Terra Magazine

janeiro 26, 2009

Europa estuda criar um limite nos valores das transferências

Criar um limite nos valores praticados nas transferências de jogadores e seus respectivos salários. Finalmente essa preocupação chegou às mesas de debates na Europa. O estopim foi a proposta lunática e inacreditável feita pelo sheik Mansour, dono do Manchester City, para jogador brasileiro Kaká. O craque, que preferiu ficar no Milan, iria receber algo em torno de 500 mil libras (mais de R$ 1,6 milhões por semana). O montante da negociação, entre jogador e clubes, chegava na casa dos R$ 800 milhões.

O famoso empresário (e também milionário)  Mohamed Al-Fayed, dono do Fulham, foi o primeiro a gritar: pediu para que os dirigentes da Premier League a da Football Association criem um teto nessas negociações e que não pretende pagar mais do que 15 milhões de libras por jogador, seja ele quem for. “O que aconteceu foi uma péssima notícia para o futebol, pois trata-se de uma loucura. Está nas mãos dos dirigentes, eles têm o poder de impedir isso, colocando um teto nas transferências e salários, por exemplo”, disse o egípcio à BBC.

Se os dirigentes ingleses ainda não se manifestaram, os da Uefa (orgão máximo do futebol europeu) parecem concordar com o empresário. Eles já começaram a discutir a possibilidade de estabelecer um limite máximo que poderia ser gasto nas contratações e salários daquela temporada de competições organizadas pela Uefa. O limite? Metade das receitas dos clubes, leia-se dinheiro recebido da venda de ingressos, ações de marketing e licenciamento, patrocínios e televisão. Isso mesmo, nada de verba do bolso dos donos milionários ou grupos de investidores.

O debate ocorrerá na assembléia geral de fevereiro da Associação dos Clubes da Europa (ECA). Seus representantes acreditam que a situação, do jeito que está, é insustentável a longo prazo e por isso deram início as conversas. Qual a sua opinião sobre o assunto? Concorda com essa possível nova regra? No Brasil também precisamos criar um teto salarial?

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1 Comentario »

  1. Escrevi sobre isso no meu blog há pouco tempo. Acho sim que vale o teto salarial, tanto na Europa quanto no Brasil. Faria o negócio ser sustentável como um todo e evitaria que loucos, ou desonestos, apareçam com dinheiro de fora, vindos de sabe-se lá onde, para inflacionar o mercado e prejudicar outros clubes que tentam viver a vida normal.

    Esse tipo de limite inclusive é muito comum nos Estados Unidos, em todas as grandes ligas profissionais deles.

    Comentário por André Monnerat — janeiro 26, 2009 @ 7:28 pm

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