Rio-2016 contrata consultoria estrangeira sem licitação
![]()
A obsessão de Arthur Nuzman por receber os Jogos Olímpicos no Brasil só cresce. Depois de três decepcionantes derrotas (2000, 2004 e 2012), quando a cidade não chegou nem entre as finalistas, o otimismo tomou conta do comitê organizador, que saiu em campanha pelo mundo afora.
No quesito gastos com relações públicas e marketing, a campanha da Rio 2016 não deixa nada a desejar às concorrentes Tóquio, Chicago e Madri. A diferença fica na quantidade de dinheiro público investido. O lobby elevou a cidade carioca à condição de favorita, segundo sites especializados, a vencer disputa que terminará em outubro de 2009.
Para se aproximar ainda mais da mídia internacional, dos formadores de opinião e dos membros do Comitê Olímpico Internacional, a Rio 2016 contratou os serviços de consultoria em negócios esportivos da Vero. A empresa inglesa tem um vasto portfólio de grandes campanhas para clientes como London 2012, Siemens, British Petroleum, Uefa, Virgin Atlantic, o time de futebol Liverpool, entre outros.
De acordo com release da própria Vero, durante um ano serão realizados serviços de comunicação para a mídia internacional, com direito a uma consultora sênior, Catherine St-Laurent, gerenciando o dia-a-dia das campanhas in loco, no Rio de Janeiro. Os valores do contrato não foram revelados.
Por aqui, nada foi divulgado. No mesmo dia, a assessoria do COB apenas exaltou que, durante a visita à Europa, foi fechado um acordo de intercâmbio com a Grã-Bretanha.
O Comitê Rio-2016 não é órgão público e, como tal, não precisaria de licitação para contratar serviços. Mas a questão é delicada, principalmente se houve (ou se vai haver) a utilização de recursos públicos na contratação dos serviços, o que implicaria numa licitação pública. Fora o desprestígio às empresas nacionais do setor.
Procurado pelo blog, o Comitê Organizador Rio-2016 - presidido também pelo chefe do COB, Arthur Nuzman - não se manifestou sobre a contratação da Vero. A assessoria de imprensa do órgão, que funciona dentro do COB, não sabia informar se o valor pago teria investimento público. No total, o governo brasileiro pretende injetar mais de R$ 100 milhões na Rio-2016.
O Governo (nós), vai gastar 100 milhoes?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Essa foi boa.
Vide Jogos Pan-Americanos.
Comentário por Eduardo — novembro 26, 2008 @ 2:37 pm
É brincadeira!
Tentar colocar a cidade do Rio de Janeiro como favorita a sediar os famigerados jogos, apesar de todos os problemas sociais, econômicos, gatunais???? Ainda mais sabendo que o nosso suado dinheirinho será ” bem” usado???
Está tudo errado. Fora Rio! Fora Nuzman! Fora ladrões engravatados!!!
Comentário por Silvio — novembro 26, 2008 @ 2:46 pm
Palhaçada maior não há!
Já não basta a ineficiência no Pan-07 e as falcatruas pra se obter dinheiro. Ainda querem a qualquer custo, literalmente, trazer um evento de tal magnitude ao país.
O que eu aprendi sobre os principais objetivos que um evento esportivo pode trazer para a população é o da infra-estrutura - isso sim, construída com dinheiro público - deixada pós-evento, ou seja, um legado para que a cidade ou país usufrua depois. E pelo que vimos no Pan07, não aconteceu nada disso.
Espero que o COB seja investigado pelo COI e punido!
Grande abraço!
Comentário por Ricardo Teixeira — novembro 26, 2008 @ 11:18 pm