Terra Magazine

março 31, 2009

Liverpool e Manchester discutem patrocínios

Tags:, , , , , , - fabiokadow às 12:00 pm

Dirigentes de dois dos maiores clubes do mundo atualmente estão sentados à mesa de negociações com possíveis patrocinadores para as próximas temporadas. As situações são diferentes: o Liverpool tenta renovar um contrato que já dura 18 anos com a marca de cerveja Carlsberg, já o Manchester corre atrás de algum substituto para a seguradora norte-americana AIG, uma das empresas mais afetadas com a crise econômica no mundo.

A situação do Liverpool parecia mais tranquila, mas as declarações do executivo da empresa Keld Strudahl nessa semana deixaram uma neblina sobre o futuro da parceria (a mais longa da Permier League). “Ainda não existe nada concreto e é muito cedo para dizer se vamos manter os valores atuais, diminuir ou até não investir mais. Estamos fazendo uma revisão de todos os nossos contratos de marketing e patrocínio da empresa no momento”.

O Liverpool recebe cerca de 10 milhões de euros por ano da empresa dinamarquesa e o vencimento do contrato atual ocorrerá no fim da temporada 2009/10. O objetivo da diretoria do clube é fazer um novo com duração de quatro anos e, claro, aumentar os valores praticados, aproximando-os dos números de Chelsea e Manutd.

Já o Manchester está em negociação com diversas empresas. Depois de algumas especulações vindas do mundo árabe (Saudi Telecom e Sahara) e das conversas com a brasileira Petrobras, chegou a vez do grupo indiano Tata ser apontado como favorito. A Samsung, que atualmente está no rival Chelsea, disse que também foi procurada pelos dirigentes do clube. Até a permanência da AIG não foi descartada, porém o empréstimo bilionário que a empresa recebeu do governo norte-americano (cerca de US$ 170 bilhões) será um forte motivo para que os congressistas pressionem e que o acordo atual, na casa dos 15 milhões de euros por ano, realmente acabe em 2010.

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março 30, 2009

Começo histórico não vai evitar demissões na Brawn

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O supreendente e histórico começo da escuderia Brawn, que conseguiu a dobradinha no grid de largada e também no resultado final da prova da Austrália com Jenson Button e Rubens Barrichello, mais a confirmação do patrocínio do grupo Virgin, não serão suficientes para que, pelo menos, 270 funcionários da equipe sejam demitidos, segundo o chefe executivoi Nick Fry.

De acordo com Fry, a equipe conta com 700 empregados atualmente e o objetivo é chegar a 430. “Infelizmente nós temos que fazer isso por causa das mudanças técnicas do regulamento (fim dos testes) e também, claro, porque agora somos uma equipe privada”, disse o executivo, lembrando que o orçamento da Brawn deve ficar bem abaixo daquelas que contam com a verba de grandes empresas e também dos US$ 300 milhões que a Honda gastou no último ano.

Os cortes ocorreram em Barckley, na Inglaterra, onde fica a fábrica com os engenheiros que realizam pesquisas e desenvolvimento das peças - como o difusor que tem feito toda a diferença nesse começo de temporada. Os motores continuarão sendo comprados da Mercedes, parceira da McLaren.

foto: Getty Images

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março 27, 2009

Virgin Group pode ser o principal patrocinador da equipe Brawn

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Depois de ser apontado como um dos possíveis compradores da equipe Honda, o empresário Richard Branson, presidente do Virgin Group e dono de uma fortuna calculada em US$ 4,4 bilhões, ainda não desistiu de entrar para o mundo da Fórmula 1. E o alvo continua sendo a Honda, quer dizer, a nova equipe Brawn, que ficou com o lugar dos japoneses.

O objetivo de Branson é comprar a cota principal de patrocínio da Brawn e o interesse é alto, já que o o milionário até interrompeu suas férias e seguiu para a Austrália para continuar as negociações. Esse seria o primeiro grande contrato da equipe liderada por Ross Brawn, que vem se destacando nos treinos com seus pilotos Jenson Button e Rubens Barrichelo. A ação não envolveria mudanças no nome da equipe, mas os carros deverão ser totalmente pintados com as cores da empresa. Boa notícia para a categoria, que vem sofrendo com as consequencias da crise econômica.

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março 26, 2009

Site especializado coloca Tóquio na frente da disputa por 2016

Tags:, , , , - fabiokadow às 5:08 pm

Desde 1998 o portal GameBids faz um acompanhamento de todos os processos de escolha das cidades que serão sedes das Olimpíadas. Com uma boa dose de acerto, textos técnicos bem fundamentados e uma equipe que entende do assunto, o site ganhou o respeito dos veículos de imprensa e dirigentes esportivos. No dia 22 de março o GameBids publicou a sua última parcial sobre o disputa para 2016, que envolve as cidades de Madrid, Chicago, Tóquio e Rio de Janeiro.

De acordo com o estudo, o primeiro a levar em conta os cadernos de encargos (três volumes com 600 páginas cada explicando os planos e como pretendem organizar os Jogos) entregues pelos quatro concorrentes, Tóquio está na liderança, seguido de perto pelo Rio de Janeiro, Madrid e Chicago ficando na última posição.

No BidIndex, modelo matemático desenvolvido pelo site que acompanha, avalia e dá notas para as candidaturas, Tóquio atingiu 64,41 de pontuação (alta de 0,19), contra 59,95 do Rio (alta de 0,22), 58,73 de Madrid (alta de 0,10) e 58,37 de Chicago (única a registrar queda, de 0,41).
Para Robert Livingstone, produtor do site “a disputa está acirrada e em nenhum momento alguma candidatura se distanciou”, como ocorreu em 2012, quando Londres e Paris sempre estiveram disparadas como favoritas.

Ainda segundo o site, a queda de Chicago se dá por causa dos problemas financeiros dos EUA, fato que afastaria os patrocinadores. A briga entre o Comitê Olímpico dos EUA e o Comitê Olímpico Internacional, também influenciou na queda. Já o único fator que ainda não faz a candidatura de Tóquio deslanchar é a realização de outra edição dos Jogos no continente asiático num curto espaço de tempo (Pequim foi a sede em 2008).

Sobre o Rio, a matéria diz que os preparativos para Copa do Mundo de 2014 e uma inédita edição na América do Sul estão contando muitos pontos a favor. Mas não se sabe se a estrutura gigantesca proposta pelos organizadores, com um orçamento final que ultrapassou em bilhões de dólares todos os outros candidatos, foi recebida pelo COI como uma “honestidade prudente”, visto os erros de cálculos dos últimos organizadores, ou se isso vai tirar pontos da candidatura.

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março 25, 2009

Internacional prepara ações para o centenário e lucra com associados

Tags:, , , , , - fabiokadow às 3:54 pm

O Internacional de Porto Alegre tem se diferenciado nos últimos anos fora dos campos pelo belo trabalho de marketing de relacionamento e fidelização que vem realizando junto aos seus sócios, que já passam de 80 mil pessoas, número impressionante até para os padrões europeus. Desde 2004, quando foi iniciado o trabalho, esses sócios-torcedores vêm conquistando diversas vantagens, sendo a principal delas a preferência na compra de ingressos. Na final da última Copa Sulamericana, contra o Estudiantes da Argentina, todos os 55 mil ingressos foram vendidos para sócios, por exemplo.

No dia 4 de abril de 2009 o clube gaúcho completará 100 anos e o cronograma dessa festa foi anunciado no último dia 23, quando a diretoria de marketing apresentou a programação dos eventos que serão realizados durante os próximos 12 meses. No menu, ações como: museu, shows, caminhadas, missas, presença de antigos ídolos e personalidades, transmissões na internet e até um filme sobre o assunto.

“Pesquisamos o que diversos clubes haviam feito nos seus centenários. Geralmente, era um jantar, um amistoso e a contratação de algum jogador. Mas nós queremos ir bem mais longe. A internet nos possibilita atingir um número gigantesco de torcedores. Por isso o slogan da celebração do Inter é o ‘Centenário de todo mundo’. Estamos transferindo para o torcedor o compromisso da festa. Todos podem fazer a sua própria celebração”, declarou Jorge Avancini, vice-presidente de marketing, ao site oficial do clube. (clique aqui para ler a matéria completa)

Abaixo, confira trechos da entrevista que blog Jogo de Negócios fez com Jorge Avancini:

Sobre os eventos
“Não separamos nenhum valor específico do orçamento para essas ações que divulgamos. Na verdade elas terão que se viabilizar, tem que acontecer, pois o clube não vai usar o orçamento do futebol para isso. Como? Com patrocínios e a participação dos torcedores.”

O trabalho com os associados
Os clubes do eixo RJ-SP, pela visibilidade que tem, conseguem contratos de patrocínios bem maiores do que os nossos. Além disso, existe um estigma no Sul de que uma empresa deve investir nos dois times (Grêmio e Inter), o que acaba sendo uma desculpa e reduz os custos deles, pois divide por dois. Por isso tivemos que usar a criatividade e criar alternativas para gerar receita. Para não ficarmos tão dependentes desse modelo o segredo é ter um quadro social forte, que paga em dia e não nos deixa reféns das cotas de televisão e patrocínio. Para isso dar certo, você precisa de um estádio próprio, com capacidade e condições, coisa que os clubes do Rio não possuem, o Corinthians também não, por exemplo. Esse é o ponto de partida. O segundo passo foi ativar esse relacionamento, com sorteios, com privilégios, trazendo ele para dentro do clube. Existe reclamação dos não-sócios? Sempre, mas pouca. E o futebol mudou, os torcedores já entenderam que tem que se programar, comprar com antecedência.

A recompensa
Esperamos chegar a 100 mil sócios até o fim do ano, mesmo com esses fatores da economia atual. Para ter uma idéia, multiplique o número de sócios pelo ticket médio de R$ 34,50 por mês (R$2.760.000,00). E depois por doze meses (R$ 33.120.000,00). Hoje a receita com os associados já e a segunda mais importante no orçamento do clube, atrás apenas das cotas de televisão (não contabilizando as transferências de atletas). O Internacional é o único a ter recebido o certificado ISO 9001 por atender as legislações do Estatuto do Torcedor. Dos 20 clubes que disputaram a Série A no ano passado, só não recebemos a visita do nosso rival, todos os outros vieram conversar e entender sobre esse nosso programa.

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março 24, 2009

Drops: taxa de luxo para craques, Liverpool a venda e Audi nos Yankees

Tags:, , , , - fabiokadow às 1:23 pm

Imposto de renda

De acordo com o Financial Times, a Uefa estuda a possibilidade de criar uma “taxa de luxo”, que seria cobrada dos clubes que têm em seus elencos as maiores estrelas do futebol, como Kaká, Lampard, Gerrard, etc. O dinheiro arrecadado seria distribuído para os times “mais pobres”, com o intuito de diminuir a diferença técnica e financeira que existe atualmente entre alguns poucos clubes (que dominam as competições) e a grande maioria. Será que passa?

Liverpool a venda?

O empresário norte-americano George Gillett, que é dono de 50% do time de futebol inglês Liverpool e de 80% do time de hóckey no gelo Montreal Canadiens, está pensando em se desfazer dos seus investimentos na área do esporte. Gillett já teria, inclusive, contratado quatro empresas na Europa, EUA e Canadá para analisar as suas propriedades. Só não se sabe se essas empresas vão sugerir a venda ou alguma outra ação, como uma reestruturação financeira ou capitalização.

Yankees de Audi

A crise no setor automobilístico não impediu a montadora alemã Audi de fechar um novo contrato de três anos com o time de beisebol New York Yankees. Com isso, a Audi passar a ser “o carro oficial dos Yankess”, poderá expôr seus produtos e ganhará um lugar especial no novo estádio do clube, com restaurante e camarotes, para realizar ações de relacionamento e marketing

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março 23, 2009

Fifa teve lucro de US$ 184 milhões em 2008, mas crise preocupa

Tags:, , , , , - fabiokadow às 12:54 pm

A Fifa divulgou na semana passada seu relatório financeiro referente ao ano de 2008 e podemos dizer que, por enquanto, a crise econômica ainda não afetou os negócios da entidade. Para se ter uma idéia, os cofres da Fifa receberam no ano passado US$ 957 milhões graças aos contratos de televisão, marketing e patrocínios da Copa do Mundo de 2010, que responderam por 95% do total dessa receita. O lucro líquido ficou em US$ 184 milhões.

Durante uma conferência de imprensa, o presidente Joseph Blatter chegou a declarar que “estamos, particularmente, numa situação confortável. Mas não podemos esquecer que a crise é forte e pode ser comparada a uma primeira grande onda de um Tsunami. O futebol será afetado.” O diretor financeiro Markus Kuttner foi cauteloso ao lembrar que o ciclo econômico de quatro anos, que terminará em 2010 com a Copa da Africa, ainda está apenas no meio do caminho. “Quase todos os nossos ovos estão na mesma cesta (as receitas da Copa), por isso estamos altamente expostos.”, afirmou Kuttner.

Para Kuttner, o clico financeiro só será considerado um sucesso quando a Copa tiver terminado sem nenhum problema e com seus parceiros comerciais cumprindo todas as suas obrigações - até agora, segunda a Fifa, nenhuma empresa, nem mesmo a indiana Satyam, que passa por graves problemas financeiros, pediu para rever os contratos ou os prazos de pagamentos.

Estima-se que, no total, o evento vai gerar US$ 3,2 bilhões para a Fifa. A venda de ingressos continua indo bem: foram 800 mil pedidos em um mês e 28 jogos, dos 64 que compõem o torneio, já estão esgotados. Até o momento, norte-americanos e ingleses lideram o ranking de pedidos.

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março 20, 2009

O efeito Tiger Woods

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Já discutimos aqui no blog, no fim de fevereiro, o “efeito Lance Armstrong“, que mostrava como a volta do fenômeno do ciclismo havia influenciado numa competição australiana. Por aqui, tivemos exemplos semelhantes, com a volta de Ronaldo, principalmente no jogo contra o Palmeiras, que ganhou proporções ainda maiores em termos de números e, claro, de valores nos contratos de patrocínios, direitos de televisão, turismo, etc.

Agora chegou a vez da volta do não menos genial Tiger Woods, que estava afastado das competições por causa de uma lesão no joelho desde o ano passado e que acaba retornar às competições oficiais. Os organizadores do Australian Master, que será disputado entre os dias 12 e 15 de novembro (isso mesmo) no Kingston Health Golf Club de Melbourne, já estão em polvorosa com essa possibilidade da presença do ídolo.

Vejam, por exemplo, a declaração de John Brumby, membro do governo do estado de Victoria. “Esperamos turistas dos outros estados e também de outros países para assistirem o melhor golfista do mundo na cidade de Melbourne. O evento vai atrair milhares de visitantes, criar empregos e divulgar a cidade para o mundo inteiro pela televisão.”

São esperadas de 70 mil a 100 mil pessoas durante os dias do torneio e um impacto de US$ 19 milhões na economia local. A última oportunidade que Tiger Woods esteve na Austrália foi em 1998. Dessa vez, estima-se que o golfista vai receber cerca de US$ 3 milhões pela sua participação, que seria bancada pelo governo e também pelos patrocinadores.

Foto: Getty Images

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março 19, 2009

Como o Corinthians mudou do Carrefour para a Batavo

Tags:, , , , - fabiokadow às 7:02 pm

Aquela que parecia ser a maior vantagem do contrato com o Carrefour, a chamada mídia cooperada com seus fornecedores, acabou tornando-se o maior empecilho para o cancelamento de um contrato que estava 99% certo na mesa dos dirigentes corintianos (clique aqui e leia a matéria publicada no dia 5 de março por esse blog). Uma virada de mesa trouxe de volta a Batavo, parceira em 1999 e 2000, para o uniforme do alvinegro paulista.

De última hora, o Corinthians não aceitou esse modelo, em que a rede de supermercados iria, a cada jogo ou por um determinado período, estampar também as marcas dos seus fornecedores, que ajudariam, claro, a pagar os R$ 20 milhões por ano. O Timão pediu mais dinheiro por isso. O Carrefour não aceitou.

Se o objetivo inicial, ainda no fim do ano passado, era chegar aos sonhados R$ 30 milhões só com o patrocínio principal da camisa, podemos dizer que a diretoria do Corinthians falhou. Ou melhor, caiu na real. Nos últimos três meses várias negociações foram falhando por causa dessa irredutibilidade dos dirigentes do clube, que exigiam valores exagerados para a atual situação econômica do país e do mundo.

A camisa do Corinthians vale R$ 30 milhões por ano? Vale, até mais. Segundo o último estudo da Informídia, o Timão ficou em segundo lugar no ranking de visibilidade de 2008, com uma mídia espontânea estimada de R$ 2,694 bilhões, perdendo apenas para o Palmeiras, que teve R$ 2, 754 bilhões. Mas não nesse momento.

Primeiro pelo motivo já citado, segundo porque o marketing esportivo no Brasil ainda está dando seus primeiros passos rumo a profissionalização e, consequentemente, a valores mais altos (faça uma comparação entre os valores  de patrocínio contratados atualmente pelos grandes clubes com aqueles de dez anos atrás, por exemplo. O mesmo para os direitos de televisão…).

A estratégia de vender patrocínios por jogos rendeu ao Corinthians um bom dinheiro, principalmente no caso do clássico contra o Palmeiras, quando Visa, Panasonic e Lupo trouxeram cerca de R$ 700 mil aos cofres. Mas quantos Palmeiras e Corinthians terão no ano? E mais: quantas “voltas de Ronaldo” teremos no ano? Ficou claro o risco dessa estratégia no último fim de semana, quando a fabricante de motos Dafra desistiu do negócio ao saber que Ronaldo não iria jogar contra o Santo André.

O tempo passou, a água foi subindo, a soberba diminuindo e a proposta de R$ 20 milhões do Carrefour foi amadurecendo. Mas, aos 45 minutos do segundo tempo, por esse pequeno detalhe que falamos no começo do texto, o negócio melou.

Chega a vez da Batavo, trazida pela agência de publicidade Dez Propaganda e pela de marketing esportivo Off Field. Ah, quanto a Batavo vai pagar? Um pouco menos dos que os R$ 20 milhões do Carrefour. Serão R$ 18 milhões por 10 meses. Bem, ainda restam o calção e a manga, que, como sabemos são de Ronaldo.

Atualização as 18:37 hs:
Leiam no blog da Marília Ruiz mais detalhes sobre essa confusa negociação. Com direito até a frase do presidente Andres Sanchez confirmando o Carrefour no começo da tarde. E voltando atrás logo depois, dizendo que a Batavo fez a melhor proposta. Será?

SOBRE OS DADOS DA INFORMIDIA:
A Informidia é uma empresa especializada em medir a exposição da marca nos veículos de mídia (revistas, jornais, televisão, etc), a mais reconhecida quando o assunto é marketing esportivo. Além de grandes empresas, trabalha também com os principais clubes brasileiros e com o Clube dos 13. Os dados citados no texto, se referem ao ano de 2008 e foram divulgados recentemente e publicados pelo jornal Valor Econômico na edição do dia 18 de março.

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março 18, 2009

Platini quer acabar com a Champions League, clubes são contra

Tags:, , , - fabiokadow às 12:53 pm

Michel Platini, presidente da UEFA, está batendo de frente com os clubes europeus e até com alguns de seus diretores. O ex-jogador francês disse à imprensa de seu país que gostaria de criar um único campeonato continental, que substituiria a Champions League e a Copa da Uefa, e assim voltar ao sistema antigo, quando eram disputadas apenas partidas eliminatórias entre os clubes de toda a Europa. Seriam criadas três divisões, com 20 ou 22 clubes em cada etapa.

O novo torneio já tem até nome: Super Liga Européia. 

Mas dificilmente Platini terá sucesso em sua nova empreitada. Os clubes já se manifestaram contra as mudanças e não estão dispostos nem a abrir o debate sugerido pelo dirigente, que ressaltou em suas entrevistas a diferença entre os seus desejos dele a a realidade atual. “Todos conhecem minha filosofia sobre os torneios europeus, mas precisamos ser cuidadosos. Se dependesse só de mim, eu voltaria ao esquema de partidas eliminatórias.”

O torneio a que Platini se refere é a antiga Copa Européia, que começou a ser disputada em 1955. Em 1992 foi criada a Champions League que conhecemos e, de lá pra cá, tornou-se o campeonato mais importante do mundo, com os melhores jogadores, fãs no mundo todo e, claro, com os melhores contratos de marketing, patrocínios, direitos de televisão, etc.

Já a Copa da Uefa surgiu em 1971 e é o segundo torneio mais importante da Europa, reunindo, numa explicação sintética, os clubes que não conseguiram atingir as primeiras colocações na última temporada, mas também consegue chamar a atenção da mídia e dos patrocinadores (e fica a pergunta: por que a Conmebol ainda não seguiu o mesmo modelo para a Copa Sulamericana?). A partir da próxima temporada, ela vai ganhar um banho de loja, que inclui a mudança de nome para UEFA Europa League e de logomarca.

Já a ECA (Associação de Clubes Europeus), que reúne 137 agremiações, disse que “rejeita esses rumores infundados, que objetivam apenas acabar com a harmonia no futebol europeu. Estamos muito felizes com as competições atuais e nenhuma mudança está na nossa agenda.” Claro, não falariam isso se não estivessem lucrando com o formato vigente.

(foto: Getty Images)

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