Políticos americanos criticam os contratos de naming rights
Naming rights é uma ação de marketing esportivo muito utilizada nos EUA e Europa, conhecida principalmente quando alguma empresa compra os direitos e coloca a sua marca como nome de um campeonato, estádio ou arena durante determinado período. Os contratos costumam ser milionários e trata-se de uma boa fonte de renda para os clubes.
No Brasil, no mundo do esporte, atualmente temos apenas a Kyocera Arena, do Atlético Paranaense, como exemplo. As empresas reclamam, com certa razão, que a imprensa e a mídia nacional não falam (ou publicam) os nomes das suas marcas, o que inviabiliza uma ação desse tipo.
Já nos EUA a questão é outra. Em tempos de crise os contratos de naming rights entraram na mira dos políticos. Para eles, essas ações só servem para “massagear o ego” das empresas e não fazer marketing de verdade. No alvo, estão os endividados bancos.
A pressão começou por causa dos contratos entre bancos e os dois times de baseball de Nova York. O Citigroup, por exemplo, apesar de já ter recebido uma ajuda de US$ 45 bilhões do governo americano, tem um acordo de US$ 400 milhões por 20 anos com o New York Mets. “Não podemos forçá-los a quebrar o contrato, mas queremos criar algumas condições que levem a isso”, disse Barney Frank, do partido Democrata.
A primeira vítima desse movimento foi o New York Yankees, que vai inaugurar o seu novo estádio e estava negociando a cota principal (também na faixa de US$ 20 milhões por ano) de patrocínio com o Bank of America. A instituição financeira anunciou oficialmente que não está mais negociando com o famoso time de baseball, apesar de reconhecer que “estão perdendo uma grande oportunidade”.

Pois é… político é igual em toda parte do mundo. Enquanto ‘pingava’ uma graninha na mão deles os contratos eram viabilizados, agora que a crise afetou todos os segmentos, estão atrás de mais dinheiro.
Quem dá mais lucro? O banco ou o clube? Então, que passem a pegar o dinheiro do banco destinado ao clube.
Lamentável. Daqui a pouco, vão querer estatizar os estádios e aí, acharão a idéia mais sensacional do planeta esse tipo de patrocínio novamente.
Comentário por Renato - totaltricolor.com.br — fevereiro 27, 2009 @ 9:20 pm
Olá Fábio!
Apenas uma correção, me parece que o estádio do Atlético Paranaense não possui mais o “Kyocera”, parece que há o interesse em reestabelecer a parceria, mas não tem nada concretizado.
http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2008/03/31/atletico-pr_nao_renovara_com_kyocera-426614951.asp
No mais, parabéns novamente pelo blog!
Comentário por Bárbara Schausteck de Almeida — março 2, 2009 @ 12:55 pm
Antes de divulgar uma informação é importante estar atualizado. O estádio do Atlético Paranaense não é mais patrocinado pela Kyocera. O próprio clube poderia dar mais informações.
Comentário por Rudy Neves — março 5, 2009 @ 5:47 pm