícia também é ruim. Agora, se você é corintiano e fã de Michael Jackson, prepare o lencinho! Isso porque o maior nome da música pop de todos os tempos seria o protagonista da festa do centenário alvinegro, que acontece em 2010. A coluna Arquivo Confidencial confirmou que toda a agenda de eventos e comemorações corintianas estava prevista para terminar no dia 22 de novembro com um supershow de Jackson para um milhão de pessoas no Campo de Marte, em Santana. A única passagem do astro por São Paulo aconteceu em 1993, num show no Morumbi. Jackson morreu no último dia 25, em Los Angeles, aos 50 anos.
Os números da passagem de Jackson seriam gigantescos. Só o cachê do cantor estava fechado em US$ 6 milhões pela apresentação. A entrada não seria gratuita. A ideia era fixar preço de um jogo de futebol, ou seja, R$ 30. “Esperávamos movimentar cerca de R$ 30 milhões só em bilheteria, sem contar os patrocinadores. Além disso, Michael cantaria uma música com a camisa do Corinthians”, revela pessoa que cuidava da negociação e organização do evento. “Vamos atrás de outro nome.”
A morte de Michael Jackson,segundo os organizadores do supershow, dificultou, mas não fez com que desistissem do projeto. O desafio é encontrar nome capaz de atrair público de todas as idades e poderes aquisitivos. Paul McCartney e Rolling Stones são algumas opções.
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DIÁRIO DE SÃO PAULO
http://oglobo.globo.com/diariosp/
Wagner Vilaron
04/07/2009
Centenário com Paul McCartney ou Stevie Wonder
Michael Jackson no centenário do Corinthians. Para muitos, a notícia publicada com exclusividade na coluna “Arquivo confidencial”, na edição desta sexta-feira do DIÁRIO, soou como piada, sonho ou devaneio. Mas o empresário e sócio-diretor do Grupo BWA, Walter Balsimelli, rompeu o silêncio e aceitou falar sobre o assunto.
Responsável pela negociação para trazer o maior astro da história da música pop ao Brasil em 2010, Balsimelli lamenta a morte do astro, mas revela uma ótima novidade ao púbico, corintiano ou não. “O projeto de um grande show para fechar as festividades do centenário do Corinthians não terminou com a morte dele (Jackson)”, diz. “Vamos atrás de um outro nome forte. O projeto está mantido.” E os substitutos? Estão na lista o ex-beatle Paul McCartney e Stevie Wonder.
DIÁRIO – Como surgiu essa idéia de juntar Corinthians e Michael Jackson?
Walter Balsimelli – Minha empresa é a responsável pela organização do carnaval de São Paulo. Certo dia, em uma reunião de negócios com a Playcorp, empresa parceira nossa que promove grandes eventos, como o Réveillon da Paulista, comentei que iria fazer o centenário do Coritiba, evento que levarei shows do Skank, Cláudia Leite e Zezé de Camargo e Luciano, e que em São Paulo estaria com o centenário do Corinthians. Eles (Playcorp) gostaram da idéia, pois há muito tempo gostariam de fazer alguma coisa com o Corinthians. Então marcamos um almoço com o Luiz Paulo Rosenberg, que é do marketing do clube.
A ideia do Michael Jackson foi do Rosenberg?
Não. Nessa reunião ele nos passou algumas diretrizes do que gostaria que fizéssemos e como podíamos fazer. Uma delas nos chamou particularmente a atenção. O Rosenberg nos disse que possuía informações de uma pesquisa que mostrava que 70% dos corintianos são negros. A partir daí começamos a desenvolver a ideia, a proposta.
E como chegaram a Michael Jackson?
Não é segredo para ninguém que nos últimos tempos o Michael Jackson passava por uma grande crise financeira, cheio de problemas mesmo. Existe um grupo muito forte nos Estados Unidos, relacionado à comunidade negra, que estava ajudando o Michael nessa série de 50 shows que ele faria em Londres que tinha como objetivo arrecadar fundos e ajudá-lo. Isso aproximou Michael dessa comunidade. Então achamos que seria um ótimo gancho, que teria tudo a ver com a massa corintiana. Por isso escolhemos o dia 22 de novembro como data do show, pois é o dia da Consciência Negra. Então apresentamos isso para o Rosenberg, ele arregalou os olhos e disse: ‘puxa, vocês não pensam pequeno mesmo’. E aprovou, claro, mandou tocarmos adiante, pois seria um ótimo negócio para todos os lados. O Corinthians fica com uma parte da receita e não gasta nada, nós ficamos com outra e promovemos nosso novo cartão, que serve para entrar tanto em shows como em partidas de futebol.
E como seria o show?
O show vai ser. Infelizmente perdemos o Michael, mas o projeto permanece. Teremos de definir um substituto, um nome tão forte quanto o dele. E a idéia é a mesma. Queremos reunir um milhão de pessoas no Campo de Marte. Esse número entraria para o Livro dos Recordes. O ingresso seria de R$ 30,00. Já tínhamos feitos os contatos e levantado o orçamento. Só a produção ficaria em US$ 8 milhões, somados custos de equipamentos e o cachê do Michael.
E quais outros nomes seriam capazes fazer um milhão de pessoas pagarem para ir ao show?
Temos alguns, mas nada definido. A Madonna está com a imagem um tanto desgastada pelos últimos shows. O U2 é um nome bom, mas me parece que não atinge o público que desejamos, é uma plateia mais elitizada. O Paul McCartney deve fazer show no Brasil em 2010, de repente conseguimos relacionar as duas coisas. Vamos analisar.
Comentário por Thiago — julho 4, 2009 @ 11:00 pm