Terra Magazine

junho 16, 2009

África do Sul: Fifa “troca” patrocínios por serviços

Tags:, , , , - fabiokadow às 1:06 pm

Para não correr o risco de um blecaute ou de problemas no transporte público, por exemplo, a Fifa assinou contratos de patrocínios com empresas do setor que serão as responsáveis por esses tipos de serviços durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo.

A BP assinou o “maior contrato de patrocínio da sua história”, segundo a própria empresa, uma das maiores do mundo no setor de petróleo e energia. Pelo acordo, a BP garantirá o fornecimento de energia e combustível durante os dois eventos, evitando assim até um possível apagão nos estádios.

A Fifa anunciou também a Prasa, que é a responsável pela plano de reformulação e modernização do transporte público em trens e metrôs, como patrocinadora e parceira. Ou seja, dessa maneira, a Fifa garante alguns serviços públicos essenciais e parte da infraestrutura fundamental para a realização do evento, se precavendo de possíveis falhas do governo sul-africano.

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3 Comentários »

  1. Fantastico, isso poderia ser feito aqui no nosso Pais, pelomenos para transporte Aereo e transporte rodoviario urbano.
    Mas sera que vamos ser tão efecientes a ponto de melhorarmos o nosso transporte publico para a Copa.
    Estive na Australia e vi a revolução no transporte que foi feito para a Olimpiada, se aqui fosse igual seria perfeito.

    Comentário por Ricardo — junho 16, 2009 @ 1:37 pm

  2. 17/06/2009 - 10h15

    Imprensa é entrave do Morumbi para a Copa-2014

    EDUARDO ARRUDA
    PAULO COBOS

    da Folha de S.Paulo, na África do Sul

    Muitas vezes, quando um time, seu treinador ou seus jogadores tentam explicar um insucesso ou uma má fase, colocam a culpa na imprensa esportiva. Na maioria dos casos, para esconder o real problema.

    No caso do São Paulo, do Morumbi e da Copa do Mundo de 2014, se o clube paulista não conseguir emplacar seu estádio como sede da competição poderá, de fato, culpar a imprensa. Ou melhor, a estrutura exigida para atendê-la.

    De acordo com pessoas ligadas à Fifa ouvidas pela reportagem, o projeto do Morumbi é o único, entre os 12 escolhidos, que não possui, no entorno do estádio, área adequada para comportar o que exige a entidade.

    Os organizadores do Mundial exigem que haja um centro de mídia e área para o estacionamento de caminhões geradores de imagens das emissoras de TV, além de ampla área para estacionamento de jornalistas e convidados da Fifa.

    Na África do Sul, todos os estádios utilizados na Copa das Confederações cumpriram rigorosamente essa determinação. Em Bloemfontein, por exemplo, o espaço utilizado equivale a pelo menos quatro campos de futebol e faz parte do complexo do estádio Free State, onde o Brasil venceu segunda-feira o Egito por 4 a 3.

    No Morumbi, essa área, como funciona o estádio hoje, não existe. O mesmo ocorre com o Maracanã, que, porém, deve utilizar o espaço hoje ocupado pelo estádio de atletismo Célio de Barros, o mais tradicional da modalidade no país.

    Em reunião no último dia 8, no Rio, a Fifa deixou claro para as sedes que o mais importante para a realização da Copa do Mundo são os estádios. E que eles serão aceitos somente se cumprirem todas as exigências feitas pela entidade.

    Apesar dos problemas estruturais, como os pontos cegos, a Fifa avalia que o Morumbi poderá ser adaptado internamente para a Copa de 2014. Mas vê com muita preocupação o entorno da arena, praticamente sem espaços livres.

    De acordo com a entidade, em seu projeto inicial, o Morumbi previa a construção do centro de mídia a um quilômetro do estádio, o que a Fifa considerou completamente inviável. Questionou, por exemplo, como faria o cabeamento subterrâneo dos caminhões das TVs para o estádio.

    A diretoria do São Paulo, entretanto, rebate a informação. Afirma que, no projeto inicial, o espaço exigido pela Fifa ficaria a 300 metros do estádio e que contou com auxílio da TV Globo para a parte logística no que se refere aos veículos de geração de imagens.

    “Tudo foi feito de acordo com o caderno de encargos da Fifa. Agora, eles deixaram claro que poderiam fazer mudanças no projeto. Fizeram para nós, e estamos acatando”, afirma o diretor de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes.

    De acordo com o dirigente são-paulino, o novo projeto do estádio deve propor a utilização de parte da área do clube social para preencher os requisitos da Fifa. “Isso faz parte das nossas revisões”, disse.

    O São Paulo, que prevê R$ 300 milhões para deixar o estádio pronto para a segunda Copa no Brasil, também discute a construção de um estacionamento numa área da prefeitura para 3.000 carros, que seria administrado pelo consórcio CCR.

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u582048.shtml

    Comentário por Wagner — junho 17, 2009 @ 8:11 pm

  3. PERMUTA é nome dado a troca de publicidade por serviços.

    Comentário por João — junho 17, 2009 @ 10:32 pm

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