Os números do Super Bowl
A AdAge, publicação norte-americana especializada em publicidade, lançou a pergunta: em tempos de crise, os 30 segundos de comercial no Super Bowl valem mesmo US$ 3 milhões? E a resposta é sim. Pelo menos é o que dizem os executivos de marketing das empresas anunciantes e os números revelados por eles. Mesmo com as ausências das tradicionais General Motors e FedEx, outras grandes não tiveram dúvidas em investir sua verba na grande final do futebol americano, como a AB-Inbev, Pepsi, Coca-Cola, Toyota, Sony, General Eletric, entre outros. Até os considerados menores, como um site de registro de domínios e outro de entrega de flores, garantem que o evento vale a pena.
Para os anunciantes, o Super Bowl é único no que se refere a estreitar relacionamento com seu público. Além disso, tem uma audiência incrível, uma cobertura extensa da mídia, gera um considerável aumento no tráfego dos websites das empresas e cria um boca a boca infalível nas ruas. Para os fãs, vale lembrar que o jogo é nesse domingo. Vamos a alguns fatos marcantes:
- há poucos dias da grande final, a NBC ainda luta para vender 10% do que resta do pacote de mídia
- a tradicional briga entre as cervejarias vai estar presente e a disputa será entre a Miller, que adotou a inovadora tática de produzir diversos spots de 1 segundo, e a AB, que comprou sete spots de 30 segundos
- a AB-Inbev garante que a semana do Super Bowl é a única, fora do período do verão, que está entre as dez mais em números de venda durante o ano todo. O tráfego no site da empresa aumentou em 600% no ano passado e seus filmes foram vistos mais de 21 milhões de vezes
- em 2008, a Hyundai fez uma campanha que chamava para um hot-site específico. A página teve 300 mil visitas apenas na hora do jogo, que se transformaram na venda de mais de 25 mil carros
- a Pepsi está presente nos intervalos do Super Bowl há 23 anos
- o site de busca de empregos Careerbuilder teve um aumento de 68% nas ofertas de trabalho após sua campanha
- o tráfego no site da Audi aumentou em 200% no mês seguinte ao jogo
E no Brasil? Será que jogos decisivos do campeonato brasileiro ainda podem chegar nesse nível de investimentos?

Que final?
Comentário por olazio — janeiro 28, 2009 @ 10:11 am
Nao, pq o brasil ainda esta engatinhando no marketing esportivo, os clubes brasileiros ainda sao refens da venda de jogadores e das cotas da televisao para gerar receita…. Parece uma coisa boba, mas ate os jogos de video game sao uma forma de marketing esportivo
Comentário por rubens — janeiro 29, 2009 @ 7:10 pm
O Brasil ainda carece de eventos parecidos com esse….e quando possui eventos de grande porte, não sabe aproveitar os benefícios que ele trás.
Comentário por Douglas de Menezes Strelow — janeiro 29, 2009 @ 9:26 pm
Enquanto os cartolas sujarem o esporte com suas ações bandidas nenhuma empresa reconhecerá valores maiores do que são pagos por cotas de TV, tranferências e merchandising em camissas.
O sistema futebol não é ousado, mas é malandro!
Comentário por Cássio — janeiro 30, 2009 @ 9:38 pm