Terra Magazine

janeiro 30, 2009

Drops: futebol, negócios e Copas

Tags:, , , , , - fabiokadow às 3:40 pm

Sem dobradinhas

Blatter, ainda pela sua visita à América do Sul, declarou também ser contra a idéia de dois países organizarem e receberem a Copa de 2018. Para o dirigente, uma copa duas sedes, custa o dobro. Portugual-Espanha e Bélgica-Holanda, já demonstraram interesse em sediar o evento e, inclsuive, entregaram suas propostas (o prazo de inscrição é o próximo dia 2 de fevereiro e a escolha será em dezembro). De acordo com Blatter, a preferência será por países com candidaturas “únicas”, como Australia, EUA, Rússia e Inglaterra.

Rede de Negócios

Nessa semana o Brasil recebeu a visita do presidente da Fifa, Joseph Blatter, que garantiu a escolha de 12 cidades para sediarem jogos da Copa de 2014. Um ótimo site para aqueles que pretendem investir e fazer negócios é o Brazil 2014 - Who is Who, criado pela Câmara Brasil-Alemanha para gerar contratos com todos os envolvidos no evento. A idéia é reunir notícias e contatos dos responsáveis de empresas, clubes, confederações, agências de marketing espotivo , cidades, etc. e assim criar um rede de negócios. O serviço é pago.

Soccerex Brasilia

Outra grande oportunidade para os empresários e investidores ocorrerá em março, mais especificamente em Brasilia, quando o Brasil receberá pela primeira vez a Soccerex, a maior feira de negócios de futebol do mundo. Representantes internacionais dos mais diversos segmentos estarão reunidos, mostrando seus projetos e também gerando possíveis novos projetos para 2014. 

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janeiro 29, 2009

38% dos fãs de futebol no mundo são mulheres

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Bernardo Ramos/Terra

Foto: Bernardo Ramos/Terra

A pesquisa “Women’s Word Football” realizada pela empresa de consultoria SPORT+MARKT em 21 países, incluindo o Brasil, revelou que as mulheres já representam 38% entre os fãs do esporte no mundo todo. Foram entrevistadas mais de 20 mil pessoas e, de acordo com o resultado, estima-se que são mais de 300 milhões de mulheres entre os 800 milhões de fãs que o futebol tem pelo planeta.

Quando o assunto é seleção nacional, a quantidade de homens e mulheres que torcem pelo selecionado é quase o mesmo. Hartmut Zastrow, diretor-executivo da SPORT+MARKT, explica: “O sucesso do país no futebol ajuda a construir a imagem dessa nação, por isso todos se envolvem. Mas podemos sim dizer que acabou o tempo em que os homens davam as regras nesse esporte.”

Nos casos dos campeonatos nacionais, o resultado também supreende. As chinesas, por exemplo, acompanham com muito interesse a Premier League inglesa. Por sinal, as mulheres já representam quase que um terço das pessoas que são fãs desse campeonato fora do Reino Unido. As argentinas preferem o próprio campeonato.

Outro fenômeno que a pesquisa revelou: na média, as mulheres fãs do futebol consomem mais produtos ligados ao esporte do que os homens. Isso acontece mesmo com o desleixo com que os clubes tratam suas torcedoras, já que apenas alguns poucos produtos desenvolvidos tem o público feminino como alvo. “Os clubes e as companhias ainda não exploraram esse mercado, que tem muito potencial. Acreditamos que as grandes marcas do mundo fashion, acessórios e jóias, por exemplo, poderiam trabalhar o futebol como tema das suas campanhas de comunicação.”, diz Zastrow.

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janeiro 28, 2009

Ecclestone ajuda Williams, ING sai da Renault

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A Formula 1, provavelmente, é o esporte que mais tem sofrido com a crise econômica mundial. Algumas poucas boas notícias e várias outras não tão boas são divulgadas todas as semanas. Vamos as últimas: Bernie Ecclestone, o diretor comercial e manda-chuva da categoria, adiantou 14,5 milhões de libras dos pagamentos para a equipe Williams não anunciar a sua saída. A escuderia  inglesa teve perdas de 50 milhões de libras nos últimos dois anos e sem esse dinheiro a sua participação estava ameaçada. Já a Renault não tem o que comemorar. Sua principal patrocinadora, a instituição financeira holandesa ING anunciou cortes de 1 bilhão de euros para 2009 e, claro, o programa de patrocínio à equipe está na lista. Além disso, a ING também cortou as ações de marketing que fazia em 13 dos atuais 18 circuitos da temporada

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janeiro 27, 2009

Os números do Super Bowl

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A AdAge, publicação norte-americana especializada em publicidade, lançou a pergunta: em tempos de crise, os 30 segundos de comercial no Super Bowl valem mesmo US$ 3 milhões? E a resposta é sim. Pelo menos é o que dizem os executivos de marketing das empresas anunciantes e os números revelados por eles. Mesmo com as ausências das tradicionais General Motors e FedEx, outras grandes não tiveram dúvidas em investir sua verba na grande final do futebol americano, como a AB-Inbev, Pepsi, Coca-Cola, Toyota, Sony, General Eletric, entre outros. Até os considerados menores, como um site de registro de domínios e outro de entrega de flores, garantem que o evento vale a pena.

Para os anunciantes, o Super Bowl é único no que se refere a estreitar relacionamento com seu público. Além disso, tem uma audiência incrível, uma cobertura extensa da mídia, gera um considerável aumento no tráfego dos websites das empresas e cria um boca a boca infalível nas ruas. Para os fãs, vale lembrar que o jogo é nesse domingo. Vamos a alguns fatos marcantes:

- há poucos dias da grande final, a NBC ainda luta para vender 10% do que resta do pacote de mídia

- a tradicional briga entre as cervejarias vai estar presente e a disputa será entre a Miller, que adotou a inovadora tática de produzir diversos spots de 1 segundo, e a AB, que comprou sete spots de 30 segundos

- a AB-Inbev garante que a semana do Super Bowl é a única, fora do período do verão, que está entre as dez mais em números de venda durante o ano todo. O tráfego no site da empresa aumentou em 600% no ano passado e seus filmes foram vistos mais de 21 milhões de vezes

- em 2008, a Hyundai fez uma campanha que chamava para um hot-site específico. A página teve 300 mil visitas apenas na hora do jogo, que se transformaram na venda de mais de 25 mil carros

- a Pepsi está presente nos intervalos do Super Bowl há 23 anos

- o site de busca de empregos Careerbuilder teve um aumento de 68% nas ofertas de trabalho após sua campanha

- o tráfego no site da Audi aumentou em 200% no mês seguinte ao jogo

E no Brasil? Será que jogos decisivos do campeonato brasileiro ainda podem chegar nesse nível de investimentos?

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janeiro 26, 2009

Europa estuda criar um limite nos valores das transferências

Criar um limite nos valores praticados nas transferências de jogadores e seus respectivos salários. Finalmente essa preocupação chegou às mesas de debates na Europa. O estopim foi a proposta lunática e inacreditável feita pelo sheik Mansour, dono do Manchester City, para jogador brasileiro Kaká. O craque, que preferiu ficar no Milan, iria receber algo em torno de 500 mil libras (mais de R$ 1,6 milhões por semana). O montante da negociação, entre jogador e clubes, chegava na casa dos R$ 800 milhões.

O famoso empresário (e também milionário)  Mohamed Al-Fayed, dono do Fulham, foi o primeiro a gritar: pediu para que os dirigentes da Premier League a da Football Association criem um teto nessas negociações e que não pretende pagar mais do que 15 milhões de libras por jogador, seja ele quem for. “O que aconteceu foi uma péssima notícia para o futebol, pois trata-se de uma loucura. Está nas mãos dos dirigentes, eles têm o poder de impedir isso, colocando um teto nas transferências e salários, por exemplo”, disse o egípcio à BBC.

Se os dirigentes ingleses ainda não se manifestaram, os da Uefa (orgão máximo do futebol europeu) parecem concordar com o empresário. Eles já começaram a discutir a possibilidade de estabelecer um limite máximo que poderia ser gasto nas contratações e salários daquela temporada de competições organizadas pela Uefa. O limite? Metade das receitas dos clubes, leia-se dinheiro recebido da venda de ingressos, ações de marketing e licenciamento, patrocínios e televisão. Isso mesmo, nada de verba do bolso dos donos milionários ou grupos de investidores.

O debate ocorrerá na assembléia geral de fevereiro da Associação dos Clubes da Europa (ECA). Seus representantes acreditam que a situação, do jeito que está, é insustentável a longo prazo e por isso deram início as conversas. Qual a sua opinião sobre o assunto? Concorda com essa possível nova regra? No Brasil também precisamos criar um teto salarial?

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janeiro 23, 2009

Patrocínio no futebol: o retorno e a visibilidade

Está na moda discutir patrocínio no Brasil. Os valores de contrato dos times já virou até assunto das famosas rodas de torcedores, existentes em cada esquina do Brasil. De uma hora para a outra, os milhões recebidos passaram a valer mais que os gols marcados ou títulos conquistados.

Alguns dos maiores  clubes do Brasil, como São Paulo, Palmeiras, Vasco e Flamengo, fecharam recentemente acordos na casa dos R$ 15 milhões. O tricolor paulista chegou a pedir R$ 30 milhões. O Corinthians quer passar dos R$ 20 milhões, mas está com dificuldades nas negociações (TIM, Bauducco e Bradesco são algumas das empresas interessadas). E qual o real valor desse tipo de patrocínio? Alguém conhece os números de exposição?

No Brasil, diversos clubes e empresas já contrataram a Informidia Pesquisas Esportivas, que realiza esse serviço de inteligência e monitoramento de ações de patrocínio e marketing esportivo, medindo a exposição das marcas na mídia e realizando pesquisas de mercados. O diretor de marketing da empresa, Rafael Plastina, sempre ressalta a importância dos números nesse mercado. “O patrocinador precisa saber qual a visibilidade gerada no período contratado”, costuma dizer Plastina.

No campeonato inglês, a Ipsos MORI realiza trabalho semelhante. Veja, abaixo, um gráfico da última pesquisa realizada, que mostra qual marca teve a maior associação com o clube, em respostas espontâneas. Vale lembrar que nos casos dos times grandes ingleses, a exposição não é forte só no Reino Unido, como também mundialmente. A AIG, que já anunciou que não vai renovar com o Manchester em 2010, quando termina o atual contrato, está em primeiro lugar, seguida de perto pela Emirates, patrocinadora do Arsenal. Cada uma delas investe, anualmente, mais de 20 milhões de euros nos times.

Para Simon Lincon, da Ipsos MORI, o sucesso dessas ações está diretamente ligado com o tamanho da torcida do clube, o sucesso nas competições dentro de campo e com o tamanho da exposição que ele vai ter na mídia.

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janeiro 22, 2009

Eventos esportivos na TV: interesse público?

Tags:, , - fabiokadow às 5:21 pm

Um painel de debates entre representantes de diversas modalidades esportivas (leia-se atletas e técnicos de renome), confederações, imprensa, universidades, empresários do mercado e do governo do Reino Unido vão se reunir para debater quais eventos esportivos devem permanecer ou ser incluídos na lista que obriga que as suas transmissões televisivas sejam realizadas apenas por canais com sinal aberto.

Atualmente, no Reino Unido os eventos estão divididos em grupos. Na lista “A”, também conhecida como “As Jóias da Coroa”, estão aqueles designados como de interesse público (Jogos Olímpicos, Copa do Mundo, Wimbledon e jogos decisivos dos campeonato de futebol e rugby, por exemplo), que não podem ficar restritos aos canais de televisão a cabo e devem estar nos canais abertos. Na lista “B” estão as modalidades que podem ter seus direitos adquiridos em concorrências e transmitidos com exclusividade (ou não) por qualquer canal de televisão.

O Secretário da Cultura Andy Burnham declarou que essa revisão é vital por que “o tempo passou e o gosto das pessoas muda.” Qual sua opinião? No Brasil também deveria ser criada uma lista semelhante? Quais eventos esportivos são de interesse público?

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janeiro 21, 2009

AIG não vai renovar com o Manchester United

Tags:, , , , - fabiokadow às 12:48 pm

Confirmado. Mesmo com a benevolente ajuda do governo norte-americano (US$ 150 bilhões), a seguradora AIG finalmente anunciou aquilo que já era esperado: não vai renovar o contrato de patrocínio com o Manchester United, que termina em maio de 2010. A empresa foi uma das mais afetadas pela grave crise econônomica e já havia divulgado cortes em outras ações de marketing no esporte, como aquelas que tinha com os times de beisebol New York Yankees e Houston Astros e os de basquete New York Knicks e Houston Rockets, além de torneios de tênis.

O contrato entre ambos é o maior do mundo no futebol e rende 14 milhões de libras ao time inglês atualmente. Não ficou claro se o contrato, assinado no início de 2008, de 5 milhões de libras destinado para o projeto MU Finance, que iria oferecer seguros, empréstimos e cartões de créditos personalizados para os torcedores e fãs do clube, também vai ser cancelado, já que esse teria duração de seis anos e meio.

O Manchester anunciou que já esperava por tal decisão e que as negociações com outras empresas estão em andamento.

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janeiro 20, 2009

NBA quer liberar a propaganda de bebidas destiladas

Tags:, , , , - fabiokadow às 5:52 pm

Em tempos de crise vale tudo?

Quais os limites do marketing e da publicidade no esporte?

Em uma decisão polêmica (e até irresponsável) a NBA anunciou que estuda liberar a liberar a exibição da propaganda de bebidas alcoólicas, do tipo destiladas, em todos os lugares das arenas onde são disputadas os jogos de basquete. Até agora, só eram autorizados os lugares onde as câmeras de televisão não pudessem mostrar as marcas nas transmissões, ou seja, os anunciantes podiam estar presentes apenas nos bares e pequenas ações que costumam ocorrer nos intervalos.

A liberação agora é geral e vale até para as lojas internas, ações de pontos de venda e websites dos clubes.

O objetivo é aumentar as receitas publicitárias, que andam escassas atualmente. Desde 1991 que essa prática estava proibida. Vinte, dos trinta times da NBA, atualmente tem contratos com empresas desse ramo e poderão se beneficiar com tal medida.

Outras ligas dos EUA, como a MLB, NHL e a Nascar, também tomaram atitudes semelhantes. Apenas a NFL continua proibindo a exibição das marcas nas transmissões televisivas.

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janeiro 19, 2009

Belluzzo: “temos que valorizar as marcas dos clubes”

Tags:, , , - fabiokadow às 9:20 am

Logo mais, ao meio-dia, o Palmeiras vai apresentar no Palestra Itália o seu novo patrocinador, a empresa sul-coreana Samsung, que no passado também já esteve no rival Corinthians. Pelo novo contrato, o Verdão vai receber R$ 15 milhões por ano e mais bonificações por títulos. Um valor muito acima dos R$ 6 milhões anuais que recebia da Pirelli até o fim de 2007. O blog entrevistou o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, atual Diretor de Planejamento e candidato a presidência do Palmeiras, que revelou como conseguiu, em dois anos, mais que dobrar os valores dos contratos de patrocínio do time, o projeto da arena, a parceria com a Traffic e também quais são os seus planos, caso seja eleito.

Esse novo contrato com a Samsung é a sua última conquista como Diretor de Planejamento ou a primeira como presidente?
O último como diretor, pois não me considero presidente ainda. Eu tinha colocado como objetivo fechar o meu trabalho no Planejamento com uma nova parceria para o futebol. A arena também é outra questão central. E acima de tudo valorizar a marca do clube. Em três anos o Palmeiras saltou de um patrocínio de R$ 6 milões, que tinha com a Pirelli, para R$ 15 milhões agora com a Samsung. Então não é um desempenho que possa ser considerado ruim.

Os valores no Brasil ainda são baixos?
O marketing esportivo e todas as suas ações correlatas no Brasil tem a sua relação custo-benefício muito elevada. As empresas já estão começando a perceber que é vantagem colocar dinheiro numa parceria em times grandes como o Palmeiras, que tem uma forte presença nacional, exposição grande, que vai disputar também uma Libertadores. Agora, é importante você ter um time bom, qualificado, para valorizar a marca do parceiro. Com tudo isso conseguimos chegar a esses valores, que é bem razoável para a situação econômica atual.

Atualmente é um dos maiores do Brasil.
Mas corresponde com a nossa posição também nas vendas de pacotes de pay-per-view, nas apostas da Timemania… se tivermos a ventura de conquistarmos títulos nos dois ou três próximos anos, certamente vamos chegar junto, de novo, com os nossos adversários.

Para uma pessoa como o senhor, que têm um currículo invejável, ganhador de prêmios, com um nome na história econômica e acadêmica do Brasil, é mais fácil presidir um clube de futebol ou nesse mundo, que é tão único e envolve tanta emoção, isso não faz diferença?
Ainda não sei o quanto isso ajuda (risos). Vai depender do nosso desempenho administrativo mesmo. A experiência anterior, o fato de ter tido uma formação diversificada, de com 20 e poucos anos eu ter seguido para a Unicamp, ter sido assessor do Secretário da Fazenda do governo Funaro, assessor do Ulysses Guimarães, ter participado intensamente da política brasileira nos anos 70 em condições muito adversas… isso tudo me dá uma experiência grande para tratar de situações novas, saber lidar com a adversidade e até com a emoção. Acredito que a minha administração no Palmeiras vai ser marcada por essa compreensão dos limites. Tenho muitos projetos para o clube social e para o futebol, pretendo conseguir patrocínios para que o clube volte a disputar os campeonatos de vôlei e basquete profissionais. Essa é mais uma forma de valorizar a marca.

E para o futebol?
O Palmeiras tem um parceiro excelente, que tem nos ajudado a trazer bons jogadores, as revelações do último campeonato. Os clubes brasileiros só tem condições de trazer contratar jogadores quando seus contratos estão terminando. Então os jogadores mais jovens acabam escapando do Brasil. Isso é uma coisa que a imprensa ainda não sublinhou. Certamente Keirrison e Marquinhos estariam indo direto para o exterior se não fosse a Traffic e o Palmeiras garatindo a permanência deles aqui, pelo menos por algum tempo. Eu espero que os clubes do futebol brasileiro se unam por aumento dos valores de contratos, da remuneração da sua marca, que tem grande audiência.

Falta união entre os clubes brasileiros para isso?
Temos que lutar para que as várias propriedades dos clubes sejam mais valorizadas. Esse é uma plataforma que eu tenho, de propor aos clubes que se juntem num programa, que deve ser a médio prazo, de conquistar uma posição melhor, do ponto de vista financeiro, nas relações com todos os negócios que tem a ver com o futebol. Estou falando das novas mídias também, você não pode juntar tudo num pacote e negociar isso assim. O futebol brasileiro é um grande negócio com clubes sub-financiados. Chegou a hora de invertermos um pouco isso.

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