Terra Magazine

fevereiro 27, 2009

Políticos americanos criticam os contratos de naming rights

Naming rights é uma ação de marketing esportivo muito utilizada nos EUA e Europa, conhecida principalmente quando alguma empresa compra os direitos e coloca a sua marca como nome de um campeonato, estádio ou arena durante determinado período. Os contratos costumam ser milionários e trata-se de uma boa fonte de renda para os clubes.

No Brasil, no mundo do esporte, atualmente temos apenas a Kyocera Arena, do Atlético Paranaense, como exemplo. As empresas reclamam, com certa razão, que a imprensa e a mídia nacional não falam (ou publicam) os nomes das suas marcas, o que inviabiliza uma ação desse tipo.

Já nos EUA a questão é outra. Em tempos de crise os contratos de naming rights entraram na mira dos políticos. Para eles, essas ações só servem para “massagear o ego” das empresas e não fazer marketing de verdade. No alvo, estão os endividados bancos.

A pressão começou por causa dos contratos entre bancos e os dois times de baseball de Nova York. O Citigroup, por exemplo, apesar de já ter recebido uma ajuda de US$ 45 bilhões do governo americano, tem um acordo de US$ 400 milhões por 20 anos com o New York Mets. “Não podemos forçá-los a quebrar o contrato, mas queremos criar algumas condições que levem a isso”, disse Barney Frank, do partido Democrata.

A primeira vítima desse movimento foi o New York Yankees, que vai inaugurar o seu novo estádio e estava negociando a cota principal (também na faixa de US$ 20 milhões por ano) de patrocínio com o Bank of America. A instituição financeira anunciou oficialmente que não está mais negociando com o famoso time de baseball, apesar de reconhecer que “estão perdendo uma grande oportunidade”.

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fevereiro 26, 2009

Nike vai patrocinar o futebol chinês

Tags:, , , , - fabiokadow às 1:36 pm

Você provavelmente não deve conhecer a China Super League, o campeonato de futebol chinês, disputado atualmente por 16 equipes e que tem como atual campeão o Shandong Luneng. A seleção chinesa, que ficou fora da última copa e ocupa atualmente a 104º posição no ranking da Fifa, também não desperta a atenção da mídia internacional. Mas e o mercado chinês? Esse todo mundo quer e tem interesse.

E é por isso que a Nike acaba de fazer uma proposta de US$ 200 milhões para patrocinar a China Super League por dez anos. O contrato para 2009, de US$ 15 milhões, já está fechado e vai render US$ 730 mil em material esportivo e mais US$ 220 mil em dinheiro para 12 times.

Um novo contrato propõe um aumento de 15%  por ano nesses valores até 2018 e a expansão para todas as 16 equipes participantes. A Nike ainda não confirmou esses números, mas, segundo as agências internacionais, espera-se um comunicado oficial nos próximos dias, já que a próxima temporada começa no dia 21 de março.

Vale lembrar que a Siemens, que fez um contrato milionário de naming rights na primeira temporada em 2004, saiu do negócio após a acusação de apostas, acertos de resultados e outras controvérsias. A Kingway, cervejaria líder de mercado no país, é que detem os naming rights do campeonato atualmente.

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fevereiro 25, 2009

Drops: corte de preços na Inglaterra, Rally Dakar e o dono da A1GP na F1

Tags:, , , , , , - fabiokadow às 11:41 am

Salvem o povo!

Só aumenta a lista dos clubes ingleses que estão diminuindo os preços dos ingressos de seus jogos para que os torcedores não desapareçam dos estádios em tempos de forte recessão na economia local. Depois de Manchester City, Sunderaland e Portsmouth, agora foi a vez do Newscastle anunciar cortes de 9%, deixando assim o preço igual ao da temporada de 2007-08.

Dakar continua por aqui

Depois do sucesso (leia-se “a ausência de atentados terrorista”) da última edição do famoso e perigoso Rally Dakar, que ocorreu em janeiro último na Argentina e Chile, os organizadores já confirmaram que a etapa de 2010 continuará nos dois países. Nada está previsto para o Brasil.

Novo interessado na Honda

Depois dos milionários Richard Branson e Carlos Slim (e de tantos outros rumores), agora a bola da vez no assunto Honda é o sul-africano Tony Teixeira, o dono da categoria A1GP - aquela em que as escuderias e pilotos representam os países, como se fosse uma Copa do Mundo, e que ocorre durante o inverno europeu. O empresário admitiu que vem negociando a compra da escuderia Honda, mas que, por causa da crise, o início das operações seria apenas em 2010. Seu plano, ao que tudo indica, é levar os pilotos vencedores da temporada da A1GP para a sua equipe da Fórmula 1, aumentando assim o interesse na A1.

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fevereiro 23, 2009

O efeito Lance Armstrong

Tags:, , - fabiokadow às 5:56 pm

O nome Lance Armstrong é considerado uma marca tão forte quanto de outros ídolos do esporte como Michael Jordan, Ronaldo, Beckham, Phelps, etc. A última amostra do poder de Lance Armstrong veio da Australia, quando participou, em janeiro último, da Tour Down Under. A prova ficou marcada como o retorno de Lance as competições profissionais, após uma aposentadoria de três anos.

Autoridades da cidade de Adelaide disseram que a presença do ciclista supercampeão de 37 anos trouxe 39 milhões de dólares australianos para a economia local, bem mais do que os 17,3 milhões de dólares australianos que a edição do ano passado, quando Lance não esteve presente. Além disso, a presença de turistas de outros estados e de estrangeiros mais que dobrou, chegando a 32 mil pessoas.

Lance ficou em 29º lugar e mostrou que ainda tem lenha para queimar, apesar de dizer que seus objetivos agora são outros: ele quer aumentar a luta contra o câncer e também contra o dopping no ciclismo, que vem manchando o esporte nos últimos anos.

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fevereiro 20, 2009

Vancouver está pronta para os Jogos Olímpicos de Inverno

Tags:, , - fabiokadow às 4:28 pm

Há pouco menos de um ano da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, que ocorrerá no dia 12 de fevereiro de 2010 em Vancouver, no Canadá, o comitê organizador anunciou que todas as instalações esportivas que serão utilizadas estão finalizadas e prontas para receber os atletas.

O custo total de construção e reformas dos ginásios e arenas ficou em US$ 470 milhões, cerca de US$ 100 milhões a mais do que o previsto inicialmente no projeto, mas dentro do reajuste que foi anunciado em 2006, quando ocorreu um boom imobiliário na cidade. Já a crise econômica que estourou no ano passado não influenciou nos orçamentos das obras.

A preocupação com o meio ambiente está presente em todas instalações, que reutilizarão águas captadas das chuvas nos vestiários (o que vai gerar uma economia de 30%), contarão com sistemas de energia solar e gás natural, e foram construídas para que a temperatura interna se mantenha ideal para a pratica de esportes no gelo. A maioria delas será utilizada pelas comunidades locais após os jogos, um legado real dos Jogos.

Porém, assusta  saber que o orçamento apresentado em 2003 para o item segurança, que era de US$ 140 milhões, chega em 2009 já na casa dos US$ 720 milhões. E estamos falando de Vancouver… quanto custará para tornar o Rio de Janeiro seguro? (a pergunta vale para qualquer cidade brasileira)

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fevereiro 19, 2009

Adidas cresce na América Latina e quer mais no Brasil

Durante um encontro mundial que está ocorrendo no Brasil com 70 importantes executivos do grupo, Herbert Hainer, o CEO mundial da Adidas fez uma pausa para falar com alguns jornalistas da imprensa local. Por sinal, a escolha do Brasil como sede mundial desse encontro não foi por acaso, já que o país está entre os dez mais importantes mercados da marca, vem registrando um crescimento de dois digitos ultimamente e vai receber atenção especial nos próximos anos.

Herbert Hainer falou muito sobre a atual crise econômica, mas sempre com otimismo: “Não é a primeira, não será a última. O que estamos fazendo é cortar em alguns mercados e investir em outros. Acredito que a América Latina não sofrerá tanto quanto os EUA. Inclusive, os últimos pedidos de compras nos mostram isso.”

Dados da empresa revelam que nos nove primeiros meses do ano de 2008, a Adidas teve vendas liquidas de R$ 24 bilhões no mundo. A América Latina ainda representa menos de 10% desse total, mas é a região que mais cresce atualmente. Na China, graças as ações de marketing esportivo durante os Jogos de Pequim, o aumento foi de 50% em 2008.

Os investimentos no Brasil são prioridade. Até o fim do ano, a Adidas pretende ter cerca de 40 lojas próprias espalhadas em todo território. Para 2014, Hainer promete surpresas. “Assim como já fizemos na Copa da Alemanha de 2006 e na Eurocopa 2008, em 2014 teremos grandes eventos e ações no Brasil.”

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fevereiro 18, 2009

Milionários de olho na equipe Honda

Tags:, , , , - fabiokadow às 5:56 pm

Enquanto não se confirma oficialmente a notícia que a Honda vai estar presente na temporada 2009 de Fómula 1, seguem as especulações sobre os nomes dos possíveis donos. As apostas agora se concentram em dois empresários milionários: Carlos Slim, mexicano que já foi considerado o homem mais rico do mundo pela revista Forbes em 2007 e tem uma fortuna estimada em US$ 70 bilhões, e o outro é Richard Branson, inglês dono do grupo Virgin, conhecido por seu estilo irreverente e com uma conta bancária “mais modesta”, de US$ 4,4 bilhões, também segundo a Forbes.

Comprar a escuderia não será problema, nem mesmo para um cidadão menos abonado, já que o preço simbólico da equipe Honda está estimado em 1 euro. Mas o futuro dono terá que arcar com, pelo menos, cerca de US$ 100 milhões de custos nesse primeiro ano, isso já com a nova política de cortes que a FIA está tentando instituir.

Você acredita que esses milionários estão realmente investindo na categoria ou apenas buscam o prazer de ter uma equipe de Fómula 1? Será que um homem, mesmo já adulto, nunca consegue parar de brincar com carrinhos?

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fevereiro 17, 2009

Esporte e entretenimento: o exemplo da Billie Jean King Cup

Tags:, , - fabiokadow às 4:14 pm

Coloque quatro das melhores tenistas do mundo numa das mais modernas arenas de entretenimento. Agora crie um campeonato de apenas uma noite, com jogos eliminatórios simples, emocionantes e que chame a atenção da televisão. Preço dos ingressos? US$ 1 mil para a área VIP (o mesmo que o de um Super Bowl), US$ 50 nos lugares mais baratos.

Pronto, está criada a Billie Jean King Cup, que promete ser um dos maiores eventos do tênis nesse ano e será disputada em Nova York, no Madison Square Garden, no próximo dia 2 de março, uma segunda-feira. As personagens desse torneio de exibição serão as irmãs Williams, Jelena Jankovic e Ana Ivanovic, as maiores tenistas da atualidade, vencedoras dos títulos mais importantes do circuito.

O nome do torneio é uma homenagem à ex-tenista que faturou 12 títulos de Grand Slam em simples, 16 em duplas femininas e 11 em duplas mistas. Billie Jean King ficou famosa também ao vencer, em 1973, o campeão de Wimbledon Bobby Riggs, no jogo que ficou famoso como a Batalha do Sexos. Ela fundou a Women’s Sport Foundation, que combate o preconceito no esporte e vai receber parte da renda desse evento.

E por que numa segunda-feira? A HBO, canal que tem o entretenimento como carro chefe, vai transmitir o evento para todo o país, ao vivo, a partir das 19h30.

Pontos para o ranking de entradas? Zero. Valor da premiação total? US$ 1,2 milhão.

A experiência segue o sucesso do evento realizado no ano passado, no mesmo Madison Square Garden, quando Sampras e Federer estiveram reunidos numa noite com ingressos completamente esgotados.

Pronto, assim está criado um evento esportivo que tem o entretenimento como principal razão e vai render milhões de dólares, mesmo em tempos de crise econômica. O Brasil está preparado para realizar eventos semelhantes? O que falta para chegarmos lá?

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fevereiro 16, 2009

Real Madrid lança curso no Brasil

Os estudantes e profissionais de gestão e marketing esportivo acabam de ganhar mais uma boa opção para aprimorar seus conhecimentos. A Universidade Anhembi Morumbi lançou nesta manhã o curso de MBA em Gestão e Marketing de Entidades Esportivas, fruto de uma parceria que a entidade fez com o clube espanhol Real Madrid. Com isso, o Brasil passa a ser o terceiro país a contar com o curso, além de Espanha e México.

As inscrições já estão abertas e o objetivo é formar duas turmas iniciais. Os alunos poderão, inclusive, cursar um módulo de 56 horas na Espanha, para aprender, conhecer os profissionais e toda a estrutura de um dos clubes mais valiosos do mundo. Apesar da marca Real Madrid estar muito ligada ao futebol, o curso não é focado só nessa modalidade e pretende formar executivos aptos a trabalhar em qualquer entidade e setor esportivo.

Presente no evento inaugural o ex-jogador da seleção argentina e atual Diretor da Escola de Estudos Universitários Real Madrid, Jorge Valdano, falou sobre a importância da formação de novos profissionais para que o mercado realmente evolua como na Europa.

O mercado de gestão e marketing esportivo começa a crescer no Brasil e são poucos os profissionais com experiência no setor. Em 2014 teremos uma Copa do Mundo, acredita que esse cenário pode mudar até lá?
O Brasil ainda está longe dos modelos de organização dos grandes clubes europeus e é imprescindível que isso mude para estar à altura de um torneio como a Copa do Mundo. O futebol, de uma maneira muito peculiar, é parte fundamental da indústria do entretenimento. Para responder a esse desafio, é preciso preparar profissionais com conhecimento especifico em esportes. As universidades perceberam isso e agora estão respondendo a essa necessidade.

Quanto tempo é preciso para esse primeiro ciclo ocorrer e o mercado sentir a diferença?
Não tem porque ser um ciclo muito longo. Na Espanha, tudo começou com o ex-presidente do Real Madrid Florentino Perez, em 2000. O Real foi o primeiro clube a dividir sua gestão em várias direções, com profissionais específicos para o futebol, outros para o marketing, outros para o clube social, etc… e cinco anos depois, todos os clubes já tinham, mais ou menos, a mesma estrutura organizacional que o Real Madrid. Ou seja, em muito pouco tempo o futebol espanhol deu um salto de qualidade em gestão operacional muito grande.

Mais informações sobre o curso, como período de inscrições, preços e outros, acesso o site www.anhembi.br ou nos telefones (11) 3847-3198/3050

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fevereiro 13, 2009

Chelsea perdeu 23 milhões de libras com demissões

Tags:, , , - fabiokadow às 12:29 pm

A recente mania do milionário russo Roman Abramovich de demitir seus técnicos tem custado caro. Segundo a BBC, o Chelsea registrou perdas de 65,7 milhões de libras (cerca de R$ 216 milhões) no período entre junho de 2007 e o mesmo mês de 2008. Mesmo assim, os dirigentes estão comemorando, já que o valor vem diminundo com relação as temporadas anteriores (74 milhões de libras em 2006-07, 80,2 milhões de libras em 2005-06 e incríveis 140 mihões de libras em 2004-05).

Chama a atenção o fato de que as perdas desse ano poderiam ser bem menores se a constante troca de treinadores não tivesse ocorrido. Foram 23 milhões de libras (mais de R$ 75 milhões) somente em multas para os demitidos José Mourinho e Avram Grant. Vale ressaltar que os custos com a saída do brasileiro Luiz Felipe Scolari serão computados apenas no próximo balanço.

Abramovich perdeu muito dinheiro com a crise econômica e cada vez mais demonstra que não pretende continuar investindo sua fortuna pessoal nas contratações de astros. O clube pretende, inclusive, vender os direitos de algumas das suas maiores estrelas, para que, a partir da próxima, temporada, não dependa tanto do dinheiro de Abramovich.

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